Aeroportos podem cobrar mais taxas
O Tempo - MG - 6/5/2005
A solução para aumentar a segurança dos aeroportos brasileiros pode estar nas mãos dos passageiros. O diretor de operações da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Brigadeiro Frederico Veiga, defende a criação de uma tarifa para custear os investimentos na modernização dos equipamentos de segurança e capacitação tecnológica. “Infelizmente, o governo brasileiro não tem recursos suficientes para investir nessa área, como foi feito em países como França e Estados Unidos. Então, essa taxa é a melhor alternativa diante das necessidades”, afirma Veiga.
A idéia gera conflitos dentro da Infraero. No dia 30 de abril, o diretor de segurança, Brigadeiro Edilberto Sirotheau, que também é a favor da taxa, pediu demissão por não concordar com a gestão da empresa que, segundo disse em carta, prioriza obras de “visibilidade”, em detrimento de investimentos em segurança. A posição da Infraero, de acordo com a assessoria de imprensa, é contrária à criação dessa tarifa.
Contingenciamento - Para complicar a situação, a política de contingenciamento do governo acertou em cheio o orçamento da Infraero. Segundo fonte da empresa, a previsão de 2005 era investir R$ 850 milhões em melhorias nos aeroportos, mas o Ministério da Defesa cortou R$ 400 milhões.
Diante das justificativas da demissão do diretor de segurança, o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) vai questionar na Justiça a aplicação dos investimentos. “Só no ano passado, eles aplicaram cerca de R$ 600 milhões em reformas de dez aeroportos. Se tivessem investido em segurança, não faltaria dinheiro agora”, questiona o diretor do Sina, Leandro Castro, que protocolou ontem a denúncia, no Ministério Público. Só para adequar os aeroportos de Congonhas (RJ) e Guarulhos (SP), a estimativa é de R$ 200 milhões.
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