Mistério em torno da queda do avião cipriota

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Marcelo Areias
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Mistério em torno da queda do avião cipriota

Mensagem por Marcelo Areias »

Mistério em torno da queda do avião cipriota

ImagemNão há sobreviventes

Momentos antes da queda do avião cipriota, o co-piloto estava inconsciente, o piloto ausente do "cockpit" e, na cabine, viam-se máscaras de oxigénio penduradas sobre os assentos, informaram os pilotos dos F-16 que interceptaram o aparelho.


Segundo o porta-voz do governo grego, Theodoros Roussopoulos, quando os pilotos dos dois caças passaram pelo avião da companhia cipriota Helios uma segunda vez viram algumas pessoas que aparentemente tentavam controlar o aparelho, embora não saibam dizer se se tratava de passageiros ou de membros da tripulação.

O aparelho, um Boeing 737 que fazia a ligação entre Larnaca (Chipre) e Praga, com escala em Atenas, despenhou-se cerca do meio- dia numa zona montanhosa a norte da capital grega, cerca de três horas depois de ter levantado voo do Chipre.

As primeiras informações apontam para que a causa do acidente tenha sido uma falha no sistema de refrigeração da cabina, que terá causado a morte por asfixia ou hipotermia aos 115 passageiros e seis tripulantes.

A teoria apoia-se precisamente no testemunho dos pilotos dos dois caças F-16 gregos, que passaram perto do aparelho pouco antes deste se despenhar.

Além disso, há uma mensagem enviada do telemóvel de um passageiro para um amigo, na qual se lê "está muito frio no avião, estamos a congelar", terminando com um significativo "adeus amigo".

O piloto perdeu contacto com o aeroporto cipriota de Larnaca sete minutos depois de descolar, depois de ter enviado um aviso de que havia problemas com o sistema de refrigeração ou de pressurização da cabina.

O Boeing entrou no espaço aéreo grego duas horas depois, sem comunicar com a torre de controlo do aeroporto de Atenas, pelo que este aeroporto alertou a Força Aérea, que ordenou a intervenção dos dois F-16.

A tragédia provocou uma consternação geral no Chipre, de onde eram naturais a maior parte dos passageiros, e o presidente, Tassos Papadopoulos, decretou três dias de luto oficial.

A companhia cipriota Helios, uma operadora de voos de baixo preço, demorou quase cinco horas a divulgar a lista dos passageiros, limitando-se, nas primeiras horas, a informar que a maioria eram cipriotas.

Segundo a Helios, 67 dos 115 passageiros tinham como destino Atenas e apenas 48 seguiam até Praga.

Entre os passageiros contavam-se 48 crianças.

Há a indicação de que apenas quatro passageiros seriam estrangeiros, desconhecendo-se contudo as nacionalidades.

Segundo um responsável da Autoridade da Aviação Civil grega, este é "o pior acidente aéreo da história da Grécia".

Agência LUSA
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Marcelo Areias
jambock
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Mensagem por jambock »

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15/08 - 08:41 / REUTERS

ATENAS - A maioria dos corpos resgatados do avião cipriota que bateu em uma montanha perto de Atenas, com 121 pessoas a bordo, estavam "congelados", disse uma fonte do Ministério da Defesa grego na segunda-feira.
"A autópsia dos passageiros até agora mostra que os corpos estavam congelados, incluindo alguns cuja pele estava queimada pelas chamas provocadas pela queda", disse à Reuters a fonte, que tinha acesso à investigação.
Indícios preliminares sugerem que os 115 passageiros e os seis tripulantes estavam mortos ou inconscientes quando o Boeing 737 da Helios Airways caiu no domingo. Não houve sobreviventes.
As equipes de resgate encontraram o corpo do piloto e disseram ter encontrado também as caixas pretas do avião, incluindo a que gravou as conversas dos pilotos, fato crucial para determinar a causa do pior desastre aéreo na Grécia e o pior envolvendo uma companhia aérea cipriota.
O piloto alemão e uma família de armênios eram os únicos que não eram gregos ou cipriotas entre os 121 mortos no acidente. Havia 12 gregos entre os mortos. O restante era de cipriotas, segundo a lista de passageiros.
No aeroporto de Larnaca, em Chipre, de onde o avião decolou no domingo, tripulantes e passageiros se recusavam a embarcar na segunda-feira em um avião pertencente à Helios Airways, informou a agência de notícias estatal de Chipre.
Cerca de 100 passageiros que deviam viajar de Larnaca a Sofia exigiram embarcar em aviões de outras companhias aéreas. "Primeiro a tripulação recusou-se a embarcar, depois os passageiros", disse a agência.
A ilha mediterrânea de Chipre decretou três dias de luto, com bandeiras a meio mastro.
O acidente de domingo deixou perplexos especialistas em aviação, atônitos com o que pareceu uma pane trágica da pressurização na cabine ou de fornecimento de oxigênio a 35 mil pés -- quase 10 quilômetros de altura, mais alto que o Monte Everest.
Muitas perguntas permanecem sem resposta, incluindo como o avião pareceu voar por quase uma hora com o piloto e co-piloto já inconscientes ou mortos. A imprensa especulou que o avião pode ter ficado em piloto automático antes de se aproximar do aeroporto de Atenas.
TERRORISMO DESCARTADO
O ministro do Transporte cipriota, Haris Thrassou, negou algumas informações da imprensa de que houvesse 48 crianças entre os mortos.
"Havia entre 15 e 20 jovens menores de 20 anos a bordo do avião que caiu", disse à Reuters, acrescentando que todos estavam viajando com suas famílias.
O avião fazia um vôo de Larnaca a Praga com escala em Atenas quando caiu, a 40 quilômetros ao norte da capital grega. As autoridades gregas descartaram a hipótese de seqüestro ou terrorismo.
Autoridades do Ministério da Defesa grego disseram que 90 minutos se passaram entre o alerta, dado às 10h30 da manhã (horário local), e a queda do avião, às 12h03.
O porta-voz do governo grego, Theodore Roussopoulos, disse que os pilotos dos F-16 enviados para investigar o acidente disseram que, com os pilotos fora de ação, pode ter havido uma última tentativa por outros passageiros de controlar a aeronave.
"Os F-16 viram duas pessoas na cabine que pareciam tentar recuperar o controle da aeronave", disse Roussoupoulos a repórteres. Não se sabe se eram passageiros ou outros tripulantes.
Um passageiro do avião disse em uma mensagem enviada por SMS para seu amigo em Atenas: "O piloto ficou azul. Adeus, primo, estamos congelando".
O Ministério da Defesa disse suspeitar que o fornecimento de oxigênio ou o sistema de pressurização da aeronave pode ter sofrido uma pane, o que pode ter causado a morte de todos a bordo em segundos.
A perda da pressão na cabine foi identificada como a provável causa de dois acidentes semelhantes, mas de menor escala, ocorridos nos últimos anos.
Um abraço e até mais...
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambockrs@gmail.com

Na aviação, só a perfeição é aceitável
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