Não há sobreviventesMomentos antes da queda do avião cipriota, o co-piloto estava inconsciente, o piloto ausente do "cockpit" e, na cabine, viam-se máscaras de oxigénio penduradas sobre os assentos, informaram os pilotos dos F-16 que interceptaram o aparelho.
Segundo o porta-voz do governo grego, Theodoros Roussopoulos, quando os pilotos dos dois caças passaram pelo avião da companhia cipriota Helios uma segunda vez viram algumas pessoas que aparentemente tentavam controlar o aparelho, embora não saibam dizer se se tratava de passageiros ou de membros da tripulação.
O aparelho, um Boeing 737 que fazia a ligação entre Larnaca (Chipre) e Praga, com escala em Atenas, despenhou-se cerca do meio- dia numa zona montanhosa a norte da capital grega, cerca de três horas depois de ter levantado voo do Chipre.
As primeiras informações apontam para que a causa do acidente tenha sido uma falha no sistema de refrigeração da cabina, que terá causado a morte por asfixia ou hipotermia aos 115 passageiros e seis tripulantes.
A teoria apoia-se precisamente no testemunho dos pilotos dos dois caças F-16 gregos, que passaram perto do aparelho pouco antes deste se despenhar.
Além disso, há uma mensagem enviada do telemóvel de um passageiro para um amigo, na qual se lê "está muito frio no avião, estamos a congelar", terminando com um significativo "adeus amigo".
O piloto perdeu contacto com o aeroporto cipriota de Larnaca sete minutos depois de descolar, depois de ter enviado um aviso de que havia problemas com o sistema de refrigeração ou de pressurização da cabina.
O Boeing entrou no espaço aéreo grego duas horas depois, sem comunicar com a torre de controlo do aeroporto de Atenas, pelo que este aeroporto alertou a Força Aérea, que ordenou a intervenção dos dois F-16.
A tragédia provocou uma consternação geral no Chipre, de onde eram naturais a maior parte dos passageiros, e o presidente, Tassos Papadopoulos, decretou três dias de luto oficial.
A companhia cipriota Helios, uma operadora de voos de baixo preço, demorou quase cinco horas a divulgar a lista dos passageiros, limitando-se, nas primeiras horas, a informar que a maioria eram cipriotas.
Segundo a Helios, 67 dos 115 passageiros tinham como destino Atenas e apenas 48 seguiam até Praga.
Entre os passageiros contavam-se 48 crianças.
Há a indicação de que apenas quatro passageiros seriam estrangeiros, desconhecendo-se contudo as nacionalidades.
Segundo um responsável da Autoridade da Aviação Civil grega, este é "o pior acidente aéreo da história da Grécia".
Agência LUSA
