Pressionadas por combustível, TAM e Gol descartam disputa tarifária
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
As companhias aéreas brasileiras devem abandonar, pelo menos momentaneamente, a disputa tarifária. O fim dessa estratégia, considerada predatória por analistas do setor, foi motivada pela explosão do preço dos combustíveis, que reduziu o espaço das empresas para derrubar as tarifas.
A TAM e a Gol, que divulgaram seus resultados financeiros nos últimos dias, deram sinais de que não pretendem cortar preços para aumentar a base de clientes. O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, disse que esse tipo de estratégia não pode ser utilizada por muito tempo. "Isso gera uma drenagem de receita na indústria aérea e a longo prazo prejudica todo o setor."
Ao longo do ano, as companhias chegaram a reajustar seus preços em cerca de 18%. O presidente da TAM, Marco Bologna, disse que esse aumento ficou abaixo do reajuste do combustível, que chegou a 56% no período.
Por conta desse descompasso, a TAM não pretende repassar para o consumidor a redução de 13% no preço da querosene da aviação em novembro. "Ainda temos que analisar a evolução dos preços e a demanda, e como será o comportamento do quarto trimestre", explicou.
A entrada de novas companhias aéreas em operação, como a BRA, também não deve afetar a estratégia de preços da Gol e TAM. Júnior, da Gol, afirmou que a companhia continuará praticando uma política de preços baixos "com responsabilidade".
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