Curador do MP pensa na melhor solução: EMPRÉSTIMO ????

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Curador do MP pensa na melhor solução: EMPRÉSTIMO ????

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Só empréstimo salva a Varig
Por: Alberto Komatsu
Fonte: O Estado de S. Paulo
Em análise preliminar do plano de recuperação da Varig, o Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul, que zela pela controladora da empresa, a Fundação Ruben Berta (FRB), indica que seria "inviável" a criação de uma "Varig velha", dona de um passivo de R$ 4,5 bilhões a ser herdado pela FRB. O MP gaúcho também é contra a venda isolada de ativos, como a VarigLog, para salvar a empresa.
Curador de fundações do MP do Rio Grande do Sul, Avelar Bastos vai analisar melhor o plano da Varig, apresentado a ele semana passada, para eventualmente tomar alguma atitude, que pode ser recomendação de veto ou ação judicial para barrar qualquer medida que julgue prejudicial à fundação. "Secamente falando, seria inviável que se criasse uma companhia que herdaria passivos de todas as empresas", avalia Bastos.
Ele pediu a assessores que analisem o projeto de reestruturação da Varig, pois ainda não tem detalhes de como seria realizada tecnicamente a divisão da companhia aérea em duas, com a Nova Varig herdando alguns ativos e sem dívidas, para atrair investidores. O plano foi elaborado pela Varig com assessoria do braço de consultoria da estatal alemã de aviação Lufthansa e o banco suíço UBS.
Para Bastos, que é contra a venda da VarigLog para salvar a companhia, a melhor solução, no curto prazo, seria um empréstimo-ponte com a participação do BNDES. O procurador também defende o encontro de contas entre o que a Varig deve ao governo (cerca de R$ 4,5 bilhões) e o que a empresa tem a receber judicialmente por perdas com o congelamento de tarifas entre os anos 80 e 90 (pelo menos R$ 3 bilhões).
"Na minha opinião, um empréstimo-ponte seria melhor do que entregar a VarigLog ao fundo (Matlin Patterson), especialmente pelo valor cogitado", disse, referindo-se à negociação de até US$ 103 milhões pela subsidiária de logística e transporte entre o conselho de administração da Varig e o fundo americano de investimentos. A carta de intenções do negócio, porém, venceu no último dia 22 e fontes do setor garantem que o Matlin Patterson não teria mais interesse.
Fonte: O Estado de S. Paulo (05/10/05)
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