Trabalho começa 24 horas antes do avião decolar

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MARR
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Trabalho começa 24 horas antes do avião decolar

Mensagem por MARR »

Aéreas tentam atrair clientes pelo paladar
O Estado de S. Paulo - 01/05/2005
O aquecimento do setor aéreo - que registrou crescimento de 20% nos últimos 12 meses - está acirrando a competição entre as companhias e, de bandeja, trazendo novidades para o serviço de bordo. Com os preços das passagens relativamente similares, as companhias estão voltando a investir no serviço de bordo para se diferenciar da concorrência. A Associação das Empresas de Comissárias Aéreas (Abeca), que representa as 30 firmas que atuam no setor no País, prevê um crescimento de 5% este ano. Considerando apenas as empresas que atuam no mercado internacional, a previsão de crescimento é de 10% a 15%.

Segundo o presidente da Abeca, Miguel Costa, nas últimas semanas as empresas de catering iniciaram conversas com as companhias aéreas para estudar opções de cardápio mais elaboradas. Entre as empresas que pretendem investir estão Varig, TAM e as regionais Ocean Air e Pantanal.

Apesar de representar, em média, de 0,5% a 1,5% do custo da passagem, o serviço de bordo é sempre o primeiro a sofrer quando uma empresa aérea entra em dificuldades. A crise deflagrada com os atentados terroristas em 11 de setembro de 2001 levou ao fechamento de fornecedores. O número de empregos diretos e indiretos gerados no setor de catering aéreo caiu de 18 mil (pré-11/09) para 6,5 mil. Com a retomada do setor este ano, a expectativa é de que sejam criados pelo menos 800 novos postos de trabalhos até o fim do ano.

As rotas em que a concorrência é mais acirrada são os primeiros alvos do capricho das companhias. O fim do acordo de vôos compartilhados entre Varig e TAM (ler ao lado) levou a Varig a incrementar o serviço da Ponte Aérea, rota mais rentável e mais competitiva no País. Apesar das dificuldades financeiras por que passa a companhia, a estratégia é manter o serviço em alto nível.

A empresa, que nos últimos tempos havia limitado o serviço durante o vôo, que dura apenas 45 minutos, a um sanduíche quente, acaba de lançar um cardápio requintado que varia conforme o horário. De manhã, tem chocolate quente e pães aquecidos. No almoço, prato quente, cerveja e água de coco. A partir das 17h30, na happy hour, tem uísque Ballantine's, vinho e caldinho de feijão.

Outra rota em que a concorrência é acirrada é Buenos Aires, destino atendido pela Gol, TAM e Varig. Em busca de um público sofisticado, a TAM descartou as embalagens de plástico e agora brinda os passageiros da classe econômica com pratos de porcelana e copos de vidro. O cardápio tem a assinatura do chef francês Jean Paul Boundox, do restaurante La Bourgogne, de Punta del Este.

Por ser um destino internacional, de quase 3 horas de duração, a Gol oferece algo mais do que uma barra de cereais: sanduíche frio. "O serviço de bordo reflete a imagem da companhia, simples, eficiente e de qualidade inquestionável", afirma o vice-presidente de Marketing, Tarcísio Gargioni.

A simplicidade do serviço é usada a favor da companhia, como reforço da imagem de baixo custo. Na época da inauguração do vôo para Buenos Aires, no final do ano passado, a Gol fez uma campanha em que mostrava a foto de uma suculenta picanha e endereços de restaurantes na capital argentina. A mensagem: para que comer a bordo se você pode comer uma boa picanha em terra? Em outra campanha, específica para o trecho Rio/Brasília e que vigora até o fim de maio, a empresa oferece, na compra do bilhete, um prato no restaurante Outback.

Tendências - A qualidade dos serviços de bordo é um assunto que move passageiros. Há até um site na internet - www.airlinemeals.net - em que passageiros do mundo todo mandam fotos e tecem comentários sobre os serviços. Mas, com exceção das linhas internacionais, o requinte de outros tempos está virando coisa do passado. Nos Estados Unidos, os serviços estão sendo reduzidos ao mínimo e algumas companhias até vendem comida a bordo. No Brasil, porém a iniciativa enfrenta resistências. "O brasileiro tem a expectativa de receber um agrado quando está a bordo", afirma Andréa Arakaki, diretora de Marketing e Vendas da LSG SkyChefs para a América Latina, empresa do Grupo Lufthansa. "Fizemos uma pesquisa sobre a percepção do passageiro e a rejeição é muito grande." A SkyChefs, junto com a TPG Gate Gourmet, domina o setor de catering aéreo no mundo.
Trabalho começa 24 horas antes do avião decolar
O Estado de S. Paulo - 01/05/2005
Nos vôos internacionais, a logística para levar comida e outros agrados de um serviço de bordo começa praticamente 24 horas antes do vôo. Os alimentos são todos frescos e elaborados no dia. Por razões de segurança alimentar, os pratos quentes são resfriados numa câmara fria por até quatro horas. As bandejas são montadas com os alimentos resfriados e depois colocadas em carrinhos refrigerados e transportados até o avião. O reaquecimento é feito a bordo. "O processo leva à perda de sabor", diz a gerente de Qualidade da Sky Chefs, Rosimeire Sonza. "Mas é a única forma de garantir a segurança alimentar".

Todo o processo atende aos mais rígidos padrões internacionais de qualidade. A cada 45 minutos, os funcionários que manipulam alimentos são lembrados, por uma sirene, a lavar as mãos. A sede da Sky Chefs em Guarulhos, uma das 5 unidades da empresa no Brasil, abastece 72 vôos internacionais de 20 companhias por dia, ou 12.500 refeições individuais de até 600 tipos diferentes.
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