Varig recebe mais 3 propostas de compra, diz sindicato
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JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
A Varig recebeu mais três propostas de grupos interessados em comprar a empresa. A informação foi dada pela presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziela Baggio.
O conselho curador da Fundação Ruben Berta, controladora da Varig, participou hoje de duas reuniões. Durante a manhã, os sete curadores se reuniram com representantes do sindicato e durante a tarde com o conselho de administração da companhia. O tema dos encontros foi a análise das propostas encaminhadas à Varig.
Até ontem, a Varig analisava três propostas: a do empresário Nelson Tanure, a de German Efromovich, controlador de duas empresas de aviação, a colombiana Avianca e a regional Ocean Air e a de um grupo de investidores portugueses, liderados por Maurício Quadrado. Além destes, a Gol corre por fora na disputa pelo controle acionário da companhia.
Há um racha entre os curadores e os membros do Conselho de Administração da Varig. Um grupo prefere o empresário Efromovich. Outra corrente prefere negociar com Tanure e uma terceira vê melhores condições na proposta dos investidores portugueses.
Segundo Baggio, a empresa comunicou ao sindicato hoje ter aceito mais três propostas. "São outros agentes, mas a gente ainda não está autorizado a falar e isso faz parte da cláusula de confidencialidade", disse.
Questionada sobre a origem dos novos candidatos a assumir o controle da companhia aérea, Baggio sinalizou que os interessados devem ser majoritariamente brasileiros. "É um grupo de investidores, mas vale lembrar que grupo estrangeiro só pode ficar com até 20%", disse.
As novas propostas não foram submetidas à apreciação do sindicato. Segundo Baggio, não houve tempo suficiente desde ontem para que os curadores analisassem as garantias necessárias para o negócio.
Segundo a presidente do sindicato, a decisão deve sair no máximo até a próxima semana. O sindicato propôs à fundação que observe critérios como compromisso com o negócio, manutenção de garantias para o fundo de pensão e da qualidade dos empregos.
O sindicato foi comunicado hoje oficialmente da decisão da Fundação Ruben Berta de abrir mão do controle acionário da empresa. Baggio afirmou que o sindicato mantém a proposta de renegociação com três anos de carência e mais 15 anos para o pagamento de dívidas públicas e privadas. "Precisamos de um prazo factível", disse.
A escolha feita pelos curadores terá de ser aceita pelo Colégio Deliberante da Fundação Ruben Berta, composto por funcionários da Varig. Trata-se da última instância decisória da fundação, que escolhe os curadores e tem de ser consultada sobre mudança no controle e associações ou venda de participação de companhias controladas pela fundação.
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Varig pode receber US$ 600 milhões
O empresário German Efromovich, dono de negócios na construção naval, produção de petróleo e aviação, pretende investir US$ 600 milhões na Varig até o fim deste ano.
Essa é uma das três propostas apresentadas ontem a sindicalistas por representantes da Fundação Ruben Berta (FRB), controladora da companhia. Há outros três planos que estão sendo analisados e que dependem da apresentação de documentos e garantias. A decisão final deverá ser conhecida até o fim da semana que vem.
Em reunião realizada na manhã de ontem, sindicalistas do setor aéreo também conheceram propostas do empresário Nelson Tanure, do setor naval e arrendatário do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil, disposto a desembolsar R$ 90 milhões para a Varig.
Há, ainda, um grupo de investidores portugueses, capitaneados por Maurício Quadrado. Esses interesses já vinham sendo levantados na imprensa, mas não foram oficialmente confirmados pela companhia aérea.
A presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, afirmou que os trabalhadores do setor aéreo defendem outra alternativa para a Varig:
- Apoiamos a renegociação das dívidas públicas e privadas.
Trabalhadores sugerem aporte do BNDES
O projeto dos trabalhadores para a Varig leva em conta o alongamento do débito da Varig, com três anos de carência e 15 anos para pagamento. Depois do aporte, os sindicalistas defendem um empréstimo-ponte de US$ 75 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para a companhia adquirir aeronaves. A idéia é de que a companhia passe a usar aeronaves da Embraer por meio de financiamento em reais, diferente do que ocorre hoje.
Ontem à tarde, parte da FRB avaliou as propostas que chegaram à entidade, comentou uma fonte ligada empresa. Participaram do encontro os curadores da fundação e membros do conselho de administração da companhia.
Depois que escolherem a melhor proposta, os curadores vão convocar uma assembléia do colégio deliberante da fundação, para ratificar ou não a proposta. Como há prazo mínimo de oito dias para a convocação, provavelmente essa assembléia ocorrerá na penúltima semana do mês. Segundo um influente integrante do colégio, "não há a menor chance de alguém fazer qualquer tipo de golpe para impedir a passagem do controle da Varig para terceiros".
Zero Hora, 9 abr 2005
Um abraço e até mais...
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O empresário German Efromovich, dono de negócios na construção naval, produção de petróleo e aviação, pretende investir US$ 600 milhões na Varig até o fim deste ano.
Essa é uma das três propostas apresentadas ontem a sindicalistas por representantes da Fundação Ruben Berta (FRB), controladora da companhia. Há outros três planos que estão sendo analisados e que dependem da apresentação de documentos e garantias. A decisão final deverá ser conhecida até o fim da semana que vem.
Em reunião realizada na manhã de ontem, sindicalistas do setor aéreo também conheceram propostas do empresário Nelson Tanure, do setor naval e arrendatário do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil, disposto a desembolsar R$ 90 milhões para a Varig.
Há, ainda, um grupo de investidores portugueses, capitaneados por Maurício Quadrado. Esses interesses já vinham sendo levantados na imprensa, mas não foram oficialmente confirmados pela companhia aérea.
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- Apoiamos a renegociação das dívidas públicas e privadas.
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Depois que escolherem a melhor proposta, os curadores vão convocar uma assembléia do colégio deliberante da fundação, para ratificar ou não a proposta. Como há prazo mínimo de oito dias para a convocação, provavelmente essa assembléia ocorrerá na penúltima semana do mês. Segundo um influente integrante do colégio, "não há a menor chance de alguém fazer qualquer tipo de golpe para impedir a passagem do controle da Varig para terceiros".
Zero Hora, 9 abr 2005
Um abraço e até mais...
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Cláudio Severino da Silva
jambockrs@gmail.com
Na aviação, só a perfeição é aceitável
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