Santa Maria, 26 de outubro de 2005. Edição nº 1054


Adeus dos aviões foi noticiado pelo jornal ´Zero Hora` em 7/06/99
Foto(s): reprodução/Diário
MILITARES SE VESTIRAM COMO HÁ 30 ANOS
O suboficial Gilberto Wilges Machado, 49 anos, e o seu colega da reserva Lécio Osvaldo Bobsim, 56 anos, fizeram uma verdadeira volta ao passado. Há 30 anos, foram eles que receberam a aeronave e Bambini na pista. Ontem, Machado e Bobsim tiraram do baú as fardas da época para receber o Xavante, na sua última viagem.
- Para mim, foi muito importante lembrar tudo isso. Meu coração disparou. Na época, eu tinha pouco mais de 20 anos e bem mais cabelos - lembrou Bobsim que, em 1975, era sargento especialista em armamento e tinha curso de assento ejetável do Xavante.
O suboficial Wilges também não escondeu a emoção. Na época, aos 19 anos, estava no seu primeiro ano na Base. Agora, acostumado com a vida no ar, ele lembra com bom humor as peripécias que os militares viveram com o Xavante.
- Muita gente passava mal no vôo quando o piloto dava uma forçadinha e aí, era preciso limpar a aeronave. Eu, nunca fiz feio. Me preparava antes - garantiu.
DO CÉU AO MUSEU
- Construído pela Embraer, o modelo AT-26 Xavante era usado para missões de treinamento e de ataque ao solo
- No Brasil, o Xavante equipa esquadrões de Caça e Reconhecimento, além de operar no Comando Aéreo de Treinamento
- A Base Aérea de Santa Maria não tem mais Xavantes de 1999, quando os seis últimos modelos foram substituídos por caças AMX
- Os Xavantes foram levados para o Rio Grande do Norte, de onde veio ontem a aeronave que ficará no museu
- Ainda esta semana, o Xavante terá o motor e outros equipamentos retirados. A aeronave deve ficar com uma tonelada para ser colocada no monumento
FICHA TÉCNICA
- País de origem (projeto) - Itália
- País de fabricação - Brasil
- Tipo - Avião de treinamento e ataque ao solo
- Velocidade máxima - 871 km/h
- Peso (vazio) - 2.474 kg

1975: avião de hélice (foto) deu lugar aos xavantes na Base Aérea de Santa Maria . Foto(s): reprodução/Diário

