Confins: entre o sonho e a realidade
Hoje em Dia - MG - 20/02/2005
A promessa de desenvolvimento e conseqüente geração de empregos para os municípios de Vespasiano, Lagoa Santa e Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em função do maior movimento do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, a partir de 13 de março, tem reavivado as esperanças dos moradores e comerciantes em garantir uma situação financeira mais confortável. As cidades estão às margens do corredor BH/aeroporto, na rodovia MG-010, e a população já está de olho na possibilidade de agarrar uma vaga. Os municípios também querem ser vitrines para que empresas de médio e grande porte lá se instalem, atraídas pela possibilidade do transporte rápido e seguro praticamente na porta.
Com a transferência dos vôos da Pam pulha, Confins passará a operar com 118 vôos por dia. A expectativa é de um movimento diário de 25 mil pessoas, entre funcionários, passageiros e acompanhantes. Só de passageiros serão oito mil. Também haverá aumento da oferta de serviços, mas a Infraero ainda está fazendo o levantamento das atividades a serem instaladas no aeroporto. O assunto está na boca da população de Confins, que alimenta uma expectativa muito grande, já que metade dos moradores está desempregada.
Um exemplo são as amigas Sônia Aparecida Machado Fernandes, 30 anos, Lílian Marques Guimarães, 20 anos, e Elen Leocádio Estêvão Candeias, 20 anos. Elas contam que até mesmo para arranjar “bico" está difícil. “Meu sonho é trabalhar lá, como recepcionista, no atendimento ao público, vendendo passagens, qualquer coisa, desde que esteja trabalhando", afirma Sônia, desempregada há dois anos. Ela conta que já fez alguns cursos profissionalizantes, como auxiliar de escritório, contabilidade técnica e informática. A possibilidade de um emprego, leva Elen a sonhar com a volta aos estudos. Também moradora de Confins, Cely Fernandino, 48 anos, tem 28 anos de experiência na área de turismo. Com inglês fluente e francês intermediário, ela busca chances em uma empresa internacional. “Confins está mais preparado para vôos domésticos, ainda está precário para vôos internacionais. Mas recebi um primeiro contato da Varig hoje (sexta-feira)", comemora. Cely receia que a mão-de-obra dos jovens de sua cidade não seja aproveitada pelas companhias aéreas por inexperiência e falta de qualificação. “As empresas costumam contratar estagiá rios, talvez aqueles sem experiência sejam aproveitados nos serviços auxiliares", avalia.
Na vizinha Vespasiano, os moradores também estão atentos à possibilidade de novas oportunidades de emprego. Com quatro adolescentes em casa, a desempregada Marlene Maria da Silva, 38 anos, acredita que o jovem sem ocupação acaba sendo atraído pelas drogas e pela violência. Uma das filhas dela, Jéssica Silva da Rosa, 16 anos, largou os estudos no final do ano passado e foi morar com a tia em São Pulo, fazendo um trabalho temporário numa empresa de sacos de embalagem. “Ganhei R$ 300 e deu para ajudar minha família", disse a moça, que já retornou da capital paulista.
As prefeituras das três cidades planejam investir na capacitação da mão-de-obra local para que possa ser absorvida na de manda de serviços do aeroporto e nas indústrias, que já começam a fazer contatos com os administradores municipais.
Prefeituras tentam 'arrumar a casa' - Uma disputa que promete muitos participantes é pelas 130 placas de táxi, demanda necessária com o maior movimento no Aeroporto de Confins. As inscrições terminam na terça-feira, às 9 horas, e devem ser feitas na Prefeitura de Confins. Elas são abertas a todos os motoristas interessados, embora um dos critérios de seleção seja residência fixa no município. Os demais são escolaridade, tempo de habilitação e conclusão do curso de preparação de condutores. De acordo com o procurador municipal de Confins, Fernando Elias dos Reis Costa, os contemplados serão conhecidos já na terça-feira. Em caso de empate haverá sorteio. Não serão permitidos condutores auxiliares, apenas em casos excepcionais.
Para atrair mais empresas, as prefeituras pretendem ceder a elas seus próprios terrenos, localizados nos distritos industriais. Em contrapartida, elas deverão absorver a mão-de-obra local e não poderão poluir a cidade. Em Vespasiano, que possui como diferencial o transporte ferroviário - a linha férrea passa na área central da cidade -, o secretário Municipal de Indústria e Comércio, Edward Stehling Saraiva, está mapeando os terrenos existentes no distrito industrial, que conta hoje com 20 empresas. “Não vamos comprar lotes para não haver especulação imobiliária. Vamos entrar em contato com algumas empresas que receberam áreas, na administração anterior, e até hoje não investiram. Vamos dar oportunidades a outras", disse Saraiva.
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Confins, Ederson Ferreira da Silva, também está avaliando a possibilidade de rever os contratos antigos, em terrenos onde as empresas beneficiadas não fizeram qualquer investimento. “Não temos como instalar empresas de grande porte no município, porque não temos distrito industrial, mas estamos em negociação com as de médio porte, como uma no ramo de cosméticos", adianta o secretário. Em Lagoa Santa, o secretário de Desenvolvimento Econô mico, Marcelo Doco, aposta na instalação de mais 20 empresas até 2007 em um dos três distritos industriais.
Crescimento depende da duplicação - A aposta em Vespasiano, Lagoa Santa e Confins, como municípios com vasta potencialidade industrial, está associada ao melhoramento do acesso e da segurança do trecho da MG-10, que liga Belo Horizonte ao Aeroporto de Confins. O projeto básico de duplicação da rodovia deverá ser submetido à consulta pública na primeira semana de março. Segundo a assessoria de imprensa do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/MG), a população será chamada a opinar sobre a obra. As sugestões populares serão analisadas e o projeto poderá receber alteração, para só então iniciar a execução.
O início da nova iluminação já pode ser percebido pelas pessoas. O engenheiro de projetos da Cemig, João Mendonça de Almeida, informou que no trecho de 4,5 quilômetros, da saída da Avenida Cristiano Machado ao Viaduto do Bairro São Benedito, onde a rodovia já está duplicada, serão instalados postes de 16 metros, a uma distância de 55 metros um do outro, nas bordas do canteiro central, nos dois sen tidos. Esse projeto será adotado em toda a via. Com a expectativa de intensificação do trânsito, mesmo sem a duplicação de todo o trecho até Confins, a Cemig vai instalar iluminação às margens do acostamento. No trecho de Vespasiano a Lagoa Santa, a duplicação vai ocorrer apenas do lado direito da rodovia; já a duplicação Lagoa Santa/Confins ocorrerá no lado esquerdo. O custo total da obra é de R$ 4,46 milhões.
Com a transferência dos vôos para Confins, a partir do dia 13 de março, a Pampulha ficará limitada aos seguintes vôos diários: BH-São Paulo, pela TAM, às 7h55 e pela Varig, às 6h55; para Brasília, pela GOL, às 9h25; e Rio, pela Varig, às 8h29. A chegada em BH acontecerá às 7h40, com vôo do Rio, pela Varig; às 19h10, pela GOL, saindo de Brasília; às 20h15, proveniente de São Paulo, pela TAM; e às 21h40 também de São Paulo, pela Varig.
Confins: entre o sonho e a realidade
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Essa mudança está alimentando a esperança de muita gente não só de Confins mas de toda a grande BH. Ao contrário do que se pensou, que muitos perderiam seus empregos nas companhias estamos vendo é o inverso. Além do pessoal de PLU que está sendo movido o número de pessoas será ampliado. Isso sem falar nos pontos comerciais a serem explorados.
Abraço
Abraço
O jornal EM como sempre contra a transferência !!!
Com a mudança dos 150 pousos e decolagens diários para o Aeroporto de Confins, a partir de 13 de março, empresários temem que a falta de clientes os obrigue a fecharem as portas
O empresário Marcos José Nogueira Rosa comprou há dois anos um terreno de cerca de 2 mil metros nas vizinhanças do Aeroporto da Pampulha. De olho no movimento de funcionários do aeroporto e passageiros, há um ano começou as obras para construir um restaurante na região. O bem montado restaurante (Jardim de Minas) consumiu investimentos no total de R$ 600 mil. A inauguração foi marcada para a segunda quinzena de março deste ano. O que Marcos Rosa não previa quando planejou o negócio era que grande parte de sua clientela seria transportada dois dias antes da inauguração para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins).
“Montei o negócio pensando também nos clientes do aeroporto. Depois que soube da transferência dos vôos, pensei até em parar as obras. Mas já havia feito mais da metade do meu investimento”, afirma Marcos. O empresário não é o único com expectativas sombrias em relação ao futuro do negócio. Assim como ele, diversos comerciantes estão apreensivos com a transferência dos vôos do Aeroporto da Pampulha para Confins, marcada para 13 de março. Tanto os concessionários do aeroporto quanto os empresários da região ainda não decidiram o rumo que vão dar aos seus negócios a partir do próximo mês. Em muitos casos, mais de 90% da clientela é de funcionários ou passageiros dos vôos do Aeroporto da Pampulha.
"Depois que soube da transferência, pensei até em parar as obras, mas já havia feito mais da metade do investimento" Marcos Nogueira Rosa, que investiu R$ 600 mil em um restaurante próximo ao aeroporto
PORTARIA A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) ainda não se manifestou sobre a situação dos concessionários. Segundo a Infraero, a questão só vai poder ser discutida depois que sair a portaria do Departamento de Aviação Civil (DAC) com a determinação dos vôos que serão mantidos na Pampulha. A previsão é que a portaria seja liberada ainda esta semana.
"Vamos ter que renegociar o valor do aluguel. Vai ser muito difícil manter a loja, se o número de passageiros cair muito" Geraldo Martins Filho, um dos donos da banca de livros e revistas
A expectativa em relação às mudanças atinge restaurantes, estacionamentos, locadoras de veículos, lojas, bancas de revistas e taxistas. Muitos fizeram investimentos recentes em função da proximidade com o aeroporto e não vêem possibilidades de transferir o negócio para Confins. Do Aeroporto da Pampulha parte ou chegam atualmente mais de 150 vôos regulares por dia, com o transporte de cerca de 10 mil passageiros. Além disso, conta com cerca de 3 mil funcionários, que ajudam a aquecer o comércio local. A previsão é que a partir da segunda quinzena de março passe a operar com apenas seis vôos diários de ponte-aérea: três pela manhã e três no final da tarde.
"Poucos taxistas vão querer ficar na Pampulha. Não dá para enfrentar uma fila tão grande para esperar por apenas seis vôos diários" Luciano Quirino de Oliveira, Taxista
Keila Fernandes, uma das proprietárias do Churrasquinho do Manuel, um dos restaurantes mais próximos do aeroporto, lembra que muitos empregos ficam ameaçados com a transferência dos vôos. “A única coisa que temos a fazer é esperar e ver como fica o movimento com a mudança”, diz. Segundo ela, cerca de 50% da clientela do restaurante é de funcionários e passageiros do Aeroporto da Pampulha.
Entre os taxistas da região, a reclamação é geral: “Não vamos poder ir para Confins, pois lá já é município de Lagoa Santa. É uma região onde não podemos trabalhar”, afirma Alessandro Alan Moreira, taxista que trabalha há dois anos apenas com os passageiros do Aeroporto da Pampulha. Segundo ele, a única saída vai ser bucar passageiros nas portas dos hotéis no Centro de Belo Horizonte.
Luciano Quirino de Oliveira trabalha como taxista há seis anos na região do aeroporto e teme que o número de carros no Centro da capital fique muito saturado. “Poucos taxistas vão querer ficar na Pampulha. Não dá para enfrentar uma fila tão grande para esperar por apenas seis vôos diários”, diz Oliveira. Dependendo do dia, os taxistas chegam a esperar até cinco horas para atender clientes do aeroporto. “Mas vale a pena, pois as corridas costumam ser maiores”, observa Oliveira.
NEGOCIAÇÃO Os concessionários que trabalham dentro do aeroporto vão esperar a transferência dos vôos para tentar negociar o aluguel das áreas. “Vamos ter que renegociar o valor. Vai ser muito difícil manter a loja, se o número de passageiros cair muito”, afirma Geraldo Martins Filho, um dos donos da banca de livros e revistas dentro do aeroporto. Seu pai, Geraldo Martins, trabalha na banca do aeroporto há 54 anos. Atualmente, sua mulher e os três filhos ajudam no atendimento.
O empresário Eduardo Augusto de Oliveira tem um estande de camisetas de malha bordadas com motivos brasileiros e mineiros no aeroporto. “Já analisei e não há chances de ir para Confins. O aumento de custo vai ser grande e lá há duas entradas de embarque. Os passageiros ficam mais espalhados. Na Pampulha, meu estande fica bem próximo do único embarque”, afirma Oliveira. Segundo ele, a administração do aeroporto informou que vai conversar sobre o valor do aluguel depois de 30 dias da transferência dos vôos. “Mas acho que isso deveria ocorrer logo na data da mudança, pois as vendas não vão ser as mesmas”, diz.
Análise da notícia
O fim do movimento do Aeroporto da Pampulha, que nem chegou a desenvolver seu potencial de polo comercial e de serviços, vem se somar à demora e ao aumento do custo do deslocamento até Confins nas viagens executivas. Sem prejuízo de seus aeroportos de grande porte, que servem aos vôos de longo curso, São Paulo e Rio de Janeiro estão não apenas mantendo como também modernizando os centrais Congonhas e Santos Dumont, que tornam as viagens de negócios mais breves, mais práticas e mais baratas. É um fator a menos de competitividade para nossos empresários e executivos e a perda de um fator de transformação daquele ponto da cidade em um centro de serviços avançados, como nas metrópoles mais desenvolvidas do mundo. (Pedro Lobato)
O empresário Marcos José Nogueira Rosa comprou há dois anos um terreno de cerca de 2 mil metros nas vizinhanças do Aeroporto da Pampulha. De olho no movimento de funcionários do aeroporto e passageiros, há um ano começou as obras para construir um restaurante na região. O bem montado restaurante (Jardim de Minas) consumiu investimentos no total de R$ 600 mil. A inauguração foi marcada para a segunda quinzena de março deste ano. O que Marcos Rosa não previa quando planejou o negócio era que grande parte de sua clientela seria transportada dois dias antes da inauguração para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins).
“Montei o negócio pensando também nos clientes do aeroporto. Depois que soube da transferência dos vôos, pensei até em parar as obras. Mas já havia feito mais da metade do meu investimento”, afirma Marcos. O empresário não é o único com expectativas sombrias em relação ao futuro do negócio. Assim como ele, diversos comerciantes estão apreensivos com a transferência dos vôos do Aeroporto da Pampulha para Confins, marcada para 13 de março. Tanto os concessionários do aeroporto quanto os empresários da região ainda não decidiram o rumo que vão dar aos seus negócios a partir do próximo mês. Em muitos casos, mais de 90% da clientela é de funcionários ou passageiros dos vôos do Aeroporto da Pampulha.
"Depois que soube da transferência, pensei até em parar as obras, mas já havia feito mais da metade do investimento" Marcos Nogueira Rosa, que investiu R$ 600 mil em um restaurante próximo ao aeroporto
PORTARIA A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) ainda não se manifestou sobre a situação dos concessionários. Segundo a Infraero, a questão só vai poder ser discutida depois que sair a portaria do Departamento de Aviação Civil (DAC) com a determinação dos vôos que serão mantidos na Pampulha. A previsão é que a portaria seja liberada ainda esta semana.
"Vamos ter que renegociar o valor do aluguel. Vai ser muito difícil manter a loja, se o número de passageiros cair muito" Geraldo Martins Filho, um dos donos da banca de livros e revistas
A expectativa em relação às mudanças atinge restaurantes, estacionamentos, locadoras de veículos, lojas, bancas de revistas e taxistas. Muitos fizeram investimentos recentes em função da proximidade com o aeroporto e não vêem possibilidades de transferir o negócio para Confins. Do Aeroporto da Pampulha parte ou chegam atualmente mais de 150 vôos regulares por dia, com o transporte de cerca de 10 mil passageiros. Além disso, conta com cerca de 3 mil funcionários, que ajudam a aquecer o comércio local. A previsão é que a partir da segunda quinzena de março passe a operar com apenas seis vôos diários de ponte-aérea: três pela manhã e três no final da tarde.
"Poucos taxistas vão querer ficar na Pampulha. Não dá para enfrentar uma fila tão grande para esperar por apenas seis vôos diários" Luciano Quirino de Oliveira, Taxista
Keila Fernandes, uma das proprietárias do Churrasquinho do Manuel, um dos restaurantes mais próximos do aeroporto, lembra que muitos empregos ficam ameaçados com a transferência dos vôos. “A única coisa que temos a fazer é esperar e ver como fica o movimento com a mudança”, diz. Segundo ela, cerca de 50% da clientela do restaurante é de funcionários e passageiros do Aeroporto da Pampulha.
Entre os taxistas da região, a reclamação é geral: “Não vamos poder ir para Confins, pois lá já é município de Lagoa Santa. É uma região onde não podemos trabalhar”, afirma Alessandro Alan Moreira, taxista que trabalha há dois anos apenas com os passageiros do Aeroporto da Pampulha. Segundo ele, a única saída vai ser bucar passageiros nas portas dos hotéis no Centro de Belo Horizonte.
Luciano Quirino de Oliveira trabalha como taxista há seis anos na região do aeroporto e teme que o número de carros no Centro da capital fique muito saturado. “Poucos taxistas vão querer ficar na Pampulha. Não dá para enfrentar uma fila tão grande para esperar por apenas seis vôos diários”, diz Oliveira. Dependendo do dia, os taxistas chegam a esperar até cinco horas para atender clientes do aeroporto. “Mas vale a pena, pois as corridas costumam ser maiores”, observa Oliveira.
NEGOCIAÇÃO Os concessionários que trabalham dentro do aeroporto vão esperar a transferência dos vôos para tentar negociar o aluguel das áreas. “Vamos ter que renegociar o valor. Vai ser muito difícil manter a loja, se o número de passageiros cair muito”, afirma Geraldo Martins Filho, um dos donos da banca de livros e revistas dentro do aeroporto. Seu pai, Geraldo Martins, trabalha na banca do aeroporto há 54 anos. Atualmente, sua mulher e os três filhos ajudam no atendimento.
O empresário Eduardo Augusto de Oliveira tem um estande de camisetas de malha bordadas com motivos brasileiros e mineiros no aeroporto. “Já analisei e não há chances de ir para Confins. O aumento de custo vai ser grande e lá há duas entradas de embarque. Os passageiros ficam mais espalhados. Na Pampulha, meu estande fica bem próximo do único embarque”, afirma Oliveira. Segundo ele, a administração do aeroporto informou que vai conversar sobre o valor do aluguel depois de 30 dias da transferência dos vôos. “Mas acho que isso deveria ocorrer logo na data da mudança, pois as vendas não vão ser as mesmas”, diz.
Análise da notícia
O fim do movimento do Aeroporto da Pampulha, que nem chegou a desenvolver seu potencial de polo comercial e de serviços, vem se somar à demora e ao aumento do custo do deslocamento até Confins nas viagens executivas. Sem prejuízo de seus aeroportos de grande porte, que servem aos vôos de longo curso, São Paulo e Rio de Janeiro estão não apenas mantendo como também modernizando os centrais Congonhas e Santos Dumont, que tornam as viagens de negócios mais breves, mais práticas e mais baratas. É um fator a menos de competitividade para nossos empresários e executivos e a perda de um fator de transformação daquele ponto da cidade em um centro de serviços avançados, como nas metrópoles mais desenvolvidas do mundo. (Pedro Lobato)
Vale lembrar que o Rio não manteve seu aeroporto central normal inclusive quem sai de PLU hoje desce no GIG, então isso é uma meia verdade como sempre visando colocar CNF como vilão. Se fosse para igualar ao Rio ficaria só CGH em PLU, então não tem nada que espelhar na situação deles. Até porque é um cenário totalmente distinto. Agora é lógico que uma mudança dessa não tem condições de transferir investimentos como esses citados, em certos casos. Digo isso porque locadoras maiores tem total condição de se mudar pra CNF, inclusive a Localiza já tem uma unidade enorme em frente o aeroporto de Confins (não me pergunte o porque mas tem). Uma coisa que eu acho que devia ser modificada é a questão dos táxis. Eu sei que existe toda uma burocracia com relação a placas X municípios mas acho que nesse caso deveriam abrir uma exceção e permitir a circulação de taxistas de BH no trajeto BH-CNF-BH.
Abraço
Abraço


