VARIG - Liquidação extra-judicial

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jambock
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VARIG - Liquidação extra-judicial

Mensagem por jambock »

Meus prezados:


O vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, informou ontem que a figura jurídica em estudo para a Varig é a liquidação extrajudicial, "com alguns compromissos, inclusive com a situação dos funcionários e dos aposentados". Alencar é a primeira autoridade a admitir publicamente a liquidação.
"Estamos estudando um processo de blindagem", disse o ministro, confirmando a idéia do governo de facilitar e ajudar a financiar a criação do que ele chamou de uma "nova Varig", depois da liquidação extrajudicial da atual.
Falando por telefone com a Folha, o ministro confirmou que a TAM e a Gol também participam das negociações: "Sendo do ramo, elas poderão ter interesse [na nova Varig], mas só elas podem falar a respeito".
Em tom bem-humorado, mas nitidamente de advertência, Alencar disse: "Eu não vou fazer nada contra ninguém. Se não quiserem [os gestores e funcionários da Varig], nada será feito. Aliás, essa seria a melhor notícia que eu poderia receber: a de que não precisam de nada".

Mico e investimento

Alencar não quis falar de valores, mas, conforme a Folha apurou, o governo está disposto a "micar" débitos de R$ 5 bilhões e a despejar de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para tentar salvar a Varig.
A idéia, desde o início, prevê a liquidação extrajudicial da atual Varig, comandada pela Fundação Rubem Berta, com a criação de uma nova companhia. Agora, o governo exige que essa nova empresa assuma a grande maioria dos atuais 11,5 mil funcionários e o fundo de pensão (e, portanto, os aposentados). Os recursos do BNDES iriam principalmente para cobrir dívidas trabalhistas.
Em contrapartida, a nova empresa -cujo nome mais provável é "Super Varig"- herdaria o leasing de aeronaves, a estrutura dos aeroportos e as concessões de linhas internas e internacionais da atual companhia, consideradas o "filé" do mercado.
Parcerias, acordos e a divisão de linhas estão sendo negociados com a TAM e a Gol, e o governo justifica que as duas entram na operação com um sentido prático e outro político.
O prático: ambas devem assumir mais linhas internacionais acertadas pelo governo brasileiro com os demais governos e distribuídas em regime de concessão às empresas brasileiras. A fatia de mercado delas deve aumentar.
O político: como o governo é o principal credor da Varig, há críticas e temores de que a nova empresa se torne estatal. A participação acionária de empresas privadas contornaria esse problema.

Pressa

Desde sua posse no Ministério da Defesa, no dia 8 de novembro, Alencar dá prioridade à questão da Varig. Ele mesmo explica que é empresário e tem mais vocação nessa área, mas o fato é que houve uma determinação direta do Planalto nesse sentido, porque a situação da Varig está se deteriorando e a da Vasp já é dramática.
A Vasp perdeu condições de aval e de financiamento, está reduzida a cerca de 2% do mercado e pode acabar de uma hora para a outra, numa hora de grande incerteza sobre o futuro da Varig.
A ordem do Planalto, conforme a Folha apurou, é não poupar nem esforços nem recursos para salvar a marca, o maior número de empregos e os direitos dos aposentados. São orientações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, repassadas pelo chefe da Casa Civil, José Dirceu.
Eliana Cantanhêde, para a Folha de São Paulo.


Um abraço e até mais...
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambockrs@gmail.com

Na aviação, só a perfeição é aceitável
Anonymous

estranho...

Mensagem por Anonymous »

Em primeiro lugar, falando em aviação a Folha de SP não me parece um jornal muito confiavel... mas mesmo assim a noticia é um pouco contraditoria. Primeiro falar em "micar" (como se o governo não fosse devedor tb, 2,5 bi, lembram???), depois fala em blindar e depois em dividir entre a GOL e a TAM.

Prefiro esperar pra ver no que dá. Se pelo menos o governo parar de se atrapalhar e atrapalhar toda iniciativa privada, tomar uma atitude de homem dizendo logo sim ou não, sem medo da opinião pública e da fama que vai levar por causa da Varig.

O governo tem sido ipocrita não só com a aviação, mas com todo o mercado brasileiro. Tem se mostrado amador, sem iniciativa e entendimento, parece sempre ter medo de alguma coisa. Como quem tem medo de tomar atitude com medo de errar.isso pra não dizer completamente incompetente.

Quem sabe colocando mais 11,5 mil pessoas na rua sem emprego o programa FOME ZERO não vai pra frente. Pelo que eu sei nem contas do dinheiro o governo prestou. E todo mundo reclama que vai gastar dinheiro do contribuinte pra salvar emprego das pessoas da Varig, mas ninguem para pra ver quantas pessoas vivem dela de forma indireta.

Bem, vou parar pq este assunto me tira do sério.

Abraços a todos.

Daniel Nitzsche

Ps. desculpe as palavras se fui um tanto duro, mas estou de saco cheio de pagar impostos, unimed e previdencia privada pra cuidar da minha vida.
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