30/03/2005 - 19h49
Embraer pretende entrar no negócio de mini-jatos
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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
A fabricante de aviões Embraer vai avançar sobre o mercado de jatos corporativos com a intenção de se tornar um "ator de peso" neste segmento nos próximos 10 anos. Parte dessa estratégia será diversificar a linha de produtos da empresa, hoje restrita a linha Legacy, mas com prioridade para aviões de menor capacidade, os chamados "mini-jatos" (Very Light Jets, no jargão do setor), com capacidade entre 6 e 7 passageiros, a grande aposta do mercado.
O Legacy também vai receber uma serie de modificações, entre as quais se incluem o acesso a internet banda larga, nova iluminação interna e aperfeiçoamento dos instrumentos de vôo. A meta e que a empresa, hoje com participação marginal no mercado mundial de aviação executiva, tenha um market-share de 15% ate 2014, pelo menos no nicho do "super mid-size (entre 8 e 10 passageiros).
A Embraer promete novidades nos próximos meses. "Nós estamos olhando (para jatos) abaixo do Legacy e acima do Legacy. E provável que nós estejamos nos dirigindo para a faixa abaixo do Legacy como prioridade", afirmou o presidente Maurício Botelho, durante coletiva para a imprensa na Labace, feira do setor de aviação executiva.
O jato Legacy, em suas versões Executive e Shuttle, tem capacidade máxima entre 16 e 19 passageiros, que pode chegar a 37 na versão Shuttle HC. A empresa, que entregou 13 aeronaves dessa linha em 2004, pretende repassar entre 15 e 20 neste ano. Botelho manteve a projeção de 250 unidades nos próximos 10 anos.
Como parte do investimento da Embraer no setor, o executivo Luis Carlos Affonso foi nomeado como vice-presidente para o Mercado de Aviação Executiva. Affonso tem 22 anos de casa e foi o responsável pelo programa Embraer 170/190, para aviões com até 110 passageiros. A responsabilidade do executivo vai abranger um escopo maior desta vez, do setor de desenvolvimento de novos produtos e alcançando a comercialização do produto e a prestação de serviços.
O setor de aviação executiva, que respondeu por 7% da receita total da Embraer em 2004, deve atingir a casa dos 10% neste ano. De acordo com o executivo, 80% da produção está comprometida somente no primeiro trimestre.
Segundo Affonso, a Embraer que o mercado de jatos executivos atinja a marca dos US$ 16 bilhões (em aviões entregues) ate 2014. No ano passado, o tamanho desse mercado foi calculado em US$ 8,9 bilhões. Dentro desse nicho de jatos corporativos, a grande aposta da Embraer, assim como do restante do mercado de aviação executiva, està nos mini-jatos, tipo de aeronaves com custo entre US$ 1,3 milhão e US$ 2,5 milhões, em comparação com os preços a partir de US$ 4 milhões dos demais jatos corporativos. A Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral) estima que o mercado de aviação executiva retome o ritmo de
2001, e cresça 5% ao ano (em número de aeronaves), puxado pelo nicho dos VLJs.
Nas projeções da Embraer, estima-se que há uma demanda por 1.400 unidades desses mini-jatos nos próximos 10 anos.
Affonso acredita que o principal mercado dessas aeronaves estará nos Estados Unidos, mas que a América Latina também vai responder por uma demanda importante. "Hoje existem cinco grandes players neste mercado (de aviação executiva). Nós queremos estar nesse grupo nos próximos 10 anos", afirmou Affonso.
Embraer no mercado corporativo
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