1. Varig perde mercado e vice-liderança para Gol
2. Aérea joga a última cartada e dá cheque pré-datado de R$ 9,1 mi
3. Zylbersztajn é eleito presidente do conselho da Varig
4. Varig: novo conselho quer ‘venda digna’ da empresa
5. O rasante da Varig
6. Varig terá 'soluções inovadoras e criativas'
7. Varig, Varig, Varig
8. Presidente da JAL anuncia demissão
9. Seis pessoas morrem em acidente de avião na Argentina
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1. Varig perde mercado e vice-liderança para Gol
Por: Bruno Lima
Fonte: Folha de S.Paulo
A Gol alcançou e ultrapassou a Varig na participação no mercado de transporte aéreo doméstico no mês de abril. A diferença é de 0,2 ponto percentual em favor da Gol, que assumiu a segunda posição entre as aéreas, segundo dados divulgados ontem pelo DAC (Departamento de Aviação Civil).
Entre março e abril, a pioneira Varig, que faz hoje 78 anos, reduziu sua participação no transporte de passageiros de 29,89% para 27,61%. A novata Gol, de 2001, cresceu de 26,09% para 27,81%. Há um ano, a vantagem da Varig era de dez pontos percentuais.
A TAM, que ultrapassou a Varig em junho de 2003, tornando-se líder do setor, chegou aos 42,3% de participação. Outras companhias regulares somam apenas 2,28% do mercado doméstico.
Apesar da crise financeira da Varig, o movimento surpreendeu analistas do setor e a própria Gol, já que o empate era esperado somente nos dados referentes a maio. A expectativa era a de que, com o fim do "code share", ocorrido na última segunda-feira, o cancelamento de oito rotas pela Varig e o aumento de 12% na oferta de assentos pela TAM reduzissem em 3% a participação da Varig neste mês, levando-a ao empate com a Gol.
"Não esperávamos que isso acontecesse já no mês de abril. Mas seguimos nosso caminho independentemente da posição de nossos concorrentes", afirmou o vice-presidente de marketing e serviços da Gol, Tarcísio Gargioni. "Tamanho não é nossa meta, o que queremos é ter uma empresa sólida e rentável. E isso não é demagogia", acrescentou.
A Varig, que continua líder no transporte aéreo internacional, com 82,23% desse mercado, não quis se manifestar sobre os dados divulgados ontem pelo DAC.
A Gol apresentou um índice de aproveitamento de 75% dos assentos oferecidos por quilômetro voado em abril, enquanto na Varig o índice foi de 65%.
A consolidação da Gol na segunda posição ainda é vista com cautela pelos especialistas. "Ainda é um empate técnico e não necessariamente essa ultrapassagem é definitiva. Mas é uma tendência", avisa André Castellini, sócio da consultoria Bain & Company e analista da aviação comercial.
Setor
O volume total de passageiros transportados no país cresceu 14,5% nas linhas domésticas com relação ao mesmo mês em 2004, enquanto a oferta de assentos aumentou apenas 2,5%. O número de passageiros em vôos internacionais subiu 11,8%.
O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias divulgou nota comemorativa do 16º mês de contínuo crescimento no tráfego de passageiros. Em abril, o aproveitamento de assentos, para todas as companhias, ficou em 69%.
Fonte: Folha de S.Paulo (07/05/05)
2. Aérea joga a última cartada e dá cheque pré-datado de R$ 9,1 mi
Por: Humberto Medina
Fonte: Folha de S.Paulo
Sob pressão do governo, a Varig deu, na última quarta-feira, um cheque pré-datado de R$ 9,1 milhões à Infraero -empresa que administra os principais aeroportos do país. O cheque deverá ser descontado no próximo dia 17.
Além do cheque, referente a taxas aeroportuárias não pagas entre 28 de abril e ontem, a companhia aérea se comprometeu a retomar, a partir de segunda, os pagamentos diários, de cerca de R$ 1,3 milhão, para usar os 66 aeroportos operados pela empresa.
O cheque foi passado à Infraero em reunião de representantes da Varig com o governo dois dias depois de o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, ter dado um ultimato à empresa. Inicialmente, a aérea tinha até ontem para apresentar um plano de reestruturação. Com o pagamento e com a promessa de retomar os repasses diários à Infraero, a companhia ganhou mais tempo.
Ontem, no entanto, Alencar negou o ultimato. "Eu não dei nenhum ultimato à Varig. Eu apenas pedi que eles tomem uma decisão rápida, para evitar que a companhia perca condições de ser recuperada como todos desejamos", disse, em Belo Horizonte.
A Varig e a Vasp (que já não voa mais) foram obrigadas a pagar à vista as taxas da Infraero para poder pousar e decolar dos aeroportos em novembro do ano passado. Naquele mês, a Infraero decidiu mandar para cobrança judicial a dívida acumulada das empresas (R$ 11,8 milhões da Vasp e R$ 148 milhões da Varig) e exigir o pagamento diário para evitar o acúmulo de novas dívidas.
Na segunda, o governo havia perdido a paciência com a Varig e ameaçava cortar o fornecimento de combustível (a BR Distribuidora é a única que fornece querosene à Varig) e a permissão para pousos e decolagens em aeroportos controlados pela Infraero.
A paciência do governo havia se esgotado porque, em 29 de abril, a empresa havia descumprido a promessa de fazer pagamentos diários à Infraero.
Alencar chegou a usar, na conversa que teve com a direção da empresa, o termo "intervenção" como uma possibilidade para definir o destino da companhia. Também avisou a Casa Civil de que usaria o Código Brasileiro de Aviação, e não mais a nova Lei de Falências, para intervir na maior companhia aérea brasileira.
O governo não leva a sério as propostas que são periodicamente divulgadas de possíveis interessados em comprar a Varig, que tem dívida de R$ 9,4 bilhões, segundo o Unibanco. Haveria cinco ofertas para capitalizar a empresa.
Cobrada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Varig enviou ontem comunicado à Bovespa em que afirma desconhecer "qualquer proposta" da portuguesa TAP para aquisição de parcelas de seu capital social. Anteontem, a empresa disse à Folha que havia recebido proposta da TAP, sem fornecer detalhes.
O ministro dos Negócios de Portugal, Diogo de Freitas do Amaral, que se encontrou ontem com Lula, reforçou, porém, o interesse da TAP, controlada pelo governo português, e do grupo Pestana em adquirir 20% da Varig. Amaral reuniu-se anteontem com Alencar. "Ele me disse que qualquer investimento português no Brasil tem a benção do governo brasileiro", afirmou Amaral.
Fonte: Folha de S.Paulo (08/05/05)
3. Zylbersztajn é eleito presidente do conselho da Varig
Por: Léo Gerchmann
Fonte: Folha de S.Paulo
A Varig aprovou ontem, em Porto Alegre, seu novo conselho de administração, com o ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo David Zylbersztajn na presidência e o sócio do fast food Bob's Omar Carneiro da Cunha Sobrinho como vice-presidente.
O novo conselho foi escolhido durante assembléia dos acionistas da empresa que terminou no início da tarde de ontem.
Do conselho anterior, permaneceram apenas Gesner Oliveira, sócio-diretor da Tendências e ex-presidente do Cade, e Harro Fouquet, ex-diretor da Varig. Zylbersztajn substitui Joaquim Santos, funcionário de carreira com 50 anos de casa e que renunciou ao posto no final de abril.
O novo conselho vai analisar as várias propostas de associação, fusão e compra da companhia, bem como outros projetos de engenharia financeira ou reestruturação da empresa. O conselho toma posse amanhã, no Rio, quando será escolhida formalmente uma nova diretoria executiva. Na terça-feira, o conselho deverá apresentar propostas de solução para a crise financeira enfrentada pela empresa.
"Pretendemos de imediato retomar a posição de liderança da Varig no mercado, com soluções inovadoras e criativas, que vão reestabelecer essa posição em curtíssimo prazo", disse o novo presidente do conselho.
A FRB-Par, holding da Varig e braço financeiro da Fundação Ruben Berta, tem 87% das ações ordinárias com direito a voto. Com a nova formação do conselho, é provável que seja trocado também o presidente da Varig -o atual é Carlos Luiz Martins. O atual vice-presidente financeiro, Luiz Fernando Wellisch, que já pediu afastamento, também será substituído.
Em séria crise financeira e com um patrimônio líquido negativo de cerca de R$ 6 bilhões, a Varig tem analisado propostas de injeção de recursos há alguns meses. A proposta que tem sido divulgada com maior freqüência é a da portuguesa TAP, que tem controle estatal. Outras propostas são as dos empresários brasileiros Nelson Tanure, proprietário da ""Gazeta Mercantil" e do ""Jornal do Brasil", e German Efromovich, dono da Marítima e da Ocean Air, além das ofertas do grupo português de turismo Pestana e do TPG (Texas Pacific Group).
A situação da empresa tem se agravado diariamente. Anteontem, foram divulgados dados segundo os quais a Varig caiu para a terceira posição entre as companhias aéreas brasileiras, atrás da líder TAM e, agora, da Gol. A Gol abocanhou 27,8% do mercado doméstico em abril, contra 27,6% da Varig.
Sob pressão do governo, anteontem a empresa teve que emitir cheque de R$ 9,1 milhões à Infraero, empresa que administra os principais aeroportos do país. O valor correspondia às taxas aeroportuárias não pagas entre 28 de abril e sexta-feira.
Fonte: Folha de S.Paulo (08/05/05)
4. Varig: novo conselho quer ‘venda digna’ da empresa
Por: Erica Ribeiro e Chico Oliveira
Fonte: O Globo
Em assembléia geral ordinária e extraordinária realizada no início da tarde de ontem em Porto Alegre, os acionistas da Varig elegeram um novo Conselho de Administração para a empresa. O novo presidente do conselho, David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), será empossado amanhã, no Rio de Janeiro. Ele disse ontem que seu principal objetivo, a partir de agora, é proporcionar "uma venda digna" da Varig.
— A Varig não tem problemas operacionais, ao contrário de outras empresas que quebraram. Mas a empresa carrega um passivo monstruoso. O governo está exigindo uma solução de mercado para a Varig, que está começando agora — afirmou Zylbersztajn.
Empresa quer ‘um cheque e uma proposta aceitável’
Para Zylbersztajn, a Varig só terá uma solução de mercado se passar credibilidade para o mercado. Segundo ele, a Fundação Ruben Berta (FRB), atual controladora da Varig, deu autonomia aos novos membros do Conselho de Administração para buscar meios de tirar a empresa da crise.
Zylbersztajn disse que vai estudar todas as propostas que a FRB disse ter recebido de investidores interessados na Varig e quantas mais vierem.
— Queremos investidores que apresentem um cheque e uma proposta aceitável. Não pode ser uma proposta vil. Se isso não acontecer, nosso trabalho será a reestruturação interna, com mecanismos financeiros e transferência de controle, diluindo a participação da Fundação Ruben Berta. O BNDES passa por isso, mas entraria, em um processo de reestruturação, como qualquer outra empresa — assinalou.
Independentemente do processo de compra, Zylbersztajn pretende dar mais fôlego à companhia, que acaba de perder o segundo lugar no mercado doméstico para a Gol.
— Pretendemos de imediato retomar a posição de liderança da Varig no mercado, com soluções inovadoras e criativas que vão restabelecer esta posição em curtíssimo prazo — disse.
Além de Zylbersztajn, fazem parte do conselho Omar Carneiro da Cunha (ex-presidente da Shell) como vice-presidente, o brigadeiro Sergio Xavier Ferolla, Sergio de Almeida Bruni, o embaixador Marcos Castrioto de Azambuja e Eleazar de Carvalho Filho (ex-presidente do BNDES). O grupo se reúne no Rio amanhã. Na pauta, mudanças em diferentes diretorias da companhia, incluindo a executiva, da qual faz parte o presidente da Varig, Luiz Martins.
— Não quero me precipitar, mas a diretoria-executiva poderá ter uma mexida e isso inclui a presidência — afirmou Zylbersztajn.
Terça-feira, o conselho já tem um encontro com o ministro da Defesa e vice-presidente da República, José Alencar.
— Se pudermos renegociar os créditos da empresa por causas ganhas na Justiça, será bom para todos — disse Zylbersztajn.
Fonte: O Globo (08/05/05)
5. O rasante da Varig
Afundada em dívidas, a companhia recebe ultimato do governo e busca parceiros para manter-se viva
Fonte: Revista Veja
A Varig chegou aos 78 anos com poucos motivos para comemorar. A companhia enfrenta a pior crise desde sua criação, em 7 de maio de 1927. Corroída por uma dívida que pode chegar a 9,5 bilhões de reais – seu balanço admite apenas 5,7 bilhões de reais –, ela precisa urgentemente de uma injeção de capital. A crise se arrasta desde os anos 90, quando a Varig perdeu seu monopólio nas linhas internacionais e começou a afundar. Os problemas se agravaram com a competição tarifária e os atentados de 11 de setembro, que geraram prejuízos de 19,4 bilhões de dólares para as companhias aéreas no mundo todo. Na semana passada, a Varig sofreu novas panes. O compartilhamento de vôos com a TAM, que lhe permitia um alívio financeiro desde março de 2003, foi encerrado, e a empresa avisou que vai deixar de voar em cinco rotas pouco rentáveis (Campo Grande, Cuiabá, Palmas, Uberlândia e Santarém). Para complicar, a Varig recebeu um ultimato de empresas do governo. A BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, ameaça cortar o fornecimento de combustível à companhia se uma dívida de 45 milhões de reais não for paga. Já a Infraero, a estatal que controla os aeroportos, ameaça impedir que a Varig opere em 66 aeroportos até o pagamento de um papagaio de 177 milhões de reais.
Os diretores da Varig têm uma resposta pronta para a decadência da companhia: a culpa é do governo. Segundo eles, a desregulamentação abrupta do setor, aliada a planos econômicos desastrosos, destruiu o vigor financeiro da empresa. Nada mais justo, portanto, que o próprio governo abra os cofres públicos para salvá-la, numa espécie de "encontro de contas". A verdade, porém, não é tão simples quanto fazem crer os "variguianos", como são chamados os funcionários, defensores e lobistas da empresa no Congresso. Muitos dos problemas da Varig foram criados pela própria empresa com sua complexa estrutura de administração, erros de gestão e fraudes gigantescas.
O sistema administrativo adotado pela Varig foi criado em 1945 após a II Guerra Mundial. O presidente da empresa, Ruben Berta, decidiu proteger seu controle acionário, que tinha origem alemã. Criou a Fundação dos Funcionários da Varig, hoje chamada de Fundação Ruben Berta, que passou a deter o controle da companhia. Ao longo dos anos, o poder da fundação foi aumentando até o ponto de não admitir nenhuma ingerência externa. Sua autoridade é tamanha que os executivos contratados não conseguem levar adiante as medidas necessárias para administrar a empresa. Entre 1995 e 2002, a Varig teve seis presidentes. Nesse período, muitas medidas de saneamento que exigiam redução de pessoal, restrição de salários ou venda de ativos foram barradas. Enquanto isso, multiplicaram-se os desvios e erros de gestão.
Em 2000, a Varig criou a Varig Log, seu braço de transporte de carga e logística, que substituiu a Varig Cargo. O projeto previa 1.500 funcionários próprios e uma rede de 500 franqueados no Brasil que iriam entregar encomendas de todos os tipos e tamanhos. A Varig Log recebeu investimentos de 6 milhões de reais, mas em dezoito meses não conseguiu apresentar lucro, e sim um déficit de 150 milhões de reais. O presidente da companhia, José Carlos Rocha Lima, e outros 120 funcionários foram demitidos. A Varig Log passou para o comando de João Luis Bernes de Sousa, o atual presidente, que focou o negócio apenas na entrega de carga, e no ano passado a companhia faturou 497 milhões de reais. Após a saída de Rocha Lima, a agência Kroll foi contratada para averiguar as atividades da Varig Log. Outro sinal de má administração ocorreu com a Varig Travel, empresa criada em 2001 para comercializar pacotes turísticos, que está em liquidação com uma dívida estimada em 40 milhões de reais. "É impossível saber o rombo total porque não havia contabilidade regular", diz Luiz Augusto Winther Rebello Júnior, liquidante da empresa. Manuel Fernandes Lourenço, o ex-presidente da Varig Travel, é acusado pela Varig de conluio para fraudar a data de um contrato e estender de doze meses para dez anos o prazo para uso da marca Varig Travel. Laudo do Instituto de Perícia Del Picchia confirma a falsificação.
Não é só isso. Há três anos, em uma auditoria interna, a Varig descobriu que pagava serviços superfaturados a uma companhia contratada em 1995 para fazer serviços genéricos de digitação, inclusive o registro das milhas voadas no programa Smiles. O superfaturamento pode ter sido de até 10 milhões de reais. A companhia admite apenas que 2,046 milhões foram pagos a mais. "Quando irregularidades aparecem, elas são eliminadas. Mas parece que a Varig de repente virou a Geni brasileira, todo mundo joga pedra. O que a Varig menos tem é má gestão porque ainda está viva, apesar de todo o seu passivo, num ambiente hostil e competitivo como este", diz o comandante Luiz Martins, presidente da companhia. Em meio ao vendaval, a empresa estuda quatro propostas de investidores. Qualquer solução de mercado será ótima para o setor de aviação brasileiro e para os funcionários da Varig. Por solução de mercado, entenda-se qualquer desfecho que não exija dinheiro público para premiar erros privados.
Fonte: Revista Veja (Data de Capa – 11/05/05)
6. Varig terá 'soluções inovadoras e criativas'
Fonte: O Estado de S. Paulo
David Zylbersztajn foi confirmado ontem à tarde em Assembléia Geral da Fundação Ruben Berta (FRB), em Porto Alegre, como novo presidente do Conselho de Administração da Varig. Em breve comunicado, Zylbersztajn prometeu dar "soluções inovadoras e criativas" e recuperar a empresa em curtíssimo prazo.
Segundo a nota, o novo presidente do Conselho assume o compromisso de devolver à Varig "a posição de liderança" no mercado brasileiro. A companhia é a terceira no mercado doméstico. Em abril, perdeu a segunda posição para a Gol.
"Pretendemos de imediato retomar a posição de liderança da Varig no mercado, com soluções inovadoras e criativas que vão restabelecer esta posição em curtíssimo prazo. Para isso, foi formulado um compromisso com a Fundação Ruben Berta que nos confere total liberdade de ação", disse. O ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP) substituirá Joaquim Fernandes dos Santos, funcionário de carreira da empresa que pediu demissão no final de abril. O novo homem-forte da Varig anunciará amanhã o substituto de Luiz Fernando Wellisch, ex-diretor financeiro.
Além de Zylbersztajn, os conselheiros que tomarão posse, no Rio de Janeiro, são: o ex-presidente da AT&T e da Shell do Brasil Omar Carneiro da Cunha, como vice-presidente; Eleazar de Carvalho, ex-presidente do BNDES; Marcos Azambuja, ex-embaixador do Brasil na Argentina e na França; o brigadeiro Sérgio Ferola, ex-ministro do Superior Tribunal Militar; e o economista Sérgio Almeida Bruni, especialista em administração pública e gestão de instituições científicas.
Zylbersztajn manteve apenas dois membros do antigo Conselho: Gesner de Oliveira, ex-Cade, e Haaro Fouquet, um dos mais antigos funcionários da Varig. A empresa terá o suporte do escritório especializado em Direito Empresarial Barbosa, Müssnich & Aragão.
O novo Conselho de Administração, liderado por Zylberstajn, deverá abandonar a idéia de uma articulação entre a TAM e a Gol para assumirem a Varig. A proposta é defendida no Palácio do Planalto por setores políticos ligados ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.
Segundo um dos novos integrantes do Conselho indicado ontem, o grupo que assume o comando da companhia aérea vai optar por uma solução de mercado e, além de sanear internamente a empresa, pretende dar um choque de credibilidade ao processo de negociação para atrair investidores.
A solução de mercado não foi detalhada, mas o saneamento passará pelo ajuste do número de empregados às condições financeiras atuais. Há propostas em análise e que serão discutidas inclusive com o governo. O ministro da Defesa, vice-presidente José Alencar, deverá ser ouvido esta semana pelos novos diretores e deve dar a posição do governo sobre a decisão tomada neste fim de semana.
A fonte ouvida pelo Estado dá sinais de que o grupo que assumirá a Varig já participa das negociações e já está integrado ao processo de discussão da reestruturação da companhia. "O compromisso assumido com esses executivos é de terem uma liberdade ampla, geral e irrestrita para buscar as soluções para a Varig", informou uma fonte do governo.
Fonte: O Estado de S. Paulo (08/05/05)
7. Varig, Varig, Varig
Fonte: Revista Veja
A diretoria da Varig que assume nesta semana diz que tem várias propostas de compra da empresa na mesa. Entre elas, a dos portugueses dos grupos Pestana e Funditec, cujos dirigentes desembarcam no Brasil neste fim de semana justamente para tentar o difícil negócio.
Fonte: Revista Veja (Data de Capa – 11/05/05)
8. Presidente da JAL anuncia demissão
Fonte: O Globo Online
O presidente do grupo das linhas aéreas Japan Airlines (JAL), Isao Kaneko, apresentará sua demissão no final deste mês, confirmou um porta-voz da empresa, cujos aviões protagonizaram nos últimos dias uma série de graves incidentes de segurança.
Kaneko também vai renunciar ao seu cargo de diretor do Comitê Executivo do grupo JAL, decisão que assim como sua renúncia como presidente da empresa deverá ser aprovada em uma reunião da Comissão Diretora do consórcio nesta segunda-feira. Segundo indicou o porta-voz da companhia aérea, a presidência da JAL ficará vaga.
Isao Kaneko já havia apresentado sua demissão como chefe executivo da companhia em março depois de advertências feitas pelo Ministério de Transporte e Infra-estrutura a Japan Airlines sobre vários aspectos da segurança das empresas do grupo JAL.
O anúncio da renúncia de Kaneko acontece depois de uma onda de incidentes com aviões da JAL nos últimos dias, que pôs em julgamento as garantias de segurança que deveria ter o transporte aéreo no Japão.
Ontem mesmo, dois aviões da JAL se viram obrigados a realizar aterrissagens de emergência ao registrar problemas técnicos, sem deixar feridos.
Procedente de São Paulo, via Nova York, um Boeing 747 da JAL com 374 ocupantes teve que aterrissar no aeroporto Shin Chitose de Hokkaido, no extremo norte do país, depois que foi reduzida a pressão da cabine de passageiros e foram abertos os compartimentos das máscaras de oxigênio.
A outra aeronave da JAL com problemas voava da cidade de Nagoya, sudoeste do país, a Manila com 85 passageiros, e teve que aterrissar no aeroporto de Kansai, na vizinha província de Osaka, porque o altímetro deixou de funcionar.
O Comitê de Investigação de Acidentes Aéreos, pertencentes ao Ministério de Transporte e Infra-estrutura, qualificou este incidente de grave e enviou dois investigadores para esclarecer o caso.
Em 30 de abril um erro de um controlador aéreo fez um avião da JAL com 51 passageiros aterrissar em uma pista do aeroporto de Haneda que estava fechada por obras de construção. O incidente forçou outro avião de passageiros reiniciar suas manobras de aterrissagem, sem que, apesar da gravidade do incidente, tenha deixado feridos. Devido a este erro, o Ministério do Transporte anunciou uma inspeção dos sistemas de segurança nos aeroportos japoneses assim como dessa companhia aérea japonesa.
Fonte: O Globo Online (09/05/05)
9. Seis pessoas morrem em acidente de avião na Argentina
Fonte: Uol
O piloto de automobilismo Nicolás Vuyovich, que tinha ganho neste domingo a corrida da categoria Turismo de Competição 2000 argentina, morreu junto com outras cinco pessoas quando caiu o avião que o levava de San Juan a Córdoba, no centro do país.
O piloto da equipe Toyota tinha vencido hoje na cidade de San Juan pela segunda vez na temporada, na quarta prova do calendário do TC 2000, especialidade na qual competem, entre outros, Norberto Fonte e Esteban Tuero, ex-pilotos argentinos da Fórmula 1.
O avião acidentado, um PA-31 (Pipper Nava) matrícula LV-LXO, pertence a uma empresa da cidade de Córdoba dedicada ao serviço de táxi aéreo.
A aeronave caiu a cerca de 700 metros de distância da pista de aterrissagem do aeroporto cordobês.
Fonte: Uol (09/05/05)
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