Demanda de jatos executivos cresce e Embraer tenta expandir-se no ramo
November 30, 2005 4:05 a.m.
Por Christopher J. Chipello e Andy Pasztor
The Wall Street Journal
Os homens de negócio que querem um novo jatinho terão que ser pacientes.
A demanda mundial por aviões executivos está nas alturas. Os fabricantes entregaram 510 unidades nos primeiros nove meses deste ano, 30% mais que no mesmo período do ano passado. Mas num setor cheio de altos e baixos, as líderes Bombardier Inc., General Dynamics Corp. e Cessna Aircraft, unidade da Texton Inc., preferem ter cuidado com a idéia de aumentar a produção — enquanto a Empresa Brasileira de Aeronáutica SA faz planos de expandir-se nesse mercado.
Muitos clientes estão tendo de esperar meses — ou até anos — pela entrega de seus aviões novos. A Bombardier normalmente tem pedidos equivalentes a um ano de produção para seus modelos mais caros. Atualmente, o acúmulo de pedidos do Global Express, um jato executivo intercontinental que custa cerca de US$ 45,5 milhões, chega a 34 meses. Até as encomendas de seus modelos leves Learjet estão perto de um ano de espera para entrega, em vez da previsão interna de prazo de seis a nove meses.
Na Gulfstream Aerospace, da General Dynamics, maior fornecedora de jatos de primeira linha e que este ano, até 30 de setembro, entregou o equivalente a US$ 2,5 bilhões em jatinhos, a média de tempo na fila de espera é de 18 meses a dois anos, segundo o porta-voz Robert Baugniet. Em setembro, a Gulfstream aumentou as entregas de jatos dos 51 no mesmo período do ano passado para 59, sem aumentar sua capacidade de fabricação. "Todos nós temos memória recente de quedas dramáticas nessa indústria e, no futuro, vamos cuidar de aumento de produção com muito cuidado para evitar sobe-e-desce" no número de empregados, acrescenta Baugniet.
O diretor-presidente da Cessna, Jack Pelton, diz que seu livro de encomendas recobrou o nível anterior aos ataques terroristas 11 de setembro de 2001 — que enfraqueceram bastante o setor —, e está em torno de US$ 6 bilhões. Os consumidores "estão clamando por mais produtos", diz Pelton, observando que os fabricantes simplesmente não conseguem suprimento suficiente de materiais como alumínio e titânio ou os moldes, pois os fornecedores também têm sido cautelosos em aumentar sua produção.
Já a linha de produção do único modelo que a Embraer produz nesse mercado, o Legacy, tem uma espera relativamente curta de dez meses, disse o vice-presidente da empresa para aviação executiva, Luís Carlos Affonso. Ele diz que isso é uma "vantagem competitiva" para a Embraer, que este ano anunciou planos de aumentar sua participação de mercado, que ele calcula hoje em 12,5%. Affonso disse que este ano devem ser entregues "perto de 20" jatinhos Legacy, contra 13 em 2004.
No início deste mês, a Embraer anunciou dois novos modelos menores que o Legacy, chamados Phenom 100, para até quatro passageiros, e Phenom 300, para nove, que devem começar a voar em 2008, e Affonso diz que vê espaço para "outros produtos entre esses dois modelos".
Acúmulo de pedidos é uma segurança contra quedas repentinas na economia. Mas executivos do setor reconhecem que se uma empresa decide agradar os clientes com entregas rápidas, isso vai pressionar as rivais a segui-la. "O desafio é sempre ter certeza de que não vamos subir aumentar a produção mais rápido do que o mercado", diz Pierre Beaudoin, presidente do grupo aeroespecial da Bombardier.
— Paulo Trevisani Jr. colaborou neste artigo.
Demanda de jatos executivos cresce e Embraer tenta expandir-
Moderador: Moderadores
Regras do fórum
As regras do fórum estão disponíveis CLICANDO AQUI.
As regras do fórum estão disponíveis CLICANDO AQUI.
