Mônica Tavares - O Globo
BRASÍLIA - O Ministério Público do Trabalho conseguiu nesta quinta-feira uma liminar na 14ª Vara do trabalho de São Paulo determinando intervenção na Vasp para garantir o pagamento das verbas trabalhistas dos empregados e ex-empregados da companhia. O passivo trabalhista da empresa está em torno de R$ 75 milhões. A procuradora-geral do Trabalho, Sandra Lia Simon, explicará como será feita a intervenção ainda nesta tarde.
Justiça determina intervenção na Vasp
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- Luciano Cunha
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Re: Justiça determina intervenção na Vasp
Liminar coloca DAC como interventor da Vasp
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ANA PAULA RIBEIRO
FABIANA FUTEMA
da Folha Online, em Brasília e SP
A Justiça do Trabalho colocou o DAC (Departamento de Aviação Civil) como interventor da Varig para garantir o pagamento do passivo trabalhista da empresa, avaliado entre R$ 75 milhões e R$ 80 milhões.
Pela liminar, concedida pelo juiz Lúcio Pereira de Souza, da 14ª Vara da Justiça do Trabalho de São Paulo, os bens da Vasp e seus administradores não poderá ser vendido sem a autorização do interventor. A decisão é de primeira instância e a Vasp tem direito de recorrer.
No início da tarde, a procuradora-geral do Ministério Público do Trabalho, Sandra Lia Simón, telefonou para o ministro da Defesa, José Alencar, para avisá-lo sobre a decisão da Justiça, já que envolve o DAC --órgão subordinado ao Comando da Aeronáutico, que por sua vez responde para o ministério.
Segundo ela, Alencar disse que iria verificar a questão.
Ó interventor irá verificar todos os atos da empresa. Se o dinheiro que entrar não for direcionado para a administração da Varig, será utilizado para o pagamento de salários atrasados e outras dívidas trabalhistas.
"O objetivo da intervenção da empresa é que todo o dinheiro que entre seja direcionado para o pagamento dos trabalhadores", disse ela.
A decisão do juiz paulista atendeu à ação movida pelo Ministério Público do Trabalho de São Paulo, Sindicato Nacional dos Aeroviários e Sindicato Nacional dos Aeronautas.
Desde dezembro a empresa não paga os salários de cerca de 3.000 funcionários. Além dos atrasos salariais, a companhia mantém 400 funcionários em licença não-remunerada desde outubro de 2004.
Os sindicatos também reclamam de outras irregularidades trabalhistas, como o não-recolhimento de FGTS e apropriação indébita de parcelas de pensão alimentícia.
Procurada pela reportagem, a empresa informou que não comenta decisões judiciais. Mas adiantou que deverá recorrer da decisão assim que for oficialmente notificada.
No final de janeiro, o Sindicato dos Aeroviários de São Paulo protocolou na Justiça um pedido de arresto de bens Vasp.
Na ocasião, o presidente do sindicato, Uébio José da Silva, disse que o arresto de bens era uma medida preventiva contra a companhia. "Precisamos nos garantir para evitar episódios como o da Transbrasil, que parou de voar [em 2001] e deixou milhares de trabalhadores na mão", disse.
Com problemas de regularidade de vôo, a Vasp teve as últimas oito linhas regulares suspensas pelo DAC em janeiro. Desde então, a companhia só tem autorização para voar como empresa de charter ou fretamento.
Fundo de pensão
Os débitos trabalhistas da Vasp não se limitam à folha de pagamento dos funcionários. Em fevereiro, o Ministério da Previdência decretou a liquidação extrajudicial do Aeros, o fundo de pensão dos funcionários da Vasp.
A Previdência alegou desequilíbrios decorrentes de compromissos não honrados pela patrocinadora para determinar a liquidação do fundo.
O Sindicato Nacional dos Aeronautas e o Sindicato Nacional dos Aeroviários --ambos filiados à CUT-- criticaram a liquidação, pois o fundo de pensão estava sob intervenção do governo federal.
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ANA PAULA RIBEIRO
FABIANA FUTEMA
da Folha Online, em Brasília e SP
A Justiça do Trabalho colocou o DAC (Departamento de Aviação Civil) como interventor da Varig para garantir o pagamento do passivo trabalhista da empresa, avaliado entre R$ 75 milhões e R$ 80 milhões.
Pela liminar, concedida pelo juiz Lúcio Pereira de Souza, da 14ª Vara da Justiça do Trabalho de São Paulo, os bens da Vasp e seus administradores não poderá ser vendido sem a autorização do interventor. A decisão é de primeira instância e a Vasp tem direito de recorrer.
No início da tarde, a procuradora-geral do Ministério Público do Trabalho, Sandra Lia Simón, telefonou para o ministro da Defesa, José Alencar, para avisá-lo sobre a decisão da Justiça, já que envolve o DAC --órgão subordinado ao Comando da Aeronáutico, que por sua vez responde para o ministério.
Segundo ela, Alencar disse que iria verificar a questão.
Ó interventor irá verificar todos os atos da empresa. Se o dinheiro que entrar não for direcionado para a administração da Varig, será utilizado para o pagamento de salários atrasados e outras dívidas trabalhistas.
"O objetivo da intervenção da empresa é que todo o dinheiro que entre seja direcionado para o pagamento dos trabalhadores", disse ela.
A decisão do juiz paulista atendeu à ação movida pelo Ministério Público do Trabalho de São Paulo, Sindicato Nacional dos Aeroviários e Sindicato Nacional dos Aeronautas.
Desde dezembro a empresa não paga os salários de cerca de 3.000 funcionários. Além dos atrasos salariais, a companhia mantém 400 funcionários em licença não-remunerada desde outubro de 2004.
Os sindicatos também reclamam de outras irregularidades trabalhistas, como o não-recolhimento de FGTS e apropriação indébita de parcelas de pensão alimentícia.
Procurada pela reportagem, a empresa informou que não comenta decisões judiciais. Mas adiantou que deverá recorrer da decisão assim que for oficialmente notificada.
No final de janeiro, o Sindicato dos Aeroviários de São Paulo protocolou na Justiça um pedido de arresto de bens Vasp.
Na ocasião, o presidente do sindicato, Uébio José da Silva, disse que o arresto de bens era uma medida preventiva contra a companhia. "Precisamos nos garantir para evitar episódios como o da Transbrasil, que parou de voar [em 2001] e deixou milhares de trabalhadores na mão", disse.
Com problemas de regularidade de vôo, a Vasp teve as últimas oito linhas regulares suspensas pelo DAC em janeiro. Desde então, a companhia só tem autorização para voar como empresa de charter ou fretamento.
Fundo de pensão
Os débitos trabalhistas da Vasp não se limitam à folha de pagamento dos funcionários. Em fevereiro, o Ministério da Previdência decretou a liquidação extrajudicial do Aeros, o fundo de pensão dos funcionários da Vasp.
A Previdência alegou desequilíbrios decorrentes de compromissos não honrados pela patrocinadora para determinar a liquidação do fundo.
O Sindicato Nacional dos Aeronautas e o Sindicato Nacional dos Aeroviários --ambos filiados à CUT-- criticaram a liquidação, pois o fundo de pensão estava sob intervenção do governo federal.
Luciano Cunha
SBBR - SBCI
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esqueceram de avisar para o vice-presidente e ministro da defasa, que eh a VASP, não a VARIGSegundo ela, Alencar disse que iria verificar a questão.
Ó interventor irá verificar todos os atos da empresa. Se o dinheiro que entrar não for direcionado para a administração da Varig, será utilizado para o pagamento de salários atrasados e outras dívidas trabalhistas.
esse texto realmente passou por uma revisão antes de ser noticiado?
"Precisamos nos garantir para evitar episódios como o da Transbrasil, que parou de voar [em 2001] e deixou milhares de trabalhadores na mão", disse.
---O sensato seria de agir ANTES da empresa suspender as operações e nao depois. Toda e qualquer grana desviada(salarios, tributos, FGTS/AERUS), sai antes de uma parada. A empresa sangra e os funcionarios morrem de fome, nao os administradores.---
---O sensato seria de agir ANTES da empresa suspender as operações e nao depois. Toda e qualquer grana desviada(salarios, tributos, FGTS/AERUS), sai antes de uma parada. A empresa sangra e os funcionarios morrem de fome, nao os administradores.---
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Normal, vindo da FDSP... Sempre tem furo...Omykron escreveu:esqueceram de avisar para o vice-presidente e ministro da defasa, que eh a VASP, não a VARIGSegundo ela, Alencar disse que iria verificar a questão.
Ó interventor irá verificar todos os atos da empresa. Se o dinheiro que entrar não for direcionado para a administração da Varig, será utilizado para o pagamento de salários atrasados e outras dívidas trabalhistas.
esse texto realmente passou por uma revisão antes de ser noticiado?
Luciano Cunha
SBBR - SBCI
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