Investimentos no Afonso Pena devem avançar durante a semana
Gazeta do Povo - PR - 10/5/2005
A construção de uma terceira pista e a ampliação do pátio de manobras de aeronaves no Aeroporto Afonso Pena, de São José dos Pinhais, – antigas reivindicações do empresariado paranaense – estão, aos poucos, saindo do campo das boas idéias e entrando na área dos projetos que poderão realmente ser levados a cabo pelo governo federal.
Em reunião promovida ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que conversará com o presidente da Infraero, Carlos Wilson, sobre o assunto ainda esta semana. “A Infraero já sinalizou que existe a possibilidade desse investimento. Vamos tentar marcar uma reunião com a entidade e com lideranças paranaenses para os próximos dias”, avisou. O pontapé inicial no tema das benfeitorias necessárias ao aeroporto da região metropolitana de Curitiba foi dado pelo coordenador do conselho de comércio exterior, Ardisson Akel. “Precisamos de R$ 120 milhões, o que não é uma soma vultosa”, enfatizou.
A intervenção de Akel serve bem para exemplificar o encontro dos empresários locais com o ministro do Planejamento, cujo resultado foi bastante evidente: pedidos para incentivos e investimentos receberem respostas concretas de Bernardo, que prometeu avaliar as necessidades paranaenses e levá-las adiante em Brasília.
Queixas recorrentes - As velhas reclamações sobre a tríade “juros altos, impostos abusivos e câmbio desfavorável para exportadores” também mereceram um retorno direto do ministro. Nessas questões, entretanto, Paulo Bernardo frustrou as expectativas de que ele poderia ser um interlocutor aberto a críticas sobre a política econômica austera do governo Lula. “O presidente se comprometeu com a estabilidade econômica. Não se pode resolver essas questões na base do ‘canetaço’”, disse. “É preciso mais serenidade.”
No pouco tempo que lhe restou para responder às cerca de dez perguntas elaboradas pelos industriais do estado, Paulo Bernardo fez questão de lembrar que cortar gastos do governo e diminuir a dívida pública são metas de sua pasta. “A dívida bateu em 62% do PIB em 2002 e hoje está quase em 50%. Os juros básicos da economia já foram de 45% ao ano”, acrescentou, afirmando que “sem estabilidade tudo é pior”. O terceiro ponto que concentrará os esforços do Planejamento será o processo de governo eletrônico, que pretende reduzir a burocracia estatal.
Privatização - No terreno da concretização de projetos, pode-se destacar a afirmação de que a BR-116 será privatizada até o fim do ano. “A Régis Bittencourt, um dos trechos da BR-116 no Paraná e o principal corredor de ligação entre o Sul e o Sudeste, entra no programa de concessão de rodovias do governo”, disse, explicando o porquê de a estrada não figurar no plano de investimentos rodoviários federais no Paraná. Além disso, o ministro demonstra interesse na retomada do processo de construção de ferrovias no Brasil. No estado, uma parceria público-privada (PPP) entre a América Latina Logística (ALL) e o estado poderá levar adiante o ramal ferroviário Guarapuava-Ipiranga.
Avaliação - O presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, saiu entusiasmado da reunião, dizendo que este foi o primeiro de uma série de encontros marcados em intervalos de 60 dias. “O ministro Paulo Bernardo traz a visão do governo e, em contrapartida, ouve as demandas do estado”, resumiu. O ministro fez questão de enfatizar, logo na sua apresentação, que uma agenda de trabalho definida é fundamental para ações estaduais. “O Ministério do Planejamento deve ser encarado como uma porta aberta ao Paraná, que deve ser aproveitada”, definiu.
-
Investimentos no Afonso Pena devem avançar durante a semana
Moderador: Moderadores
Regras do fórum
As regras do fórum estão disponíveis CLICANDO AQUI.
As regras do fórum estão disponíveis CLICANDO AQUI.
