Varig volta a negociar criação de fundos, após Justiça suspe

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arthuramaral_CGR
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Varig volta a negociar criação de fundos, após Justiça suspe

Mensagem por arthuramaral_CGR »

15/12/2005 - 12h51
Varig volta a negociar criação de fundos, após Justiça suspender venda para Docas
FABIANA FUTEMA
VINÍCIUS ALBUQUERQUE
da Folha Online

O presidente da Varig, Marcelo Bottini, reassumiu a negociação do plano de recuperação da companhia com os credores. O Grupo Docas, do empresário Nelson Tanure, havia se aproximado dos credores da aérea após comprar na segunda-feira o controle da FRB-Par, o braço financeiro da Fundação Ruben Berta, que detém 87% do capital votante da Varig.

No entanto, com a decisão de ontem dos juízes Luiz Roberto Ayoub, Paulo Fragoso e Márcia Cunha, das Varas Empresariais do Rio, de suspender a eficácia do contrato até a assembléia de credores, marcada para segunda-feira, o controle da companhia voltou para as mãos da Fundação. Se o plano de recuperação da Varig for rejeitado pelos credores, a Justiça pode decretar a falência da companhia aérea.

Com essa reviravolta, Bottini voltou a negociar o plano de recuperação com os credores da Varig. A idéia é buscar um consenso antes da assembléia para evitar qualquer risco do plano ser vetado pelos credores.
Bottini disse à Folha Online que se reúne hoje à tarde com os credores da Varig.

Segundo ele, a Varig continua trabalhando na criação de quatro FIPs (Fundos de Investimento e Participações). Cada classe de credor --trabalhista, com garantia e sem garantia-- ficaria com um dos FIPs. O quarto abrigaria o controle da Fundação. No entanto, os credores indicariam nomes para administrar esse quarto fundo.

Essa proposta já havia recebido sinal verde por parte dos credores trabalhistas e do fundo de pensão Aerus --o maior credor privado da Varig. Os credores sem garantia (da classe 3), representados pelo Banco do Brasil, BR Distribuidora e Infraero, não eram simpáticos à proposta, mas admitiam a possibilidade de negociá-la.

O presidente do Aerus, Odilon Junqueira, disse que a proposta dos FIPs poderia ser aceita se a Varig se comprometesse a cumprir algumas condições, como o pagamento mensal das contribuições previdenciárias ao fundo.

Docas

Procurado pela reportagem, o Grupo Docas não havia comentado a decisão dos juízes do Rio de Janeiro. Mas o empresário Nelson Tanure disse ontem à noite que espera retomar as negociações com os credores da Varig, apesar da decisão da Justiça. "Eu realmente espero que possamos ratificar minha oferta e meu plano antes do encontro de credores", disse ele ontem à noite no Rio.

Pelo contrato assinado com a FRB-Par, o grupo Docas compraria 67% do controle da Varig por US$ 112 milhões. A quantia seria paga em dez parcelas anuais de US$ 11,2 milhões. Desse total, US$ 100 milhões referem-se à compra de 25% do controle da FRB-Par. Os US$ 12 milhões restantes dizem respeito ao direito de usufruto do controle da FRB-Par por dez anos.

O primeiro cheque foi entregue por Tanure na segunda-feira, mas ainda não teria sido descontado pela FRB-Par. O desconto estaria condicionado à aprovação do plano de recuperação da Varig. Se o plano fosse rejeitado, o cheque seria devolvido.
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