O vôo 8119 da Japan Airlines decolou normalmente no fim da tarde de 12 de agosto de 1985. Apesar de se tratar de um Boeing 747 - o maior avião de passageiros do mundo, com autonomia para grandes travessias oceânicas -, sua missão era simples: transportar os 509 passageiros e os 15 tripulantes de Tóquio a Osaka, em um vôo de menos de uma hora. Mas cinco minutos depois, declarou emergência.
Um conserto mal feito havia aberto um rombo na parte traseira da fuselagem. A ruptura foi tão violenta que arrancou junto a cauda do avião, deixando-o totalmente descontrolado. Ou quase. Até bater e explodir no monte Osutaka, o jumbo voaria ainda 32 minutos graças à experiência do comandante Masami Takahama - 12,5 mil horas de vôo em 19 anos de carreira.
Usando a diferença de potência entre os quatro motores (dois sob cada asa), ele conseguiu fazer curvas, subir e descer. Durante esse tempo, pelo menos 30 passageiros escreveram cartas de despedida. Para completar o azar, o 747 voava próximo demais a uma cadeia de montanhas. Dentro da cabine, as vozes do piloto, do co-piloto e do engenheiro de vôo se misturavam:
- Uma montanha! Curva à direita! Vamos bater na montanha!
- Ah, não!
- Potência máxima!
- Estamos ganhando velocidade!
- Continua tentando!
Instável, o avião subia e descia. Nos instantes finais, os microfones registraram na caixa-preta o desespero da tripulação.
- Nariz em cima! Nariz em cima! - repetia Takahama, enquanto o Boeing continuava apontando o nariz para baixo.
- Mais potência - ordenava o comandante.
Não adiantou. O jumbo mergulhou 200 metros abaixo do cume do Osutaka. Segundos depois, explodiu. Milagrosamente, quatro passageiras sobreviveram. Estavam sentadas nas últimas fileiras do avião.
Fonte: Jornal ZH
Terror nos céus do Japão
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