Aeronave da Varig ainda está na selva ?

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Anonymous

Mensagem por Anonymous »

Luciano Cunha escreveu:
RockboyDF escreveu:
nitzsche escreveu:Pessoal, minha cunhada e o marido tem uma fazenda em "não sei o que lá do Xingu"
É o município de São José do Xingú, no Norte/Nordeste de Mato Grosso, quase divisa com o Amazonas.

Até pouco tempo atrás tinha uma revista "Manchete" aqui em casa da semana do acidente, mostrando em detalhes o que e como havia acontecido, inclusive com fotos.
Nunca saiu da minha cabeça uma imagem que mostrava o interior do avião, com as poltronas dianteiras amontoadas como um dominó (fato que causou a morte das pessoas que estavam nas primeiras fileiras)
Também lembro dos Electra que foram buscar os passageiros e os tripulantes (com exceção do co-piloto, que faleceu e teve o corpo transportado em avião da FAB) e fizeram escala aqui em BSB.
O vôo em questão era o RG254, que fazia São Paulo-Brasília-Marabá-Belém.
Só como complemento, o vôo em questão fazia GRU-UDI-BSB-IMP-MAB-BEL.
Mais uma..., São José do Xingú, fica próximo a divisa com o PARA..., não com o AM.
Outra.., a anv. foi enterrada, por TRATORES..., da fazenda próxima. Voei já pela região, e nao há nada visivel por lá..., além de pastos e desmatamento.
Tive essa ionformação sobre o ënterro"da Anv. de um piloto que foi a essa fazenda há alguns anos.
Abraço
RockboyDF
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Mensagem por RockboyDF »

Para dirimir qualquer dúvida:

46 VIVEM E SÓ OITO MORREM NO BOEING ACHADO NA MATA


Publicado na Folha de S.Paulo - quarta-feira, 6 de setembro de 1989

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O Boeing 737-200 da Varig, desaparecido desde domingo, foi localizado ontem numa fazenda em São José do Xingu (MT). O piloto Cesar Augusto Padula Garcez, 32, fez um pouso de emergência na mata. A manobra foi feita à noite em região montanhosa com árvores de até 50 metros de altura. Das 54 pessoas a bordo, 46 sobreviveram. O avião havia desaparecido quando fazia o vôo 254 entre Marabá e Belém (PA).
O Boeing foi localizado depois que quatro de seus ocupantes caminharam 40 km na mata até a sede da fazenda Curunaré. Eles foram a outra fazenda e passaram pelo rádio as informações sobre o local do pouso forçado. Às 16h25 um Bandeirante da Aeronáutica sobrevoou o Boeing e jogou alimentos para os outros sobreviventes. Segundo o passageiro Epaminondas Chaves, o Boeing pousou em mata fechada e abriu uma clareira de 100 metros de extensão por 40 metros de largura. O resgate devia começar na madrugada de hoje. A relação dos sobreviventes não foi divulgada.


Boeing está no Mato Grosso com 46 sobreviventes

Da Redação

O Boeing 737-200 da Varig, que desapareceu no último domingo quando fazia o vôo 254 entre Marabá e Belém (PA), foi localizado ontem às 16h25 pelo avião Bandeirante 6.544 do 2o Batalhão de Busca e Salvamento do Ministério da Aeronáutica. Das 54 pessoas a bordo, 46 sobreviveram e oito morreram. A lista dos sobreviventes não foi fornecida pela Varig até a noite de ontem.
O piloto, Cesar Augusto Padula Garcez, 32, conseguiu fazer um pouso de emergência no escuro na noite de domingo na fazenda Curunaré, no município mato-grossense de São José do Xingu (750 km ao sul de Belém). A região é montanhosa e tem árvores de cerca de 50 metros de altura. O acesso só é possível através de helicóptero.
Os sobreviventes Epaminondas Chaves, Antônio Farias de Oliveira, Marcinílio Pinheiro Filho e Afonso Saraiva andaram cerca de 40 km em três horas até a sede da fazenda Curunaré. Foram eles que forneceram as primeiras informações sobre o local onde pousou o avião. Como a fazenda não tinha meio de comunicação, os quatro foram levados de carro até a fazenda vizinha, Serrão da Prata, às 12h30.
Na fazenda, com ajuda do radioamador João Capanema Jr., de Franca (400 km ao norte de São Paulo), Chaves falou com sua mulher, Marilucia Chaves, em Marabá. Capanema informou ao aeroporto de Franca a localização dos sobreviventes.
Capanema conversava pelo rádio com seu pai, que estava na fazenda de Tucuns (TO), quando a voz de Chaves entrou na freqüência pedindo socorro. Segundo ele, Chaves estava muito nervoso, ofegante e emocionado. Chaves disse que o avião pousou em mata fechada e abriu uma clareira de 100 metros de extensão por 40 metros de largura na floresta.
Os quatro foram levados, às 18h, pelo Bandeirante para o município de Carajás (PA). Depois devem ir para Brasília. A Força Aérea Brasileira (FAB) quer levar os outros sobreviventes para Cachimbo (PA). O prefeito de Marabá, Nagib Mutran Neto, quer levá-los para sua cidade. Seu irmão, Marcos Nagib, estava no avião. O presidente da Varig, Hélio Smidt, afirmou que quatro dos sobreviventes estão em perfeitas condições físicas e psicológicas.
O gerente-regional da Varig em Marabá, Jorge Gaby, disse que o resgate começará hoje às 6h. A Aeronáutica afirmou que até as 12h de hoje todos os sobreviventes devem ter sido resgatados. Às 16h27 o Bandeirante jogou alimentos e remédios para os sobreviventes que ficaram perto do avião.
O Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (85 km a nordeste de São Paulo), sabia a posição aproximada do Boeing desde 2h45 de segunda-feira. A localização foi feita por satélites.
Antes de iniciar as buscas, na manhã de segunda-feira, o Ministério da Aeronáutica tinha esta informação. Apesar disso, apenas dois aviões da FAB foram deslocados para a região indicada pelos satélites. A Aeronáutica afirma que, antes de concentrar as buscas na região, era necessário esgotar as outras possibilidades. Por isso, equipes de busca foram designadas para fazer buscas primeiro na rota original do Boeing e suas imediações.
O local onde o avião pousou está numa rota oposta à original, Marabá-Belém. Os algarismos das rotas são os mesmos, dispostos em outra ordem. A rota Marabá-Belém é indicada como 027. O avião foi encontrado em um ponto que pertence à rota de número 220.
O piloto Garcez exerce a profissão há 13 anos. Entrou para a FAB aos 17 anos como tenente da reserva da Aeronáutica. Trabalhou em vôos regionais na Rio Sul, subsidiária da Varig. Está há oito anos na Varig. Já fez mais de dez mil horas de vôo. Há quase dois anos, fazia a rota São Paulo-Belém, com escalas em Uberaba, Uberlândia (MG), Brasília, Goiânia (GO), Imperatriz (MA) e Marabá. O Boeing saiu de São Paulo às 9h43 de domingo. O vôo até Belém tem duração prevista de oito horas e 20 minutos.
Segundo o comandante Luís Fernando Collares, que também trabalha nessa rota e conhece Garcez há 12 anos, disse que Garcez é um piloto tranquilo e bastante frio em situações difíceis.

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Fonte: http://almanaque.folha.uol.com.br/cotid ... et1989.htm


Com relação à posição da cidade, de fato é mais perto do Pará que do Amazonas, mas está, como afirmei, no Nordeste de Mato Grosso.
E como todos somos humanos, estamos sujeitos a erros, não é mesmo? Inclusive o Garcez, ehehehehe. Ou o nosso amigo que esqueceu de incluir Uberaba na rota, ou do outro amigo que se enganou em relação ao nome da cidade da queda; enfim, natural.
Leonardo Vasconcelos- SBBR
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Mensagem por AB3 »

Já pensou desenterrar o CJO???
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Bruno Geovane
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Mensagem por Bruno Geovane »

Sobre o acidente do CJO o termo "enterrou" não seria figurativo, sendo que na verdade a aeronave foi cortada pelo machado? Pois eu não acredito que tenham tido o trabalho de cavarem uma cova enorme para enterrar uma aeronave.
Abraços
Bruno Geovane
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Mensagem por md11 »

É vivendo e aprendendo mesmo.
Tá aí uma coisa inédita pra mim: enterrar avião!!!
Sinceramente, estou surpreso com essa informação.
É muito bom ter esse meio de comunicação aqui viu?
Cleidson Pereira

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Luis Fernando Pascotto

Mensagem por Luis Fernando Pascotto »

:(
Sinto muito dizer, mas segundo umas informações que tive a menos de um ano de um piloto que voa na região, a estrutura que restou foi destruída por pessoas residentes nas cidades próximas com o intuito de vender o alumínio. Destruiram tudo e só depois descobriram que alumínio de avião não tem valor para ser vendido a peso para "ferro-velho".

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Mensagem por Le »

md11 escreveu:É vivendo e aprendendo mesmo.
Tá aí uma coisa inédita pra mim: enterrar avião!!!
Sinceramente, estou surpreso com essa informação.
É muito bom ter esse meio de comunicação aqui viu?

Os alemães fizeram isto (enterrar aeronaves ) tb com seus planadores; antes do fim do conflito da primeira guerra, com intuito de preservar e ainda poder utilizá-las para reerguer a alemanha.
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Constellation
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O Iraque também fez isso.

Mensagem por Constellation »

Caros amigos,

O Iraque também fez isso com alguns aviões para preservá-los dos ataques americanos, inclusive alguns MIG 25.

Um abraço.
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