AB3 escreveu:E o fabricante pode agir de forma mais cruel, como por exemplo se eximindo de manter AD, SB, etc, e aí o avião passa a não ter certificado, o que groundearia de imediato todos de um certo tipo. A Airbus fez isso com o Caravelle.
Sim, AB3. A Boeing está prestes a fazer isso com o certificado do Boeing 707, o que condenaria o tipo a operar apenas militarmente. Claro que isso colocaria um monte de peças de reposição aos operadores militares de KC-135, KC-137 e outros derivados, mas eximiria o fabricante de emitir ADs e de manter documentação relativa ao tipo. Os operadores militares não precisam cumprir ADs e outras exigências de certificação civis. Todavia, parece que é mais fácil cancelar certificados na Europa que nos Estados Unidos.
A Boeing, por sua vez, já manifestou publicamente sua intenção de comprar aeronaves de sua fabricação mais antigas e desmontá-las por completo,
inutilizando todos seus componentes, para condenar seus modelos mais antigos ao groundeamento por falta de peças de reposição. Sem peças novas, ou provenientes de canibalização, as aeronaves vão fatalmente parar e terão que ser substituídas por modelos mais recentes, incrementando suas vendas.
Mas isso pode ser um tiro no pé, já que muitos operadores de Boeing antigos de pax optam por modelos da Airbus ou da Embraer, devido ao preço, principalmente. Eu não sei porque ninguém ainda ofereceu no mercado um modelo de A320 convertido para carga, ou porque a Airbus ainda não fez isso. Se isso acontecer, pessoal, podem dar adeus aos velhos Boeing 727.
Aliás, acredito que os Boeing 727 estão muito próximos da extinção total. O sinal mais característico de que um avião está prestes a ser extinto é a compra de aeronaves pra canibalização pelos próprios operadores. Quando isso começa a acontecer, é questão de 5 anos, mais ou menos, para todos deixarem de operar. E isso está acontecendo com os 727. DC-8 então, nem se fala.
Grande abraço.