"Galeão lembra uma feira livre"

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"Galeão lembra uma feira livre"

Mensagem por RockboyDF »

Galeão: todos contra a 'bandalha'

Superintendente da Infraero admite que seguranças sofrem ameaças de estranhos. Blitz vai reprimir todo tipo de irregularidades


Ricardo Albuquerque



A Secretaria Estadual de Segurança Pública anunciará amanhã uma grande operação no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão) para reprimir bandalhas de taxistas, vans sem autorização, estacionamento irregular, câmbio ilegal de moedas estrangeiras e guias turísticos sem registro profissional. A medida foi acordada entre integrantes do Conselho Estadual de Turismo, que concluíram, em reunião ontem, que a desorganização do aeroporto precisa ser tratada como um caso de polícia.
A megaoperação prevê a distribuição de folhetos explicativos na área de desembarque para alertar aos passageiros sobre os riscos de utilizar serviços sem o aval de autoridades brasileiras. O secretário estadual de Turismo e presidente do conselho, Sérgio Ricardo de Almeida, disse que as polícias Federal, Civil e Militar irão participar diretamente da iniciativa, que contará ainda com apoio de órgãos municipais, como a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) e a Superintendência Municipal de Transportes (SMTU), e entidades privadas e sindicais ligadas ao setor.

- Falta unidade entre os órgãos repressores e fiscalizadores no aeroporto. Temos de garantir conforto e segurança a quem chega ao Rio. Para se ter uma idéia, o posto de informações fica do lado de fora do saguão. Acertamos que ele irá para o lado de dentro e contará com o apoio de estagiários de turismo - informou o secretário.

A superintendente da Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Lia Segaglio, revelou aos integrantes do conselho que os seguranças da parte externa do aeroporto sofrem ameaças de pessoas estranhas à administração. Segaglio ressaltou que o assalto aos 33 turistas - ontem à tarde eles retornaram à Inglaterra - aconteceu longe do aeroporto, quando estavam no Aterro do Flamengo a caminho do Copacabana Palace. A representante da Infraero disse que o conteúdo da fita entregue à Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), na quarta-feira, mostra imagens do trajeto feito pelos ingleses da área restrita de desembarque do aeroporto até o embarque no ônibus. O delegado Ricardo Andreiolo confirmou que existe a hipótese da participação de funcionários da Infraero ou terceirizados no crime.

- A Infraero sempre colaborou com a polícia. Ano passado entregamos 90 fitas aos investigadores. Este ano, 12 no total - contabilizou Segaglio.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Profissionais de Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Sintur), Maria Rosália Gonçalves, lamentou a falta de união entre a Infraero, as polícias federal e civil e os órgãos municipais. Rosália concorda com o secretário Sérgio Ricardo: a desorganização do aeroporto lembra uma feira-livre. A sindicalista reivindicou sala exclusiva para guias cadastrados e outros profissionais.

- Após as 22h, os guias se recusam a acompanhar os turistas - disse ela.

Para o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio, Alexandre Sampaio (SindRio), a falta de sintonia entre os governos federal, estadual e municipal explica porque o turista não recebia a atenção necessária ao desembarcar no Rio:

- O assalto aos ingleses poderia ser evitado se houvesse comunicação entre os órgãos.


Fonte: www.jb.com.br
Leonardo Vasconcelos- SBBR
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