Meus prezados:
Varig: a chance é essa.
Com o interesse da gigante Texas Pacific Group (TPG) confirmado, a Varig tem talvez sua última carta na manga - isto é, se não passar o chapéu e pegar dinheiro novo com o governo. A TPG é especialista em investimentos de capital de risco e foi ousando que cresceu e se transformou numa empresa gigantesca.
A Fundação Ruben Berta precisa de uma vez por todas entender que sua era já foi - e que ela vai tarde. Tarde demais? Esperamos que não. O fato é que empresas bem sucedidas precisam ter donos. Pessoas não trabalham para empresas; pessoas trabalham para outras pessoas. Se é assim, fica fácil entender porque o modelo de gestão da Varig atual levou a empresa ao parafuso em que se encontra. A Varig não tem dono, seu modelo de administração é feudal: os departamentos não se conversam. A fundação não toma as decisões necessárias e sim as que consegue negociar.
Se você acha que estou enganado, lembre-se de quando a Varig TINHA dono: lembre-se da Varig sob a mão forte de gigantes como o próprio Berta, Erik de Carvalho, Hélio Smidt. Eram outros 500. sabe-se que a Fundação, inventada pelo próprio Ruben Berta, foi criada para defender a Varig e seus funcionários de aquisições externas. vale lembrar, também, que nesse mesmo período, a Varig não competia de fato: a aviação comercial era praticamente toda ela regulamentada em todo o mundo e no caso brasileiro, a Varig era descaradamente protegida pelo governo verde-amarelo (vide o caso da vergonhosa falência da Panair; ou ainda a exclusividade nas linhas internacionais de 1975 a 1990). A ineficiência não apenas da Varig, mas de todo o setor (inclua-se aí Vasp e Transbrasil) era repassada, com casca e tudo, para o preço final da passagem - e estamos conversados.
Não surpreende o fato de que empresas estrangeiras tinham nas rotas para o Brasil seus melhores resultados: voar de e para a América do Sul, e dentro dela, era mais caro, por milha voada, do que em qualquer outra parte do globo. Voar era mesmo para uma elite e a Varig, isso ninguém discute, tinha um padrão formidável de serviço.
Erigidas numa época de competição de araque, Vasp, Transbrasil e Varig viram-se completamente perdidas quando de fato começou a haver competição nos céus brasileiros. O resultado todos sabemos: as duas primeiras estão mortas, a terceira, é mantida viva por aparelhos.
Ninguém aqui torce pelo insucesso de nenhuma empresa aérea; ao contrário, como amantes da aviação, adoraríamos ir para Guarulhos ou Galeão e ver a Transbrasil operando com coloridos Boeing 777, a Vasp dando a volta ao mundo com A340; ou ainda, a Varig na fila para receber seus gigantescos A380.
Portanto, é bom que os administradores da fundação Ruben Berta percebam que sua era já passou e que já vão, todos e sem exceção, vão mesmo tarde. Saiam de cima da Varig e deixem-na em mãos mais competentes. Pode ser esta a última chance de redenção para a empresa-símbolo da aviação comercial brasileira.
Jetsite
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Texas Pacific Group interessada na VARIG
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jambock
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Cláudio Severino da Silva
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Na aviação, só a perfeição é aceitável
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