São José quer ter foguete guiado
Desenvolvimento de sistemas de guiagem é considerado fundamental para Inpe e CTA em 2006
São José dos Campos - O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o CTA (Centro Técnico Aeroespacial), ambos de São José dos Campos, irão se dedicar a partir do próximo ano ao desenvolvimento de sistemas de controle e guiagem de satélites e foguetes.A autonomia do Programa Espacial Brasileiro depende também do domínio dessa tecnologia. O CTA já tem parte da tecnologia desenvolvida por conta do programa do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélite). Mas, falta ainda o domínio completo da tecnologia, considerada sensível por ser a mesma empregada em mísseis.O desenvolvimento de sistemas de controle e guiagem será imprescindível para o projeto da PMM (Plataforma Multimissão), uma série de três satélites --dois de sensoriamento remoto e um de coleta de dados ambientais.Parte dos recursos para o projeto, cerca de R$ 15 milhões, já foi liberada pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos)."São sistemas sofisticados, considerados críticos e cuja tecnologia dificilmente seria repassada por algum país que a domine", disse o diretor do Inpe, Gilberto Câmara.Os recursos são provenientes dos fundos setoriais Aeronáutico, Espacial e Verde-Amarelo e gerenciados pela Finep.
PARCERIA - Nem mesmo a parceria com a China, que já domina a tecnologia, para o desenvolvimento e a construção dos satélites da série CBERS, garantiu o repasse da tecnologia.*O projeto de desenvolvimento dessa tecnologia tem prazo de duração de quatro anos e uma previsão de investimentos totais de R$ 46 milhões.Os foguetes lançadores de satélite utilizam um sistema de navegação inercial, composto por dois sensores principais. Um deles é um girômetro e o outro um acelerômetro, que repassam as informações sobre a posição do foguete no espaço para o computador de bordo.Por meio da plataforma inercial é possível perceber os desvios de rota do foguete ou na órbita de um satélite. O CTA já domina o desenvolvimento de giroscópios a fibra óptica.A plataforma inercial do VLS (Veículo Lançador de Satélites) possui componetes russos e um computador de bordo inglês.O CBERS, embora tenha uma participação brasileira limitada a 30% é até o momento o único satélite do qual o Inpe participou a ter um sistema de guiagem para o controle de órbita.Brasil e China já desenvolveram dois satélites em conjunto, CBERS-1 e CBERS-2, e já trabalham no desenvolvimento de uma réplica do segundo, o CBERS-2B, com previsão de lançamento para o final deste ano.Nos próximos satélites da série, CBERS-3 e CBERS-4, a participação brasileira irá aumentar para 50%. A parceria com a China é considerada um dos mais importantes projetos no setor aeroespacial.
O Projeto - Custo: R$ 46 milhões, Recursos já liberados: R$ 15 milhões, Entidades envolvidas: Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e CTA (Centro Técnico Aeroespacial), Aplicação: satélites e foguetes lançadores de satélite.
*Chinês é fogo! "Chupa" tudo que é de seu interêsse e não dá nada em troca! Só quero vêr o andamento deste acordo EMBRAER-China. Vai terminar os caras fazendo o ERJ dêles (com know-how da EMBRAER) e manda-la, com a maior desfaçatez e com as desculpas as mais descaradas, passear.
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
