
O município de Guaíba deve se tornar plataforma exportadora de aerobarcos no ano que vem. O veículo, desenvolvido na Rússia, será produzido pela Companhia Câmara Construções Navais, de Novo Hamburgo, que formou uma joint venture com a russa ATTK.
O protocolo de intenções entre Estado, município e empresas foi assinado ontem no Palácio Piratini. Apesar da denominação, o aerobarco não voa. A embarcação se move sobre a água, impulsionada por hélices.
Com investimento inicial de R$ 80 milhões, as empresas parceiras vão fabricar o modelo F5, para transporte de cinco pessoas, que será vendido para os Estados Unidos. A unidade da Companhia Câmara (que vai se transferir do Vale do Sinos para a beira do Guaíba) será vizinha do centro de distribuição da Toyota em uma parte do terreno que o Estado destinou, sete anos atrás, à instalação da Ford.
A construção da unidade começa "o quanto antes", nas palavras do presidente da empresa de construção naval, Geraldo Câmara, para que a produção de aerobarcos inicie em junho de 2006.
- A meta é construir 15 veículos no ano que vem - disse ele.
Daqui a três anos, com pelo menos mais R$ 30 milhões, a Companhia Câmara dará início à produção de um aerobarco cargueiro. Os veículos são desenvolvidos e homologados pela ATTK na Rússia. O público-alvo são empresas e órgãos de governo no Exterior.
Em Novo Hamburgo, hoje, a Companhia Câmara, fabricante de barcos e lanchas, tem 16 funcionários. O projeto em Guaíba começa com a contratação de pelo menos 60 pessoas, podendo chegar a cem empregos diretos. Em três anos, devem ser criadas 600 vagas.
O secretário do Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, Luis Roberto Ponte, diz que o projeto terá incentivos do Fundo Operação Empresa (Fundopem) Integrar, e o terreno de cerca de 60 hectares será arrendado ou comprado.
O prefeito de Guaíba, Manoel Stringhini (PMDB), não revelou o que espera de arrecadação com a fábrica.
Fonte: Zero Hora
