Taxistas do aeroporto mudam norma para melhorar condição de

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Marcelo Areias
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Taxistas do aeroporto mudam norma para melhorar condição de

Mensagem por Marcelo Areias »

Taxistas do aeroporto mudam norma para melhorar condição de trabalho
Do CorreioWeb

Uma reunião entre taxistas que pegam passageiros no aeroporto de Brasília tentou colocar fim à polêmica das condições de trabalho da categoria no local. Após o debate promovido pelo Sindicato dos Condutores Autônomos de Veiculos Rodoviários de Brasília (Sinidicavir), os motoristas decidiram extinguir o sistema de rondas, que funcionava desde 1995. Pelo antigo esquema, os táxis faziam uma fila, que nos períodos de maior movimento chega a 1,5 mil veículos, e não podiam abandonar os carros sob pena de perder a posição.

A presença dos condutores nos táxis era verificada periodicamente por meio de rondas feitas pelos próprios taxistas. O método obrigava muitos motoristas a dormirem e se alimentarem nos veículos para não perderem a vaga pela disputa por uma das corridas mais caras de Brasília. “A espera média de um taxista na fila em um dia comum é de pelo menos quatro horas. No carnaval, ano-novo e Natal, a espera por uma corrida pode chegar a 24 horas”, explica o coordenador do ponto do aeroporto, Orisvan Andrade. O preço médio cobrado por uma corrida é de R$ 35.

A reunião aconteceu no Departamento de Concessões e Permissões (DCP) da Secretaria de Transportes do DF. “Entramos em um acordo com a categoria. Ao deixar o carro, o taxista não vai perder a vez. Ele poderá voltar sem perder a posição na fila, mas se chegar a vez dele e ele não estiver lá irá automaticamente para o final da fila”, explica a presidente do sindicato, Maria do Bonfim.

Segundo ela, os taxistas que deixarem o carro na fila também terão que assinar um termo de compromisso assumindo a responsabilidade por qualquer dano ao veículo. “Esse ponto ainda terá que ser melhor discutido com a categoria, porque 70% dos táxis são alugados. Como o motorista vai se responsabilizar por um veículo que não é dele?”, questiona um dos líderes dos taxistas, Genival Souza. Ele estima que 2.500 passageiros sejam atendidos pelos taxistas no aeroporto diariamente.

Insatisfação
Segundo Genival Souza, pelo menos 40% dos taxistas que trabalham no aeroporto preferem dormir nos veículos e estão insatisfeitos com a nova medida. “É uma cultura muito antiga que se instalou entre os taxistas. O que acabou prejudicando muitos deles, porque os afastaram da família. É necessário um trabalho de conscientização”, acredita Souza.

O taxista Francisco Alves trabalha há seis anos no aeroporto. Ele mora no Riacho Fundo II e dorme com freqüência na fila de táxis do aeroporto. “Muitas vezes chego sexta para trabalhar só volto para casa no domingo. Tenho medo de ficar na fila por causa dos assaltos”, declarou. Sobre o novo sistema, sem as rondas, o taxista diz que só com tempo poderá ser feita uma avaliação sobre a eficiência do esquema.

Fiscalização
Desde a publicação de uma portaria da Secretaria de Transportes do DF, em 2004, para trabalhar no aeroporto os táxis precisam ter um selo, que só é concedido aos carros com no máximo oito anos de uso, quatro portas e ar-condicionado. Em fiscalização, iniciada em outubro do ano passado, 333 taxistas, dos 1.976 que possuem o selo, foram notificados por não possuírem ar condicionado. Eles tinham até o dia 31 de dezembro para equipar os veículos. Apenas quatro se adequaram e os outros 229 perderam o selo este mês. Atualmente, 3.285 táxis circulam em todo DF, segundo a Secretaria.
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Marcelo Areias
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Mensagem por RockboyDF »

O serviço de táxi em Brasília é patético para uma Capital Federal. Cobram caro, carros sem padronização de pintura, média de idade elevada da frota, motoristas despreparados e, pior, guerra entre grupos (com direito a troca de tiros e perseguição pelo Eixão Sul, no ano passado) para atender aos usuários do aeroporto. :x
Leonardo Vasconcelos- SBBR
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