Aos amantes da Varig II

Seção principal do AeroFórum para troca de informações.

Moderador: Moderadores

Regras do fórum
As regras do fórum estão disponíveis CLICANDO AQUI.
Anonymous

Aos amantes da Varig II

Mensagem por Anonymous »

O texto abaixo é uma boa sátira. Fala da Varig, mas na realidade fala de nossos tripulantes em geral.
Como amante da Varig ( e sócio), sempre digo que conheço bastante bem suas mazelas. Mas também sempre digo que não quero dizer good morning para o purser ao entrar em um avião. E que todos que adoram a crítica pela crítica, as mantenham mas pelo bem dos serviços aéreos brasileiros e não pela incontrolável vontade de reclamar.
Sds




Click21 Notícias – Colunas
Brasil com S de Simpatia
Por Renata Araújo

Uma viagem de última hora ao Brasil me leva a fazer a coluna desta semana falando sobre nosso país. Quando estamos morando fora, é normal que, ao pisar em solo pátrio, algumas coisas nos chamem atenção. São pequenas atitudes, às vezes a maneira de alguém falar, que no dia-a-dia passam despercebidas. Mas, para quem não está sempre ali, vira pitoresco, engraçado, no mínimo, interessante. E é exatamente sobre isso que vamos falar hoje.

Ao entrar no avião, já tive aquela sensação de “cheguei”!! Não pela confusão em que anda a Varig, atrasando e cancelando vôos, mas sim, pelo atendimento informal, personalizado, bem ao estilo brazuca. Tudo bem que eu tive a sorte de vir de classe executiva. Não posso falar pela econômica. Mas posso comparar com a antipatia das aerovelhas da Ibéria na classe executiva, por exemplo, ou a falta de saco da tripulação francesa da Air France.

O motivo que me fez me sentir em casa, começou pela maneira de se comunicar. Ao recusar a sobremesa do jantar, a aeromoça insistiu: “Ah! Jura que você não vai comer o bolo inglês!? Dá uma provadinha!!!”. E eu respondi: “Então tá, mas é de quê?”. No que ela retrucou: “Não faço a menor idéia, mas ouvi dizer que está uma delícia e tá todo mundo comendo, olha em volta.”... Não preciso nem dizer que morri de rir... Mas o melhor foi quando perguntei para um comissário que tinha a cara mais séria do mundo se apesar do atraso de quatro horas, daria tempo de pegarmos a conexão para o Rio ou teríamos que pernoitar em São Paulo. E ele respondeu: “Pô, também estou querendo muito saber, tô louco pra voltar pra casa, aí....”. A essa altura, eu já estava prendendo o riso...

Já quase chegando em São Paulo, o mesmo comissário vira para mim e diz: “Você deu sorte. Tem um vôo atrasado e vai dar para embarcar direto pro Rio”. E eu: “Ué, e você não vai?”. E ele “Meu caso é mais difícil né, sou funcionário, só se tiver lugar, mas fica tranqüila que o seu tá garantido”...

Ao aterrissarmos, havia realmente um vôo programado para ir pro Rio com centenas de passageiros impacientes esperando há horas. O embarque foi feito a passos lentos e todos quase perdendo a paciência. Quando o funcionário começou a chamar: “Primeiro, vamos embarcar os passageiros de classe executiva”, ouvimos uma sonora vaia “uuuhhhhhhhhhh”. Agora, passageiros com cartão Smiles Diamante, em seguida, ouro, depois, prata... E alguém gritou lá no fundo: “Não valoriza e libera logo essa p.....”. Ele, nem ligando, continuou: “Agora, passageiros com crianças...”. E alguém perguntou: “E os idosos??”. E outro retrucou: “Idosos vamos ficar nós aqui, de tanto esperar...”.

São essas brincadeiras tão espontâneas que deixam claro que somos brasileiros e que dificilmente ouvimos de pessoas de outras nacionalidades, principalmente em situações de dificuldade ou impaciência como estas.

Uma senhora brasileira conhecida minha, já beirando os setenta, pegou um vôo para Paris da Air France e, ao pedir ajuda à aeromoça para guardar sua mala de mão no maleteiro do avião, ouviu a seguinte resposta carinhosa em francês: “Não vai dar, não, minha senhora, porque tenho problema de coluna. E saiu andando...”.

Outro caso impressionante foi de uma amiga jovem, de mudança para Madri, que chegou com sete malas e um bebê de oito meses no colo (seu marido, que havia sido transferido, já estava na Espanha). Ao desembarcar, já pensando em como ia conseguir pegar as malas da esteira, imaginou que alguma santa alma no aeroporto iria ajudá-la. Mera ilusão. Nem funcionário, nem passageiro. A salvação foi um casal de brasileiros, companheiros de vôo, que não só tiraram todas as malas da esteira, como ainda empurraram um dos carrinhos da nova moradora desesperada... Os espanhóis não deram a mínima...
Le
PC
PC
Mensagens: 190
Registrado em: Ter Dez 21, 2004 12:35

Mensagem por Le »

É companheiro ..... e o melhor do nosso país, é o brasileiro !

Viva a brasilidade !!! ( psiiiiu .... pelo menos neste aspecto, fraternidade, solidariedade e calor humano, isso, não nos falta ).

Um abraço !

:D
Responder