A 25 fica mais apontada para a direção e sentido do pôr-do-sol, que se faz a 270 graus, ou seja, a Oeste.
Isso significa que, a partir das 16:30 quem quiser pousar ali visual, tem que enfrentar um sol ofuscante e ampliado pela atmosfera, que age como lente de aumento.
E um dia foi assim. Girada a perna base esquerda e entrando na final, tudo ficou vermelho à frente e abaixo. Descendo a 500 fpm (pés por minuto) sem conseguir enxergar a pista nem o chão, foi descer pelo altimetro, vendo os ponteiros girarem anti-clockwise e imaginar o chão aproximando-se. Até que uma nuvem benéfica tapo o sol o suficiente para revelar a cabeceira da pista e a infalível cerca de arame farpado
Cabeceira, throttle iddle, vai puxando para a barriga devagarinho,
proa empinada, mão na manete não vá aparecer um ventinho insuspeito e não anunciado, até que a roda canta no chão e a máquina "cai", parecendo que
vai desmanchar-se com a barulheira das rodas no asfalto rugoso ressoando na fuselagem de alumínio.
Às 6o milhas roda de proa no chão, pedal para compensar o vento, freio leve durante 2 - 3 segundos, solta e deixa correr até à intersecão à direita para cruzar a pista de jatos (controlador de binóculos afiados);
com 1 000 rpm virar à esquerda na rampa, pegar a linha amarela
e seguir até o estacionamento do Aeroclube.
Alinhar bem com os outros estacionados, olhando uma e outra asa e pisar de subito no freio para o avião balançar (se o instrutor estivesse olhando)
E para ele ficar mais bravo, deixar 1/4 de polegada de mistura, throttle atrás, cortar a ignição: a rotação sobe e o motor desliga logo após.
Brincadeirinhas de aeroclube
JMPA