German Efromovich pegou a nacionalidade colombiana
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Black Typhoon
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German Efromovich pegou a nacionalidade colombiana
Gobierno dio nacionalidad colombiana a Germán Efromovich
El presidente Álvaro Uribe le otorgó este jueves la nacionalidad colombiana al empresario Germán Efromovich, al considerar que ha desarrollado actividades de interés en el país. Al ser notificado de la decisión, Efromovich dijo que desde que inició en el país se enamoró del país.
"Admiro la tenacidad y el profesionalismo de su gente, aspectos que, junto con la riqueza natural y posición geográfica, hacen del territorio colombiano un lugar maravilloso y con enorme potencial de desarrollo. Todo ello, me lleva a reafirmar mi compromiso y el de Synergy Group con el progreso económico y social de la nación", expresó Germán Efromovich.
Fonte: Agência Colprensa
El presidente Álvaro Uribe le otorgó este jueves la nacionalidad colombiana al empresario Germán Efromovich, al considerar que ha desarrollado actividades de interés en el país. Al ser notificado de la decisión, Efromovich dijo que desde que inició en el país se enamoró del país.
"Admiro la tenacidad y el profesionalismo de su gente, aspectos que, junto con la riqueza natural y posición geográfica, hacen del territorio colombiano un lugar maravilloso y con enorme potencial de desarrollo. Todo ello, me lleva a reafirmar mi compromiso y el de Synergy Group con el progreso económico y social de la nación", expresó Germán Efromovich.
Fonte: Agência Colprensa
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jambock
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- Registrado em: Seg Dez 20, 2004 16:37
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Prezado Black Typhoon:
Esta notícia acarreta duas perguntas:
a) Ao receber a cidadania colombiana o German não perde a brasileira?
b) Perdendo a brasileira, poderá continuar sendo dono de 100% das ações da Ocean Air?
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
Esta notícia acarreta duas perguntas:
a) Ao receber a cidadania colombiana o German não perde a brasileira?
b) Perdendo a brasileira, poderá continuar sendo dono de 100% das ações da Ocean Air?
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
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Black Typhoon
- MASTER

- Mensagens: 3228
- Registrado em: Qui Jan 27, 2005 21:27
- Localização: na Lua, sozinho e feliz
Bom, a matéria fala de nacionalidade e não de cidadania. Não sei se aqui no Brasil seja a mesma coisa, mas sei que é a cidadania é bem diferente da naturalização.
Na falta de acordos de reciprocidade entre alguns países do mundo inteiro, pode ser que, se um cara brasileiro se naturaliza em outro país do mundo que não tem acordos de reciprocidade com o Brasil, só para fazer um exemplo, esse cara deveria perder automaticamente a nacionalidade brasileira.
Quem poderia te responder melhor é um advogado que trata esse tipo de assunto, ou o mesmo Efromovich, pois eu não conheço a situação pessoal e jurídica dele.
[]'s
Black Typhoon
Na falta de acordos de reciprocidade entre alguns países do mundo inteiro, pode ser que, se um cara brasileiro se naturaliza em outro país do mundo que não tem acordos de reciprocidade com o Brasil, só para fazer um exemplo, esse cara deveria perder automaticamente a nacionalidade brasileira.
Quem poderia te responder melhor é um advogado que trata esse tipo de assunto, ou o mesmo Efromovich, pois eu não conheço a situação pessoal e jurídica dele.
[]'s
Black Typhoon
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Anonymous
Participantes do AeroFórum
Não sou advogado, sou piloto, mas entendo um pouco do assunto. Temos duas interpretações do direito, o "direito de sangue" (jus sanguinis), onde você tem a nacionalidade da sua família, independente de que parte do mundo você nasceu; e o "direito de solo" (jus solis), onde você tem a nacionalidade do território onde você nasceu, independente da família que você pertence.
O Brasil adota o jus solis, como a maioria dos países "novos", como os americanos. Não fosse assim, somente os índios, os nativos, seriam brasileiros, argentinos, mexicanos... E por isso muita gente vai ter os filhos nos Estados Unidos... Existem exceções, como em casos de funcionários a serviço do país no exterior, como os diplomatas. Se o filho do embaixador do Brasil nasce na Mongólia, será brasileiro, pois o pai dele estava lá a serviço.
Já os países europeus adotam o jus sanguinis, se um filho de alemão nasce fora do território alemão, não importa, será alemão. Se um filho de brasileiros, por exemplo, nasce na Alemanha, não será necessariamente alemão. Eu acho essa interpretação mais lógica.
Acredito que naturalização seja quando você se torna cidadão de um país que você não tenha nem "sangue" nem "solo".
Eu, por exemplo, sou italiano pelo sangue e brasileiro pelo solo, depende do ponto-de-vista. Para ter sua cidadania italiana, alemã, etc. reconhecida, existe um processo a ser feito, que pode ser caro e principalmente demorado.
Portanto, cada país interpreta de uma forma, no Brasil sou visto como brasileiro, na Itália como italiano, mas em ambos se sabe "não oficialmente" da minha condição de dupla cidadania. No caso específico da matéria citada, acredito que na Colômbia ele será colombiano, na Bolívia como boliviano e no Brasil como brasileiro. Nos demais, como melhor lhe convier.
Se algum Bacharel de Ciências Jurídicas quiser complementar ou corrigir, será bem-vindo.
Espero ter ajudado.
Saudações
Caravelle
Não sou advogado, sou piloto, mas entendo um pouco do assunto. Temos duas interpretações do direito, o "direito de sangue" (jus sanguinis), onde você tem a nacionalidade da sua família, independente de que parte do mundo você nasceu; e o "direito de solo" (jus solis), onde você tem a nacionalidade do território onde você nasceu, independente da família que você pertence.
O Brasil adota o jus solis, como a maioria dos países "novos", como os americanos. Não fosse assim, somente os índios, os nativos, seriam brasileiros, argentinos, mexicanos... E por isso muita gente vai ter os filhos nos Estados Unidos... Existem exceções, como em casos de funcionários a serviço do país no exterior, como os diplomatas. Se o filho do embaixador do Brasil nasce na Mongólia, será brasileiro, pois o pai dele estava lá a serviço.
Já os países europeus adotam o jus sanguinis, se um filho de alemão nasce fora do território alemão, não importa, será alemão. Se um filho de brasileiros, por exemplo, nasce na Alemanha, não será necessariamente alemão. Eu acho essa interpretação mais lógica.
Acredito que naturalização seja quando você se torna cidadão de um país que você não tenha nem "sangue" nem "solo".
Eu, por exemplo, sou italiano pelo sangue e brasileiro pelo solo, depende do ponto-de-vista. Para ter sua cidadania italiana, alemã, etc. reconhecida, existe um processo a ser feito, que pode ser caro e principalmente demorado.
Portanto, cada país interpreta de uma forma, no Brasil sou visto como brasileiro, na Itália como italiano, mas em ambos se sabe "não oficialmente" da minha condição de dupla cidadania. No caso específico da matéria citada, acredito que na Colômbia ele será colombiano, na Bolívia como boliviano e no Brasil como brasileiro. Nos demais, como melhor lhe convier.
Se algum Bacharel de Ciências Jurídicas quiser complementar ou corrigir, será bem-vindo.
Espero ter ajudado.
Saudações
Caravelle
Boa explicação Caravelle...Caravelle escreveu:Participantes do AeroFórum
Não sou advogado, sou piloto, mas entendo um pouco do assunto. Temos duas interpretações do direito, o "direito de sangue" (jus sanguinis), onde você tem a nacionalidade da sua família, independente de que parte do mundo você nasceu; e o "direito de solo" (jus solis), onde você tem a nacionalidade do território onde você nasceu, independente da família que você pertence.
O Brasil adota o jus solis, como a maioria dos países "novos", como os americanos. Não fosse assim, somente os índios, os nativos, seriam brasileiros, argentinos, mexicanos... E por isso muita gente vai ter os filhos nos Estados Unidos... Existem exceções, como em casos de funcionários a serviço do país no exterior, como os diplomatas. Se o filho do embaixador do Brasil nasce na Mongólia, será brasileiro, pois o pai dele estava lá a serviço.
Já os países europeus adotam o jus sanguinis, se um filho de alemão nasce fora do território alemão, não importa, será alemão. Se um filho de brasileiros, por exemplo, nasce na Alemanha, não será necessariamente alemão. Eu acho essa interpretação mais lógica.
Acredito que naturalização seja quando você se torna cidadão de um país que você não tenha nem "sangue" nem "solo".
Eu, por exemplo, sou italiano pelo sangue e brasileiro pelo solo, depende do ponto-de-vista. Para ter sua cidadania italiana, alemã, etc. reconhecida, existe um processo a ser feito, que pode ser caro e principalmente demorado.
Portanto, cada país interpreta de uma forma, no Brasil sou visto como brasileiro, na Itália como italiano, mas em ambos se sabe "não oficialmente" da minha condição de dupla cidadania. No caso específico da matéria citada, acredito que na Colômbia ele será colombiano, na Bolívia como boliviano e no Brasil como brasileiro. Nos demais, como melhor lhe convier.
Se algum Bacharel de Ciências Jurídicas quiser complementar ou corrigir, será bem-vindo.
Espero ter ajudado.
Saudações
Caravelle
abraços
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Black Typhoon
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Prezado Caravelle,Caravelle escreveu:Existem exceções, como em casos de funcionários a serviço do país no exterior, como os diplomatas. Se o filho do embaixador do Brasil nasce na Mongólia, será brasileiro, pois o pai dele estava lá a serviço.
não é bem assím, pois filhos de diplomatas e de militares a serviço em outros países podem também obter o passaporte do país onde nasceram se existem acordos de reciprocidade.
Posso te assegurar que conheço filhos nascidos na Europa de brasileiras (os) casadas (os) com estrangeiros (as) que pegaram automaticamente a dupla nacionaliade e o duplo passaporte (coisa bem diferente da naturalização).Caravelle escreveu:Se um filho de brasileiros, por exemplo, nasce na Alemanha, não será necessariamente alemão. Eu acho essa interpretação mais lógica.
Isso é exato, mas naturalizar-se em outro país que não seja o seu não sempre vale a pena. Existem casos de países de origem que te cancelam a nacionalidade caso você se naturalize em outro país (até alguns anos atrás a Itália era um desses países) por falta de acordos de reciprocidade.Caravelle escreveu:Acredito que naturalização seja quando você se torna cidadão de um país que você não tenha nem "sangue" nem "solo"
Aqui no Brasil existem muitos estrangeiros que moram com visto permanente e com regular CPF brasileiro e que, mesmo tendo o direito à naturalização brasileira, não estão interessados pela razão acima e também porque não estão interessados nas idiotices às quais os brasileiros são regularmente submetidos pelo próprio governo, tipo a obrigadoriedade do voto, só para fazer um exemplo.
Para retornar ao assunto principal do tópico, eu acho que se o German Efromovich pedir de naturalizar-se em um dos países onde lhe foi reconhecida a nacionalidade, aí sim que vai dar problemas no Brasil, pois o dono da OceanAir se tornaria automaticamente um investidor totalmente estrangeiro, contrariando a vigente legislação brasileira.
Saudações
Black Typhoon
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Anonymous
Participantes do AeroFórum
Black Typhoon:
Exato, o pai ou a mãe não eram brasileiros, eram europeus. Então, vale o jus sanguinis. Outro recurso muito usado para obter cidadania de um país...
Saudações
Caravelle
Black Typhoon:
Depende da legislação de cada país. Tenho um amigo que nasceu na Alemanha, mas o pai estava em missão acadêmica, ele é brasileiro e não alemão.não é bem assím, pois filhos de diplomatas e de militares a serviço em outros países podem também obter o passaporte do país onde nasceram se existem acordos de reciprocidade.
Posso te assegurar que conheço filhos nascidos na Europa de brasileiras (os) casadas (os) com estrangeiros (as) que pegaram automaticamente a dupla nacionaliade e o duplo passaporte (coisa bem diferente da naturalização).
Exato, o pai ou a mãe não eram brasileiros, eram europeus. Então, vale o jus sanguinis. Outro recurso muito usado para obter cidadania de um país...
Exato. Tanto que se algum antepassado seu italiano se naturalizou brasileiro, você perde o direito ao reconhecimento da sua cidadania italiana.Existem casos de países de origem que te cancelam a nacionalidade caso você se naturalize em outro país (até alguns anos atrás a Itália era um desses países) por falta de acordos de reciprocidade.
Exato, conheço vários casos e concordo com o seu ponto-de-vista. Até mesmo a dupla nacionalidade é usada de acordo como convier.Aqui no Brasil existem muitos estrangeiros que moram com visto permanente e com regular CPF brasileiro e que, mesmo tendo o direito à naturalização brasileira, não estão interessados pela razão acima e também porque não estão interessados nas idiotices às quais os brasileiros são regularmente submetidos pelo próprio governo, tipo a obrigadoriedade do voto, só para fazer um exemplo.
Concordo.Para retornar ao assunto principal do tópico, eu acho que se o German Efromovich pedir de naturalizar-se em um dos países onde lhe foi reconhecida a nacionalidade, aí sim que vai dar problemas no Brasil, pois o dono da OceanAir se tornaria automaticamente um investidor totalmente estrangeiro, contrariando a vigente legislação brasileira.
Saudações
Caravelle
