A matéria abaixo está no site da FAB, e confirma a compra dos UH-60 Black Hawk. Pelo que eu sei, havia somente especulações. Agora, portanto, é oficial!!
Um abraço.
Alessandro.
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A MISSÃO E OS MEIOS
Extrato do NOTAER 16-2005
O primeiro dos objetivos não poderia deixar de estar relacionado com a razão da existência da Força – a sua missão constitucional - e com os meios necessários para o atendimento a essa fundamental atividade basilar da soberania nacional.
A missão constitucional da Aeronáutica não deixa dúvidas quanto à priorização da defesa do país. É para isto que existimos e para tal daremos os próximos passos para a consecução do Programa de Fortalecimento do Controle do Espaço Aéreo Brasileiro. Estive, como partícipe do Alto-Comando da Aeronáutica e agora, como seu Comandante, estarei empenhado na consolidação de uma Força Aérea equipada, equilibrada, sadia, confiante e confiável, onde a missão básica venha a prevalecer naturalmente.Na medida em que avançamos nesta natural priorização da missão, as atividades tomarão novo impulso, e continuamente serão suportadas, mantidas e fortalecidas. A garantia da unidade do poder aéreo militar será sempre o ponto de convergência e harmonia entre os organismos que praticam a missão e aqueles que possibilitam esta prática.(extrato da Estratégia de Comando 2003/2006)
No decorrer dos últimos 1000 dias, a FAB realizou mais de 440.000 horas de vôo, com especial destaque para as operações de policiamento do espaço aéreo brasileiro, o apoio ao combate de atividades ilícitas em coordenação com os órgãos governamentais responsáveis, as operações combinadas, nacionais e internacionais e o atendimento às populações carentes de auxílio.No policiamento do espaço aéreo, o Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), utilizando-se do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), concebeu, dentre outras, as Operações Porteira Fechada e Maracaju, mantendo permanente prontidão com as aeronaves de alerta posicionadas nos mais diversos pontos de nosso território para a realização de interceptações.
Para a garantia da lei e da ordem e para o apoio no combate ao crime organizado, houve a participação da FAB na Operação Princesa dos Pampas, em 2003, destruindo pistas clandestinas na Região Norte.
Com a mesma intenção, as Unidades do COMGAR foram determinantes nas Operações Guanabara (RJ, 2003), Mamoré (RO, 2004) e Pará (PA, 2005).
Em um produtivo consórcio de planejamento e ação de toda a FAB, com ênfase para o Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento (DEPED), Comando-Geral de Apoio (COMGAP) e para a Secretaria de Economia e Finanças da Aeronáutica (SEFA), obteve-se recursos junto ao Governo Federal e financiamentos no exterior, dentro do Plano de Recuperação Operacional da Força Aérea Brasileira (PROFAB), na ordem de dois bilhões de dólares, para custeio de:
· aquisição de 12 aeronaves CASA 295, C-105;
· aquisição de 12 aeronaves MIRAGE-2000;
· aquisição de 10 aeronaves EMBRAER 145, C-99;
· aquisição de 7 aeronaves BRASÍLIA, C-97;
· aquisição de 6 aeronaves BLACK HAWK, H-60L;
· aquisição de 4 aeronaves GRAN CARAVAN,C-98B;
· aquisição de 1 aeronave AIRBUS, VC-1A;
· modernização de 53 aeronaves A-1;
· modernização de 9 aeronaves ORION, P-3B;
· modernização de 6 aeronaves BANDEIRANTE, C-95B;
· manutenção dos contratos para a modernização de 46 aeronaves F-5M;
· manutenção dos contratos para aquisição de 99 aeronaves SUPER TUCANO AL-X;
· aquisição de motores, rádios de comunicação, assentosejetáveis e equipamentos de aviônica destinados às aeronaves A-29; e
· aquisição de dois simuladores de vôo das aeronaves A-29
Acompanhando as indispensáveis aquisições, foi necessário construir e efetivar a adequação da infra-estrutura para o recebimento de todas as aeronaves. O exemplo mais marcante refere-se às obras civis destinadas à implantação dos simuladores e das aeronaves AT-29, na Base Aérea de Natal, e A-29 em outras três Bases: Campo Grande, Boa Vista e Porto Velho. Do grande total, vinte e uma aeronaves já foram recebidas.O Sistema de Material Aeronáutico (SISMA), ao implantar as aeronaves A-29 com uma moderna concepção de manutenção - o Suporte Logístico Contratado (CLS) - possibilitou as condições básicas para suportar o novo projeto, o que garante elevada disponibilidade e capacidade operacional para apoio às ações de vigilância na Região Amazônica.
A avaliação dessa nova concepção, que também está sendo aplicada no suporte logístico das aeronaves F-5 modernizadas (F-5M), é fator de reflexão para as futuras ações a serem implementadas pelo SISMA.
Em complemento ao pacote de modernização das 46 aeronaves F-5M, realiza-se a procura e a avaliação de aeronaves F-5F no mercado mundial, com o objetivo de atender às necessidades de aeronaves biplace para o treinamento dos pilotos de caça. Estão em andamento, ainda, as necessárias obras e serviços de infra-estrutura para a implantação dessas aeronaves nas Bases Aéreas de Canoas e Santa Cruz (BACO e BASC)
.Ainda no trato da modernização de nossas aeronaves de caça, a partir de 2007 inicia-se a homogeneização dos diferentes lotes de A-1.
Outro importante e recente contrato refere-se à solução para a defesa aérea do centro do país
A aquisição de doze aeronaves MIRAGE 2000, em substituição premente aos F-103, possibilitará aos nossos órgãos de planejamento adaptarem o Projeto F-X às novas opções de aquisição projetadas para o final desta década.A aquisição de 12 aeronaves P-3 ORION da US NAVY aumenta a capacidade da FAB nas missões de patrulha marítima e anti-submarino, com aeronaves baseadas em terra. A modernização de 9 aeronaves será feita na Espanha, por meio de contrato já firmado com a empresa EADS CASA. O recebimento das duas primeiras unidades ocorrerá em 2008
Foram, ainda, adquiridos seis helicópteros UH-60L Black Hawk, permitindo às Unidades Aéreas da aviação de asas rotativas cumprir, em sua plenitude, as missões de Busca, Resgate e de Combate SAR (CSAR), necessárias ao apoio às constantes ações de vigilância de nossas fronteiras. Com ele será possível demandar a localização e o salvamento de eventuais tripulantes acidentados ou mesmo abatidos em ambientes hostis.
Desde o início deste ano, a FAB efetua o transporte aéreo do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, no país e no exterior, com uma aeronave Airbus Corporate Jetliner (ACJ), versão corporativa da aeronave Airbus A-319. Essa aeronave, designada
de VC-1A, possui equipamentos e configuração de interior adequados ao transporte de chefes de estado e é capaz de realizar vôos, decolando de Brasília, sem escalas, para aeródromos distantes até 4.700 milhas náuticas. Para assegurar os elevados níveis de confiabilidade e de disponibilidade exigidos por esse tipo de missão, a manutenção dessa aeronave foi contratada junto à empresa TAM, possuidora de considerável experiência na operação e manutenção de aeronaves desse porte e do mesmo fabricante
Em substituição aos C-91A Avro, ora em fase de desativação, a Força Aérea já opera quatro aeronaves C-99A, designação militar das aeronaves EMB-145 da Embraer. A frota será ampliada, ainda este ano, com mais três unidades. Outras três serão incorporadas em 2006.A implantação desse equipamento foi facilitada sobremaneira pelo fato de a FAB já operar as aeronaves R-99A e R-99B, versões do EMB-145 para missões de vigilância aérea.
Com o objetivo de tornar a frota de nossos C-130 mais homogênea e preparada para a realização das missões de transporte de carga e de tropa, foi firmado contrato para a modernização daquelas aeronaves oriundas da aeronáutica militar italiana, abrangendo, principalmente, os sistemas de aviônica e de autodefesa.Tal atividade está sendo realizada nas instalações do Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMA-GL) pela empresa norte-americana Astronautics.
Para uma necessária ampliação do transporte de pequeno porte, foram adquiridas aeronaves usadas Cessna 208 Gran Caravan (C-98B) e EMB-120 Brasília (C-97). Já operados por nossas unidades aéreas, esses turboélices aumentaram significativamente a capacidade da FAB, devido ao excelente estado de conservação em que se encontravam.
O destaque no apoio ao aerotransporte e ao transporte logístico foi a aquisição de doze modernas aeronaves CASA 295, que receberão, na FAB, a matrícula C-105. Após minucioso estudo, esse equipamento foi o que demonstrou ser mais eficaz na substituição aos C-115 BÚFALO. As duas primeiras aeronaves chegarão ao Brasil no próximo ano.
No tocante à renovação da frota de veículos de superfície, destinada às áreas operacional e administrativa, foram incorporados mais de quatrocentos novos veículos.Objetivando atender às necessidades de redução dos custos dos combustíveis, face aos reajustes de preços, a Diretoria de Engenharia (DIRENG) planejou a implantação de sistemas alternativos de combustível como o álcool e o GNV.
Outro segmento importante de nossa missão é aquele gerenciado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). O incremento do tráfego aéreo brasileiro nos últimos anos atingiu elevados índices de crescimento, como foi o caso da Área de Controle Terminal (TMA) de São Paulo, que no ano 2000, comparada com as de maior movimento nos Estados Unidos, ocupou a 11ª colocação, à frente das terminais de Detroit, Las Vegas e Boston, por exemplo.Um estudo da projeção do tráfego aéreo levou o DECEA a tomar medidas para reestruturar a circulação no espaço aéreo brasileiro, a fim de fazer frente à grande demanda de aeronaves em rota e nos principais aeroportos do país. Dando continuidade ao processo, a reestruturação da Circulação Aérea Geral ocorreu em junho de 2004, quando se ativou a Região de Informação de Vôo (FIR) Amazônica com a absorção das FIR Porto Velho, Manaus e Belém, cujos serviços de controle de tráfego aéreo, informação de vôo e alerta passaram a ser prestados pelo Centro de Controle de Área (ACC) Amazônico, com os modernos recursos de comunicação e vigilância instalados nos diversos sítios do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM).O DECEA revitalizou o Centro de Controle de Área (ACC) e o Centro de Operações Militares (COpM) do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I).
Novos radares entraram em operação em São Paulo, tais como Congonhas, Campinas, São José dos Campos e Mombaça; assim como os radares de Eduardo Gomes (AM), Campo Grande (MS), São Pedro da Aldeia (RJ), Fortaleza (CE), Natal (RN), Ribeirão Preto (SP), Macaé (RJ), Navegantes (SC), Guaratinguetá e São Miguel (SP).O Comando da Aeronáutica (COMAER), no assessoramento que fez para a consolidação do orçamento para 2004, destinou o montante de R$ 133 milhões para atender às necessidades do SISCEAB. A Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) realiza, desde o último ano, 112 empreendimentos em cerca de 80 localidades.
Já contratados e em processo de implantação, estão os novos radares de Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), São Pedro d’Aldeia (RJ), Natal (RN), além da substituição dos radares de Macaé (RJ) e Eduardo Gomes (AM).Em meados de 2004, foi implantado o controle exclusivo para vôos de helicóptero na capital paulista, proporcionando maior segurança à circulação dessa categoria de aeronaves e reduzindo, consideravelmente, a possibilidade de conflitos de tráfego aéreo entre helicópteros e os demais usuários daquele congestionado espaço aéreo.Nem sempre os meios são fiéis ao cumprimento da missão.
Exemplo disso ocorreu no dia 31 de maio de 2004, às 17h55min. Houve uma ocorrência de perda total de energia elétrica no CINDACTA I, em Brasília, ocasionando a saída imediata do sistema de visualização radar de todas as consoles dos Centros de Controles de Área e de Aproximação, assim como a perda de todas as comunicações apoiadas pelo Sistema Telesat. Uma situação real de emergência que colocava à prova aquela equipe de serviço.
Ao tempo em que a área técnica e empenhava em restabelecer equipamentos e sistemas, os responsáveis pela área operacional, em particular aqueles que estavam em seus postos de controle no momento do ocorrido, mobilizaram-se em velocidade e inteligência, dentro das normas exigidas e adequaram o fluxo do tráfego ao mínimo de prejuízo à circulação aérea geral e à defesa aérea, com total segurança para milhares de usuários.Daí a importância de bem formarmos e reafirmarmos o devido apoio ao profissional da Aeronáutica.
A resposta àquela situação de extrema gravidade é exemplo vivo e marcante da decantada formação e do profissionalismo com que constantemente nos deparamos. Assim é, em nossa Força, a natureza humana dos que controlam os vôos, daqueles que voam e dos que o apóiam: vidas dedicadas a um trabalho efetivo e discreto, que devem ser respeitosamente percebidas
FAB confirma compra de Black Hawk
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Alessandro
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