Escritórios que voam (sobre helicópteros) - Exame

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Escritórios que voam (sobre helicópteros) - Exame

Mensagem por Anonymous »

Escritórios que voam | 11.07.2005

O Brasil já é um dos grandes mercados mundiais para helicópteros de luxo

Por Sérgio Roveri

Nos últimos anos, o mercado de helicópteros de luxo -- equipados com recursos como telefone via satélite, telas de plasma, aparelhos de DVD, frigobar, estofamento de couro e duas turbinas -- disparou no Brasil. Os modelos top de linha das fabricantes Eurocopter, Bell, Agusta e Sikorsky transformaram-se no grande objeto de desejo de empresários e executivos dispostos a gastar até 25 milhões de reais para se livrarem do trânsito caótico e da violência dos grandes centros urbanos. Até 2001, esses modelos representavam cerca de 10% da frota nacional de helicópteros. Hoje, respondem por 30% do mercado. A frota do Brasil é a sétima do mundo, com cerca de 1 000 aeronaves.

Entre as estrelas de hélices, a que brilha mais é o EC 155B1. Helicóptero de uso civil mais caro do mundo, ele é fabricado pela francesa Eurocopter e, sem nenhum opcional, custa 9,6 milhões de dólares. Com o acabamento, ultrapassa os 10 milhões de dólares. Isso tudo sem contar os impostos. Em 2006, a americana Bell, representada pela TAM, deve lançar seu modelo 429, com capacidade para seis passageiros. A versão executiva do modelo será vendida por 4,4 milhões de dólares -- já existem dez empresários brasileiros na fila de espera e outros 100 ao redor do mundo.

Atualmente, porém, o modelo que mais atrai os empresários brasileiros é o Agusta A109 Power, fabricado pela anglo-holandesa Agus ta Westland. Entre os proprietários estão a família Klein, da Casas Bahia, Abilio Diniz, do grupo Pão de Açúcar, e a família Rocha, controladora da rede de varejo Riachuelo. Com suas duas turbinas, o A109 custa cerca de 5 milhões de dólares na versão executiva, pode atingir a velocidade de 285 quilômetros por hora e tem a maior autonomia de vôo do mercado. Pode cumprir um percurso de 965 quilômetros sem necessidade de fazer escalas. "Aeronaves desse tipo contam com todos os equipamentos de aviões a jato de última geração", diz o comandante Carlos Alberto Artoni, presidente da Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros.

Nos últimos anos, a indústria de helicópteros passou a desenvolver modelos cada vez mais sofisticados e, principalmente, silenciosos. "O empresariado forma uma categoria de consumidor muito exigente", diz o comandante Sidney de Castro Pargas. "O helicóptero é um instrumento de trabalho." Pargas pilota um modelo Bell 430, que custa 6 milhões de dólares e pode levar sete pessoas em viagens de até 650 quilômetros sem escala. A lista de opcionais capazes de transformar o Bell 430 num escritório com asas inclui ar-condicionado, som ambiente, isolamento acústico, bancos de couro, carpetes decorados com o logotipo da empresa e telefone por satélite. O usineiro Maurílio Biaggi, presidente da Usina Moema Açúcar e Álcool, na região de Ribeirão Preto, foi um dos primeiros executivos a descobrir os prazeres de despachar sob as hélices. Comprou seu primeiro helicóptero em 1980. Hoje ele está em seu terceiro aparelho, um Esquilo AS350-B2, da Helibras, com capacidade para sete pessoas e velocidade de até 287 quilômetros por hora. "Um helicóptero aumenta a produtividade de um executivo em pelo menos três vezes", diz. "Sinto pena de quem ainda não descobriu isso."

O preço das máquinas
Quanto custa cada uma das estrelas do mercado de helicópteros(1)

EC 155B1 9,6 milhões de dólares
SIKORSKY S-76 8,5 milhões de dólares
DAUPHIN AS 365 8,3 milhões de dólares
BELL 430 6 milhões de dólares
AGUSTA A109 5 milhões de dólares
(1) Preços na configuração básica, sem impostos
Fonte: fabricantes


Fonte da matéria: Revista Exame.
http://portalexame.abril.com.br/edicoes ... 0262.shtml
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