1. Governo pressiona Varig por plano de salvação
2. Aérea portuguesa faz proposta pela companhia
3. TAP oferece ajuda para companhia quitar dívida
4. Varig dá 78% de desconto em passagens no mês de maio
5. Aéreas pedem menos burocracia no setor
6. Fim do carimbo
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1. Governo pressiona Varig por plano de salvação
Por: Elaine Cantanhêde
Fonte: Folha de S.Paulo
A situação da Varig começa a ficar crítica. O governo deu um ultimato, e a companhia tem até amanhã para apresentar um plano de salvação, incluindo a apresentação de potenciais compradores. Caso contrário, a ameaça é cortar o fornecimento de combustível e a permissão para pousos e decolagens nos 66 aeroportos controlados pela Infraero (estatal que administra a infra-estrutura aeroportuária).
O ultimato à companhia foi dado na última segunda-feira pelo vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, que passou a adotar um termo que antes recusava: "intervenção".
Ele avisou à Casa Civil que poderá usar o Código Brasileiro de Aviação, e não mais a nova Lei de Falências, para intervir na maior companhia aérea brasileira.
Alencar decidiu endurecer com a Fundação Ruben Berta, controladora da Varig, depois que a companhia não cumpriu mais um dos seus tratos com o governo: não pagou à vista, na última sexta-feira, pela utilização dos aeroportos da Infraero. Em média, a empresa tem um gasto de R$ 8 milhões por semana somente com essa finalidade.
Plano para investidores
Na segunda-feira seguinte, mesmo dia em que acabou o sistema de "code-share" TAM-Varig (pelo qual as duas dividiam cadeiras no mesmo vôo), Alencar se reuniu com o comando da Varig e da Infraero e deu o ultimato. Destacou até que era essencial a apresentação de um plano com investidores privados para a aplicação da nova Lei de Falências. Caso contrário, usará o Código Brasileiro de Aeronáutica.
O governo considera que todas as empresas citadas até agora como interessadas em comprar a Varig (cujo passivo pode chegar a R$ 9,4 bilhões) são um "blefe" e vê com desconfiança o anúncio de que a TAP (empresa estatal aérea de Portugal) poderia comprar a Varig.
O Planalto, o Ministério da Justiça e a área econômica consideram há tempos a situação da Varig "dramática". Temem, agora, que Alencar tenha inviabilizado soluções menos traumáticas e não saiba exatamente como conduzir o processo, caso a empresa entre em falência.
A preocupação mais imediata, porém, é outra: o que fazer para garantir a normalidade do transporte aéreo, especialmente em julho, mês de férias escolares. A Varig é responsável por 62% das rotas internacionais de ida e volta para o Brasil.
Ontem mesmo, Alencar se reuniu com o diretor-geral do DAC (Departamento de Aviação Civil), brigadeiro Jorge Godinho, para discutir um "plano B", caso seja necessário suprir um vácuo da Varig no mercado.
A principal possibilidade é que TAM, Gol e BRA, que está ampliando a participação no mercado, assumam as linhas domésticas mais urgentes, para posterior redistribuição, e que haja uma transição nas linhas internacionais. A TAM tem ociosidade de frota, e a Gol está recebendo cinco novos Boeing-737-800 ainda no primeiro semestre.
Nos meses de transição, a TAM poderia operar Europa e Estados Unidos, e a Gol, a América do Sul, ambas utilizando aeronaves e tripulação da própria Varig, até uma reacomodação do mercado.
Para a passagem definitiva de linhas de uma empresa para outras, é necessário que o governo brasileiro formalize a troca em ofício para os países de destino, com os quais mantém acordos de reciprocidade (equivalência de linhas dos dois países das pontas, para evitar desequilíbrio).
A Varig já tinha sido ultrapassada pela TAM e está sendo agora também pela Gol. Em janeiro de 2001, a Varig era a líder, com 40%, a TAM tinha 30%, e a recém-criada Gol, 1%. Só em março passado, depois da alta temporada, a Varig cancelou oito trechos internos.
Fonte: Folha de S.Paulo (05/05/05)
2. Aérea portuguesa faz proposta pela companhia
Fonte: Folha de S.Paulo
A Varig confirmou ontem ter recebido proposta da companhia aérea portuguesa TAP, que está interessada em participar de seu processo de reestruturação. O governo português, que controla a TAP, também disse à Folha que há negociações entre as empresas. Fernando Pinto, principal executivo da TAP, já presidiu a Varig.
Segundo a Folha apurou, essa é uma das cinco ofertas que a Fundação Ruben Berta, atual controladora da Varig, estuda para capitalizar a companhia. Até ontem, segundo pessoas ligadas à fundação, nenhum dos autores de propostas havia passado da etapa de conversas e de fato se disposto a colocar o cheque na mesa.
São duas propostas de grupos portugueses, duas de brasileiros (dos empresários Nelson Tanure, do "Jornal do Brasil", e German Efromovich, da OceanAir, uma das quatro empresas aéreas do grupo Sinergy, que controla a colombiana Avianca) e uma americana, representada pelo fundo de investimentos TPG (Texas Pacific Group).
Das cinco ofertas, a do TPG foi a última a aparecer. Entre os que atualmente "namoram" a Varig, o grupo é considerado o mais capitalizado.
Neste sábado, em meio à crise financeira, a Varig -primeira companhia brasileira de aviação comercial- completa 78 anos. No mesmo dia, realiza assembléia de acionistas em Porto Alegre. Há especulações de que o nome do novo controlador seja anunciado na reunião.
Fonte: Folha de S.Paulo (05/05/05)
3. TAP oferece ajuda para companhia quitar dívida
Fonte: O Estado de S. Paulo
A TAP, companhia aérea estatal de Portugal, iniciou conversas com a Varig no sentido de "fornecer sugestões para ajudar a solucionar o problema da dívida" da empresa brasileira, informou ontem a assessoria de imprensa da linha aérea em Lisboa.
empresa nega que tenha feito proposta de fusão ou de aquisição de 20% do controle da Varig, como foi noticiado pela imprensa portuguesa esta semana. "Negamos completamente", disse o porta-voz da companhia. Pela legislação brasileira, o limite máximo de participação estrangeira numa companhia aérea nacional é de 20%.
Sob o comando do executivo brasileiro Fernando Pinto, ex-presidente da Varig, a TAP melhorou muito sua situação financeira, mas não a ponto de ter folga para um investimento dessa magnitude. Depois de anos de prejuízo, a TAP hoje opera com lucro. Porém, seu faturamento, de R$ 4 bilhões em 2004, é metade do faturamento da Varig.
Segundo fontes do mercado, a TAP considera estrategicamente interessante fazer uma parceria com a Varig, mas sempre preservando as duas bandeiras. Entretanto, como a TAP não tem capital para investir na aquisição da aérea brasileira, a idéia seria acompanhar e apoiar as negociações para, no futuro, quando a empresa brasileira estiver capitalizada, e com o processo de reestruturação avançado, dar início a conversas para uma eventual parceria.
Fonte: O Estado de S. Paulo (05/05/05)
4. Varig dá 78% de desconto em passagens no mês de maio
Por: Erica Ribeiro
Fonte: Globo Online
A Varig lança no próximo sábado a promoção "Mês de Aniversário", com descontos de até 78% nas tarifas dos vôos domésticos, realizados durante todo o mês de maio. A empresa comemora este mês 78 anos de atividades.
A passagem Rio-Recife, ida e volta, que na tarifa normal custa R$ 2.646, sai a R$ 582 na promoção. Já o trecho São Paulo-Fortaleza, também ida e volta, será vendido a R$ 733 durante o período promocional. Na tarifa normal, este trecho custa R$ 3.330. As viagens da ponte aérea Rio-São Paulo não fazem parte da campanha.
Fonte: Globo Online (04/05/05)
5. Aéreas pedem menos burocracia no setor
Em documento ao presidente Lula, empresas vão pedir uma nova regulamentação
Por: Sérgio Gobetti
Fonte: O Estado de S. Paulo
Reunidos ontem em Brasília, no 1.º Fórum Brasileiro para o Desenvolvimento da Aviação Civil, as empresas do setor decidiram pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma solução global para a crise vivida pela aviação, que não atinge apenas as grandes companhias. Um diagnóstico do setor, com sugestões para a desburocratização e a regulamentação da aviação civil, além de queixas sobre a tributação e o alto preço dos combustíveis, será entregue nas próximas semanas ao presidente pelo porta-voz do grupo, o engenheiro Ozires Lopes Silva, ex-presidente da Embraer e da Varig.
"Tratar o transporte aéreo como perfumaria, com soluções mercadológicas, não resolve o problema", afirmou Silva, referindo-se à visão dominante no governo de que os problemas devem ser solucionados pelo próprio mercado. "As regras da concorrência não se aplicam da mesma forma em um setor com a especificidade do aéreo, cujos insumos vêm de atividades oligopolizadas e sobre as quais o governo tem grande influência."
Segundo o ex-presidente da Varig, o que o setor clama não é por uma ajuda financeira particular a esta ou àquela empresa, mas por medidas concretas de regulamentação e desburocratização das atribuições do Departamento de Aviação Civil (DAC), subordinado ao Ministério da Defesa. "Pelo que ouvi neste fórum, a regulamentação é mais reclamada do que o preço do combustível e a tributação", disse.
Na maioria dos casos, os problemas de regulamentação apontados no setor se mesclam com entraves burocráticos, criados pela excessiva concentração de atribuições no DAC. "Não temos como quantificar, mas os defeitos de regulamentação impõem custos consideráveis."
Apesar de contar com a participação de alguns representantes das grandes companhias, como Varig, TAM e Gol, o documento final do Fórum deve refletir mais as preocupações gerais dos setor, composto por 21 empresas regionais. Algumas reivindicações são justamente contra a discriminação de tratamento recebida pelas empresas que não operam vôos regulares. "O transporte aéreo vai até 150 cidades brasileiras, mas a aviação civil chega a 4 mil municípios", lembrou Ozires, referindo-se à capilaridade de algumas modalidades de aviação, como a agrícola, que também sente os efeitos do preço do combustível e da tributação.
Fonte: O Estado de S. Paulo (05/05/05)
6. Fim do carimbo
Colunista: Boechat
Fonte: Jornal do Brasil
O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas vai apoiar o projeto de lei pelo fim do visto para turistas americanos entrarem no Brasil.
George Ermakoff, presidente da entidade, acredita que a medida significaria a vinda de mais americanos ao Brasil, portanto, aviões cheios e lucros para as empresas aéreas.
Fonte: Jornal do Brasil (05/05/05)
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