Infraero começa a divulgar mudança de vôos para Confins

Notícias e artigos retirados da mídia em geral.

Moderador: Moderadores

Regras do fórum
As regras do fórum estão disponíveis CLICANDO AQUI.
Marco
PC
PC
Mensagens: 111
Registrado em: Ter Dez 21, 2004 11:15
Localização: Rio de Janeiro

Infraero começa a divulgar mudança de vôos para Confins

Mensagem por Marco »

Departamento de Aviação Civil publica portaria e confirma transferência dos vôos da Pampulha para Confins. Passageiros vão receber folhetos sobre as alterações no acesso


(Ana Carolina Seleme/Estado de Minas)



A transferência dos vôos do aeroporto da Pampulha para Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi oficializada ontem. O Departamento de Aviação Civil (DAC) anunciou a publicação da Portaria 189/DGAC, que regulamenta os procedimentos a serem adotados a partir da 0h de domingo. A maioria dos vôos passa a decolar e pousar no Aeroporto Internacional Tancredo Neves. A partir de hoje, segundo a Infraero, os passageiros de aeronaves receberão folhetos com explicações sobre a mudança.

Enquanto o DAC e a Infraero tentam informar, em um curto espaço de tempo, os passageiros que serão afetados pela mudança, o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) discutirá com moradores de Vespasiano o projeto básico de duplicação da MG-010, principal via de acesso a Confins. Hoje, às 19h, no cineteatro da cidade, as intervenções previstas para a rodovia serão apresentadas à comunidade, que poderá dar sugestões e fazer críticas. “Vespasiano será um dos municípios mais beneficiados pelas intervenções e o que terá mais obras”, diz a gerente de projetos de reestruturação da plataforma logística e de transporte da Região Metropolitana de Belo Horizonte do DER, Maria Tereza Monteiro de Castro Lisboa.

A gerente informa que, na próxima semana, começa a construção de duas passarelas, nos km17 e 19 da MG-010. “Como o fluxo de carros na via vai aumentar, as estruturas serão construídas para garantir a segurança dos pedestres”, explica. A duplicação da rodovia está prevista para começar até junho deste ano. “O edital deverá ser publicado este mês e a obra começa no fim deste semestre”, garante.

A Infraero informa que os passageiros que chegarem ou deixarem Belo Horizonte vão receber um folheto com os detalhes das mudanças dos vôos. A partir de amanhã, as alterações serão divulgadas por rádio, televisão e jornal e na sexta-feira, serão usados out-doors e placas. As companhias aéreas já divulgaram as tabelas com os novos horários de partida e chegada do terminal de Confins.

A Cemig testou ontem parte da iluminação instalada na rodovia. São 176 postes entre a avenida Pedro I, Norte da capital, e o bairro São Benedito, em Santa Luzia, Grande BH. Os trabalhos para melhorar a iluminação, nesse trecho, estão concluídos mas a inauguração só acontecerá quando toda a obra da MG-010 estiver concluída.
Marco
PC
PC
Mensagens: 111
Registrado em: Ter Dez 21, 2004 11:15
Localização: Rio de Janeiro

Táxi vai custar no mínimo R$ 85

Mensagem por Marco »

Quem viajar de avião, a partir de domingo, terá que fazer contas na ponta do lápis, literalmente. As cooperativas de táxi já fixaram os preços da viagem do Centro até Confins. Veículos conveniados vão cobrar R$ 85. Já as corridas feitas por táxis independentes podem chegar a R$ 110, incluída a taxa de retorno. “Além da distância causar perda de tempo, as pessoas vão gastar muito dinheiro se usarem táxi para chegar a Confins”, afirma o engenheiro Ângelo Alvarenga Pires, de 44 anos, que viaja duas vezes por semana para Goiânia. “A passagem de avião custa cerca de R$ 200. Ficará caro demais ir para o aeroporto de táxi. O melhor será pegar os ônibus especiais”, afirma.

Com o anúncio feito pelas empresas aéreas esta semana de redução de até 70% nos preços dos bilhetes, o táxi entre o Centro de BH e o aeroporto internacional vão ter custo quase que similares. A Gol Linhas Aéreas, por exemplo, anunciou passagem de ida ou volta para São Paulo a R$ 112. A opção para quem quiser economizar, vai ser encarar uma hora de ônibus para Confins, tempo que é, em média, o mesmo para a viagem entre a capital e a capital paulista, via aérea.

A passagem do ônibus convencional, a partir da rodoviária, custa R$ 5,25. O executivo, com ar condicionado, que sai do Terminal Turístico JK, R$ 13,60. A Viação Expresso Unir, autorizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG) a fazer o trajeto entre a capital e o Aeroporto Internacional, promete disponibilizar mais de 50 horários diários entre o Centro e Confins, partindo em intervalos de cinco a 15 minutos.

Ônibus

A intenção da Unir, conforme anunciou o ESTADO DE MINAS na semana passada, é criar um novo terminal de passageiros na avenida Álvares Cabral, altura do número 381, entre as ruas da Bahia e Espírito Santo, no Centro de Belo Horizonte. A loja, de 600 metros quadrados, vai funcionar como sala de espera. Os ônibus terão ar condicionado, banheiro e monitoramento de localização via satélite. Há projeto para instalar nesta sala, futuramente, painéis eletrônicos, com todos os horários vôos em Confins. A empresa garante que vai aumentar ainda a frota de ônibus comuns, que saem da rodoviária, já que precisará atender os cerca de 4 mil trabalhadores que serão transferidos de Pampulha para Confins.

Para facilitar o deslocamento dos ônibus, a BHTrans implanta neste sábado a sinalização na avenida Álvares Cabral, para o projeto Conexão Aeroporto Internacional Tancredo Neves, que será operado pelo DER. A conexão começa a funcionar a partir de domingo, dia 13. No local, serão criadas três vagas para embarque e desembarque de ônibus especiais com destino ao aeroporto; dez vagas para táxis comuns (brancos) e seis vagas para táxis especiais (azuis); 26 vagas de estacionamento rotativo (com tempo máximo de permanência de uma hora), sendo 19 de estacionamento a 90 graus e sete de estacionamento paralelo; e, quatro vagas de embarque e desembarque para veículos particulares.

De acordo com a empresa que gerencia o trânsito na capital mineira, foram feitos estudos de impacto na avenida Álvares Cabral, cuja pista que será usada para as manobras dos ônibus, táxis e demais veículos que vão circular por ali para deixar ou buscar passageiros é hoje de trânsito local. As mudanças feitas pela BHTrans a partir de sábado estão dimensionadas para receber o tráfego de veículos, mas a empresa fará monitoramento na área e, em caso de mudanças, pode fazer revisão na circulação das vias.
Marco
PC
PC
Mensagens: 111
Registrado em: Ter Dez 21, 2004 11:15
Localização: Rio de Janeiro

Confusão na troca de vôos para Confins

Mensagem por Marco »

www.hojeemdia.com.br

PASSAGEIROS no Aeroporto da Pampulha reclamam da falta de informações com a transferência dos vôos para Confins. ALAIR MADUREIRA, motorista de ônibus que pede obras na MG-10, na ida para Cofins, para redução dos acidentes e atropelamentos (Fotos Cristiano Machado)

Jaqueline da Mata
Repórter

Os efeitos das chuvas foram sentidos ontem pelos passageiros de 56 vôos transferidos do Aeroporto da Pampulha para o de Confins, entre as 19 horas de segunda-feira e as 11 horas de ontem. Houve desinformação e confusão, levando pessoas a perderem seus compromissos. Nervosismo, preocupação e raiva estavam estampados na fisionomia da maioria dos passageiros.
“Isto é uma falta de organização e desconsideração com os passageiros. Liguei ontem (segunda-feira) para a TAM querendo saber se meu vôo para Salvador sairia às 10h30 da Pampulha e falaram que sim. Chego aqui e sou avisada que seremos transportados para Confins", reclamou a jornalista Betânia Barreto, 26 anos. Mais perplexo estava seu companheiro de viagem, o inglês Adam Umderhill, 27 anos, que disse “não estar acostumado com essas coisas".
Pior situação passaram dezenas de executivos que tinham compromissos agendados no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Com celulares nas mãos, eles tentavam reformular as agendas de trabalho. Todo esse transtorno foi ainda consequência de um temporal que não durou mais do que 20 minutos, na noite de segunda-feira, mas foi suficiente para alagar o Aeroporto da Pampulha. A água subiu 30 centímetros no terminal o provocou a interdição do aeroporto. Ontem pela manhã, funcionários ainda limpavam e desinfetavam o local. Somente a GOL operou normalmente, enquanto as outras companhias, com equipamentos danificados, tiveram que remarcar vôos e coordenar o transporte dos passageiros para Confins.
Na TAM, somente na manhã de ontem, pelo menos 600 passageiros foram transportados para Confins, como informou o gerente de aeroportos, Geraldo Limeiro. “Para quem tinha passagens marcadas até 10h30 providenciamos ônibus", disse Limeira.

Desinformação

As alternativas não agradaram aos passageiros. “Acho uma descortesia. As companhias aéreas deveriam ligar para os passageiros e avisar sobre o problema", disse o empresário Aristídes França, 58 anos. Seu compromisso em Brasília estava agendado para as 11 horas foi transferido para hoje. Seu vôo estava marcado para às 9h49. “Não vou mudar de aeroporto, achei melhor ficar aqui e esperar o vôo depois das 11 horas, apesar da conexão no Rio de Janeiro', disse.
Sem nenhuma informação, a missionária Valéria San Ruan Figueiredo, 36 anos, achou melhor ir por conta própria para o Aeroporto de Confins, onde partiria para Salvador. “Tenho um vôo para Lisboa nesta noite e não vou perder tempo, aqui na Pampulha. Ninguém está informando direito", afirmou. Na avaliação do coordenador-geral do Procon Assembléia, Marcelo Barbosa, a passageira foi precipitada. “O consumidor não pode arcar com nenhum ônus. Nesses casos as companhias aéreas têm obrigação de fornecer o transporte e, se for o caso, hospedagem e alimentação", disse o advogado.
Ele alerta para que o fato seja registrado por escrito na companhia aérea e no Departamento de Aviação Civil (DAC) para depois ser formalizado no Procon. “O passageiro tem até 30 dias para entrar com a queixa nos Procons", enfatizou Barbosa.

Serviços não funcionaram

Bruno Carvalho
REPÓRTER

O Aeroporto de Confins experimentou ontem um pouco do movimento que deve começar no domingo, com a transferência dos vôos do Aeroporto da Pampulha para lá. Entretanto, como a mudança não estava planejada, muitos serviços não funcionaram bem. Área do check-in doméstico lotada, operadores das empresas aéreas correndo de um lado para o outro, passageiros sem saber para onde ir. O dia foi de muito atraso e nervosismo para quem precisava voar para outra cidade.
A analista de comércio exterior Roberta Maciel, 24 anos, tinha um compromisso ontem de manhã no Rio de Janeiro, mas chegou atrasada. Seu vôo estava marcado para as 11h40 na Pampulha, mas ela recebeu a recomendação de ir para Confins. Após fazer check-in e ir para a sala de embarque, às 11 horas, foi informada que deveria voltar à Pampulha, pois o vôo sairia de lá.
Na noite de segunda-feira, o consultor Carlos Emídio, 34 anos, teve seu vôo para Campinas (SP) cancelado. Ele foi instruído pela companhia aérea a ir para um hotel e voltar no dia seguinte. Como o cancelamento de sua viagem foi em função de fenômenos naturais, a empresa não se responsabiliza pelos custos. Carlos gastou R$ 140 com o hotel e R$ 90 com o táxi para o Aeroporto de Confins. Entretanto, foi instruído a voltar para Pampulha, em ônibus fretado pela empresa. “Eu tenho que ir para Florianópolis, não sei se terei tempo de passar em casa e chegar na hora marcada".

Pedestres pedem mais segurança

Segurança para os pedestres, com passarelas, viadutos e pistas ao lado da estrada. Esse é o desejo de quem mora e convive diariamente com a MG-10, ligação da capital com o Aeroporto de Confins, em seus 28 quilômetros de extensão. Hoje, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) faz consulta popular sobre o projeto de duplicação da rodovia, na Escola Técnica, Teatro Capucho, localizado à Rua São Paulo, 958, Bairro Célvia, em Vespasiano, às 19 horas. A assessoria de imprensa do DER não divulgou o conteúdo do projeto. Os vôos do Aeroporto da Pampulha mudam para Confins no próximo domingo.
O sargento Sinval Fernandes Amorim, da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), trabalha no posto policial montado na MG-010. Ele teme que a duplicação aumente o número de atropelamentos, que são constantes no trecho. O tenente Natã Cruz Campanher, responsável pelo posto, informou que ainda não foram definidas as melhorias no trecho.
Do viaduto sobre a Avenida Pedro I, no final da Avenida Cristiano Machado, em Venda Nova, até o Bairro Jardim Felicidade, já em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), são sete quilômetros de pista duplicada, a maioria em concreto. Em seguida, são 21 quilômetros de pista ora duplicada, ora única, com asfalto em boas condições. Entretanto, o crescimento dos bairros em torno da rodovia torna a vida perigosa nesses locais.
O cobrador de ônibus Roberto Ribeiro, 39 anos, visita sua sogra regularmente. Ela mora no Jardim da Glória, à beira da estrada. Para ele, a pista é muito perigosa e o tráfego de pedestres é intenso. “Deveriam não só duplicar, mas também construir um espaço para os pedestres andarem", sugere. Sua mulher não gosta de passar pela passarela de metal, pois tem medo que a estrutura ceda. “Ela passa por baixo mesmo, prefere o risco da estrada do que a passarela de metal. A passarela deveria ser de concreto", afirma.
Para atravessar a MG-10 com seu caminhão, na altura do Bairro Jardim Felicidade, em Vespasiano, onde mora, o motorista de ônibus Alair Madureira, 39 anos, espera até 30 minutos, pois o trânsito é intenso. Para ele, seria importante a construção de um viaduto para facilitar as manobras, tanto de veículos de carga como de passageiros. O padeiro João Nunes, 55 anos, disse que já perdeu a conta de quantos morreram em frente ao quebra-molas, no Bairro Jardim Felicidade, em Vespasiano.
Phenom
MASTER
MASTER
Mensagens: 1768
Registrado em: Dom Dez 19, 2004 15:47

Mensagem por Phenom »

Realmente eu acho que a Infraero está tomando algumas medidas muito em cima da hora. Essas campanhas pra informação, esclarecimentos na questão do transporte e tudo mais já deveriam ter sido feitas há no mínimo 1 mês. Eu sou capaz de apostar que as obras no terraço em CNF também não foram concluídas a tempo haja vista que estão reformando a área há 1 ano e meio e não terminam nunca. Eu estive caminhando na região onde anunciaram esse tal terminal de conexão como "em obras" e não achei nada. Não sei se não há nada mesmo ou se informaram errado o local. Enfim, o pessoal de novo dá uma aula de improvisos de última hora.


Abraço
Marco
PC
PC
Mensagens: 111
Registrado em: Ter Dez 21, 2004 11:15
Localização: Rio de Janeiro

DER prepara população para tráfego na rodovia que liga BH a

Mensagem por Marco »

(Alexandre Vaz/Portal Uai)



O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG) deu início nesta quinta-feira a uma ampla campanha educativa junto à população que vive no entorno da MG-010, rodovia que liga Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Equipes de educadores orientaram as pessoas sobre o aumento no tráfego que deverá ocorrer na estrada após a transferência de 128 vôos da Pampulha para Confins.

Atualmente, a MG-010 recebe um fluxo diário de 40 mil veículos. Segundo o DER/MG, com a transferência, que ocorre a partir da próxima segunda-feira, a expectativa é de que este fluxo aumente em até 100%.

Para evitar possíveis acidentes, o DER/MG montou uma blitz educativa no posto da Polícia Rodoviária Federal, na altura do km 23 da rodovia. Além dos motoristas, ciclistas e pedestres vão receber panfletos educativos. “Além de tirar dúvidas, ouvimos as sugestões da comunidade”, a chefe do Serviço de Educação para o Trânsito do DER/MG, Rosely Fantoni Silva.

Além da população que vive no entorno da estrada, a campanha também abrange empresas e escolas das cidades vizinhas à MG-010, como Confins, Lagoa Santa e Vespasiano. A chefe do Serviço de Educação para o Trânsito do DER/MG alerta que, além do trabalho educativo, a Polícia Militar Rodoviária vai manter uma fiscalização rigorosa na rodovia.
Marco
PC
PC
Mensagens: 111
Registrado em: Ter Dez 21, 2004 11:15
Localização: Rio de Janeiro

Viagem de táxi de BH ao aeroporto de Confins é fixada em R$

Mensagem por Marco »

O prefeito Fernando Pimentel (PT) e o Sindicato dos Taxistas de Belo Horizonte entraram em acordo nesta quinta-feira sobre o preço da corrida de táxi da capital mineira até o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande Belo Horizonte. O mesmo preço valerá para a viagem de volta.

Ficou acertado que o trajeto, de qualquer ponto da cidade, custará a tarifa única de R$ 60, sem taxa de retorno. A viagem poderá ser realizada por qualquer um dos 6 mil táxis comuns registrados junto ao sindicato. “Acho esse preço justo, compatível com o tamanho do trajeto”, informou o prefeito.

Fernando Pimentel informou ainda que, no Aeroporto de Confins, haverá uma área reservada para o estacionamento de táxis, que comportará um total de 200 carros.
Marco
PC
PC
Mensagens: 111
Registrado em: Ter Dez 21, 2004 11:15
Localização: Rio de Janeiro

Prefeitura de Confins promove farra das placas para taxistas

Mensagem por Marco »

O processo de concessão de placas de táxi em Confins, de 5 mil habitantes e distante 39 quilômetros de Belo Horizonte, está em xeque. A prefeitura e a Câmara Municipal distribuíram, na semana passada, 130 placas em caráter provisório, para que motoristas que moram na cidade possam aproveitar o filão da transferência de vôos da Pampulha para o aeroporto internacional. A medida foi tomada depois de a prefeitura ter dois processos para conceder as placas – um de licitação e outro de seleção – anulados pela Justiça.

O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG) garante que não solicitou aumento da frota do município nem tem em sua planilha idéia de trabalhar com esses veículos. Apenas com os 40 táxis que já existiam em Confins e 550 outros: 217 especiais metropolitanos, 143 táxis comuns de Lagoa Santa e 200 comuns de Belo Horizonte. Segundo o diretor de Operações Metropolitanas do DER, Luiz Otávio ZizaValadares, o município tem autonomia para conceder novas placas de táxi, mas como é o DER quem gerencia o transporte na Grande BH, o tráfego entre municípios depende do órgão. “A prefeitura pode até tentar negociar conosco essa operação, mas ainda não temos nada, nem os registros desses táxis novos”, garante.

Lei municipal em vigor até dezembro de 2004 autorizava 40 permissões de táxi em Confins. Em janeiro deste ano, a Câmara Municipal aprovou uma nova lei para aumentar as permissões para 130. De acordo com o procurador-geral do município, Fernando Elias, o aumento foi baseado em um estudo encomendado pela prefeitura, para atender à demanda do aeroporto, que hoje tem apenas cinco vôos diários e no domingo passará a receber 120 vôos diários transferidos do Aeroporto da Pampulha.

Segundo o procurador, o problema teve início na gestão passada, do prefeito João Batista da Silva, que foi procurado pelo ESTADO DE MINAS para comentar o caso, mas não foi localizado. De acordo com Elias, em novembro de 2004, a prefeitura distribuiu 130 placas, sendo que 80% dos ganhadores do “brinde”, que tem cotação de mercado de R$ 20 mil, eram de outras cidades. A atual administração entrou na Justiça e conseguiu anular a concessão. A partir daí, abriu-se um processo de licitação legal, que foi anulado pela Justiça, porque um dos critérios era a residência em Confins.

“O juiz entendeu que era muito restritivo. Decidimos dispensar a licitação e promover uma seleção, dentro da comunidade, considerando tempo de carteira, experiência, cursos, formação e residência em Confins. Também foi negado pela Justiça. Diante do início da operação ampliada do aeroporto, domingo, não nos restou outra saída senão distribuir as placas em caráter temporário por seis meses. Cuidamos para não distribuir mais de uma placa para a mesma família”, diz.

A comunidade de Confins estranhou a “distribuição” de placas. O vigilante Carlos Henrique, de 25 anos, que mora na cidade, comenta que a doação de placas provocou confusão. “Todo mundo correu para comprar carro, ajeitar a papelada. Mas as placas foram só para os “peixes” deles”, disse. O mecânico Ronan Martins, de 20, conta que a confusão da corrida pelas placas de táxi se arrasta desde o início do ano. “Lançaram um edital para fazer a licitação das placas e quem se interessou pagou R$ 2 e começou a preparar os documentos. Depois disso, cancelaram duas vezes o edital e, agora, distribuiram as placas. Muito estranho”, diz.

Feliz da vida por ter sido premiado com uma das placas, o taxista Adail Júlio da Silva, de 49 anos, dos quais 20 na praça, já comprou um carro novo, um Fiat Siena. Hoje, ganha cerca de R$ 400 mensais fazendo pequenas corridas e uma ou outra entre o aeroporto internacional e a capital. “Finalmente vou trabalhar com minha placa, porque há anos sou diarista. Agora, vou poder rodar mais e ganhar uns R$ 2 mil.”
Responder