Resenha de notícias I

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Resenha de notícias I

Mensagem por AeroEntusiasta »

1. TAM capta R$ 543 milhões com oferta de ações
2. TAM estréia na Bovespa com estabilidade de preço
3. TAM negocia ações para usar dinheiro na frota
4. Varig acerta cronograma para devolver 11 aeronaves
5. Fundação diverge de conselho na Varig
6. "Compradora" da Vasp pode ser investigada
7. Embraer vende 5 jatos à indiana Paramount
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1. TAM capta R$ 543 milhões com oferta de ações
Por: Renata Stuani e Ana Paula Ragazzi
Fonte: O Estado de S. Paulo
A TAM conseguiu captar ontem no mercado R$ 543,420 milhões em sua oferta de 30,190 milhões de ações PN, sendo 21,133 milhões em colocação primária e 9,057 milhões em oferta secundária. A empresa fixou o preço da ação em R$ 18, no piso da faixa sugerida anteriormente. O diretor de relações com investidores da TAM, Líbano Barroso, disse que a procura foi equilibrada entre investidores dos EUA, Europa e Brasil.
Barroso explicou que a decisão de definir o preço no piso foi tomada pela companhia juntamente com os assessores financeiros. "Havia demanda para um preço entre R$ 19 e R$ 20, mas decidimos lançar no piso para oferecer maior possibilidade de rendimento para o investidor." Com a oferta, a participação na empresa da família do fundador da TAM, Rolim Amaro, caiu de 73% para 59%, e a participação de fundos de private equity passou de 27% para 19%.
Barroso declarou que poderá haver um lote suplementar de até 15% do total inicialmente ofertado, uma decisão que deve ocorrer dentro de um mês. Ele disse ainda que haverá uma cadeira para um representante dos acionistas minoritários no Conselho de Administração da empresa.
Fonte: O Estado de S. Paulo (15/06/05)

2. TAM estréia na Bovespa com estabilidade de preço
Por: Vanessa Adachi
Fonte: Valor Econômico
Depois de duas tentativas frustradas no passado, a companhia aérea TAM finalmente conseguiu ontem realizar o antigo sonho de seu fundador, o comandante Rolim Amaro, morto em 2001 num acidente de helicóptero, de desembarcar na bolsa de valores.
Quem fez soar a campainha da abertura dos negócios na Bovespa foi uma sorridente Noemy Amaro, a viúva do comandante Rolim. "Sinto uma grande emoção e também a falta do principal articulador disso tudo. Teria sido um dia de glória para ele (Rolim), um evento que ele esperava há muito tempo", disse Noemy, que hoje preside o conselho da empresa. A viúva de Rolim, geralmente avessa a contados com a imprensa, disse que a TAM terá de se acostumar a conviver agora com os novos acionistas minoritários. "Mas acredito que estamos preparados, com regras de governança corporativa."
O primeiro dia de negociações das ações da empresa foi marcado pela estabilidade do preço. A ação preferencial da aérea chegou a ceder ligeiramente durante o dia, mas fechou a R$ 18, o mesmo valor da venda aos investidores.
No total, foram captados R$ 543 milhões com a oferta, dos quais cerca de 70% corresponderam a um aumento de capital. Os outros 30% foram vendidos pela família Amaro, controladora da companhia, e por fundos de private equity geridos pelo CSFB e pelo Bassini Playfair Right. O volume captado ainda pode subir, caso seja vendido, nos próximos 30 dias, o lote suplementar de 15% da oferta.
Com a operação, a participação da família Amaro na empresa caiu de 73% para 59%. E os fundos reduziram sua posição de 27% para 19%. "Os acionistas venderam uma parte pequena, o que deixa uma mensagem forte para o mercado de que esperam uma valorização da TAM no futuro", disse Líbano Barroso, vice-presidente financeiro e de relações com investidores.
Dos R$ 543 milhões captados, coube à família Amaro R$ 76,6 milhões. Até agora, a TAM tinha apenas 0,54% do seu capital em bolsa. Por conta disso, a operação está sendo considerada praticamente como uma oferta inicial de ações. Com a oferta, o chamado "free float" da companhia passou a 21% do seu capital. Se o lote adicional for vendido, o percentual colocado no mercado poderá ir a 24%.
Ao falar da destinação dos recursos do aumento de capital, Marco Bologna, presidente da TAM, confirmou que há negociações em estágio final com a Airbus para a aquisição de 20 novas aeronaves, além de 20 opções.
Fonte: Valor Econômico (15/06/05)

3. TAM negocia ações para usar dinheiro na frota
Fonte: Folha de S.Paulo
A TAM aumentou sua oferta de ações preferenciais (sem direito a voto) na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Ontem, anunciou a negociação de mais 21,13 milhões de ações, totalizando 30 milhões de papéis no mercado.
Com isso, a família do comandante Rolim Amaro, morto em 2001, que era dona de 72,6% do capital total da aérea, passa a ter 58,98%. No que se refere ao capital com direito a voto, a família permanece detentora de 99,93%.
Os minoritários representam agora 21,45% do capital total, e há outros 19,58% que já estavam em mãos de fundos de investimento. Os lucros devem ser usados para aumentar e modernizar a frota.
Com preço inicial de R$ 18, a ação teve ontem cotação máxima de R$ 18,08, mínima de R$ 17,70 e fechou retornando aos R$ 18. Anteontem, a empresa tinha apenas 0,54% de suas ações na Bovespa (9,057 milhões de títulos), e a ação fechou cotada em R$ 19,50. Ontem, por decisão da empresa, o valor inicial foi definido em R$ 18.
Ontem, o pregão foi aberto pela viúva de Rolim, Noemy Amaro. "Temos de aprender a conviver [com mais acionistas minoritários]. Não estamos habituados, mas vamos conviver bem."
Fonte: Folha de S.Paulo (15/06/05)

4. Varig acerta cronograma para devolver 11 aeronaves
Por: Daniel Rittner
Fonte: Valor Econômico
A International Lease Finance Corporation (ILFC) acertou com a diretoria da Varig a retomada de quatro aviões do modelo 737, que fazem vôos de linhas domésticas, nesta sexta-feira. Esse será o primeiro lote de jatos entregues pela companhia aérea à empresa de leasing, que na semana passada exigiu a devolução após frustradas tentativas de receber parcelas atrasadas do contrato de arrendamento de 11 aeronaves.
Os demais aviões - mais um 737, quatro unidades do modelo 757 e outras duas unidades do modelo 777, usado apenas em rotas internacionais - serão devolvidos ao ritmo de um por semana, até completar o total de 11 unidades, segundo um executivo da Varig. Três fontes diferentes do setor aéreo afirmaram que, das aeronaves a serem devolvidas na sexta, pelo menos duas irão para a Gol em questão de dias.
Dos quatro aviões, dois são versões mais antigas do modelo 737 (versão 300) e outros dois são da geração mais nova (versão 700), similares à frota atualmente usada pela Gol. A informação que circulava com força ontem, no mercado de aviação, era de que a concorrente da Varig absorveria os dois jatos 737-700.
Esses últimos são considerados mais econômicos e eficientes do que a geração anterior. A ILFC, credora da Varig, é controlada pela AIG International, que detém 0,5% de participação acionária na Gol. Consultada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Gol não conseguiu confirmar a informação com os executivos da empresa.
O fato é que a devolução dos aviões começou a movimentar o setor. Com o aquecimento da demanda em escala mundial, ficou mais difícil para as companhias aéreas achar aeronaves disponíveis, para expandir a frota. A BRA, recém-autorizada pelo Departamento de Aviação Civil a iniciar suas operações regulares -- hoje ela faz apenas vôos fretados -, está interessada em arrendar os quatro 757 que serão retirados da Varig e ampliar a oferta de assentos em vôos charter na América Latina.
Ontem, a diretoria da Varig se debruçava sobre as alternativas possíveis para remanejar a malha aérea após a devolução dos 11 aviões. Duas decisões foram tomadas: não haverá diminuição de vôos na ponte aérea Rio-São Paulo e não serão cortadas freqüências das linhas internacionais. As aeronaves 757 atendiam rotas na América do Sul. Para essas linhas, provavelmente serão remanejados aviões menores, devendo implicar queda do número de assentos oferecidos.
O maior prejuízo será sentido em rotas domésticas menos lucrativas, que terão freqüências diminuídas para permitir que os aviões atendam os vôos mais procurados. A Varig reconhece que a estratégia evitará o pior, como perda do direito de operar esses trechos, mas levará a uma queda em sua participação, estimada em pelo menos dois pontos percentuais. Em abril, a Varig foi ultrapassada pela Gol na vice-liderança do mercado doméstico. Em maio, sua participação estava pouco acima de 26%.
Um especialista em aviação lembra que a Varig terá perda de receita, por causa da redução no número de passageiros, mas a despesa vai variar muito pouco - uma vez que o arrendamento dos aviões já não era pago. Hoje, os membros do conselho de administração da Varig se reúnem em Brasília com o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, e com a cúpula da equipe econômica.
Fonte: Valor Econômico (15/06/05)

5. Fundação diverge de conselho na Varig
Por: Bruno Lima
Fonte: Folha de S.Paulo
Aumenta o desencontro entre os discursos da Fundação Ruben Berta, controladora da Varig, e do conselho de administração da aérea, formado por executivos indicados pela própria fundação.
Conforme a Folha antecipou no último dia 9, o conselho de administração preparou um documento para que a fundação abra mão do controle acionário antes da venda de ações da companhia à aérea portuguesa TAP ou a qualquer outro investidor.
Ontem, David Zylbersztajn, presidente do conselho, deu mais detalhes sobre o teor do documento e afirmou que a concordância dos curadores da fundação é um requisito da continuidade de seu trabalho. "É condição primordial e essencial para que as coisas continuem a avançar."
Segundo a Folha apurou, os executivos da administração, nomeados no início de maio, podem deixar os cargos na Varig se o documento não for assinado.
A Fundação Ruben Berta, no entanto, afirma desconhecer a existência do documento e diz que a única idéia próxima desse acerto é a que foi detalhada no dia 17 de maio em audiência pública no Congresso Nacional: a possibilidade de a entidade transferir transferir provisoriamente o controle a um fundo de investimento e participações. Foi citada a BNDESPar, braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, como exemplo do tipo de instituição pretendida para a transação.
Já Zylbersztajn revela que o documento transfere o usufruto das ações da Varig a uma empresa que estaria no nome dele mesmo e de outros conselheiros. Só assim, segundo ele, haveria autonomia total para negociar e levar adiante o salvamento da aérea.
Com o usufruto, os conselheiros poderiam exercer o direito de voto das ações e, com isso, dê à empresa o destino que bem entenderem -sem necessitar mais da aprovação posterior da fundação. Hoje, embora a fundação diga que deu carta branca ao conselho, mantém o direito de dar a palavra final sobre as negociações.
Com esses termos, a proposta deve enfrentar grande dificuldade para ser aprovada pela fundação. Nos corredores da Varig, há quem diga que o atual conselho não dura até agosto.
Rotas internacionais
Ontem, em coletiva à imprensa, Marco Antonio Bologna, presidente da TAM, comentou os efeitos da negociação TAP-Varig nas rotas internacionais brasileiras.
Segundo ele, a TAP não poderá assumir rotas da Varig em razão dos acordos de bilateralidade entre os países que exigem que, na eventual saída de uma aérea, outra da mesma nacionalidade assuma a operação. "Os regulamentos não foram mudados", afirmou.
Bologna disse que a TAM brigará para participar desse mercado.
Fonte: Folha de S.Paulo (15/06/05)

6. "Compradora" da Vasp pode ser investigada
Fonte: Folha de S.Paulo
O Ministério Público do Trabalho pediu à Justiça que solicite ao Ministério Público Federal a investigação de eventual crime de "obstacularização a intervenção judicial" da GBDS S.A. (apresentada como virtual compradora da Vasp), com base no artigo 78 lei nº 8.884/94. Segundo a Procuradoria, representantes da GBDS, que compareciam com freqüência à sede da Vasp, atrasaram a feitura da folha de pagamentos da empresa e prejudicaram o levantamento dos bens da aérea.
"Recebemos denúncias de que eles ameaçaram funcionários, impedindo o cálculo correto dos valores que deveriam ser pagos aos trabalhadores", afirmou a procuradora Viviann Rodriguez.
O Ministério Público também pediu à Justiça que seja contratada uma empresa terceirizada para fazer auditoria específica. "O interventor tem limitações técnicas [por não ser especialista em balanços, por exemplo]. É preciso fazer o balanço de 2004, que ainda não foi feito, e ter uma definição sobre a viabilidade da empresa."
Mais de 90% dos computadores da Vasp foram encontrados sem a CPU quando teve início a intervenção. Várias informações importantes foram perdidas.
Fonte: Folha de S.Paulo (15/06/05)

7. Embraer vende 5 jatos à indiana Paramount
Por: Fábio Amato
Fonte: Folha de S.Paulo
A Embraer anunciou ontem a venda de cinco jatos da família 70/190 à empresa indiana Paramount Airways. O negócio, que não teve o valor divulgado, foi acertado durante a feira Paris Air Show, na França.
A Paramount adquiriu três aeronaves modelo 175 e outras duas do modelo 170. A configuração das aeronaves da família varia de 70 a 118 assentos. A Embraer também não divulgou o valor do contrato. Pelo preço de tabela, o negócio seria de US$ 138,5 milhões.
Também na feira de Paris, o presidente da Airbus, Noël Forgeard, anunciou que a empresa vai lançar seu jato A350 com ou sem subsídios da União Européia.
No que foi visto como um sinal de conciliação, Forgeard disse que a Airbus só adiou a aprovação do projeto do A350 para esperar que a disputa na OMC (Organização Mundial do Comércio) entre os Estados Unidos e a União Européia seja resolvida.
Já Thomas Pickering, vice-presidente de relações internacionais da Boeing, disse que "a idéia [da ação na OMC] não é punir a Boeing, e sim chegar a um ponto em que possamos competir com igualdade".
Fonte: Folha de S.Paulo (15/06/05)
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