(www.noticiaslusofonas.com / 9-Jul-2007 - 14:07)
TAAG lança voos para China e Dubai para rentabilizar serviços
A Transportadora Aérea Angolana (TAAG) vai inaugurar duas rotas internacionais para China e Dubai para rentabilizar os seus serviços, face à interdição que dos seus aviões sobrevoarem o espaço europeu, revelou hoje fonte da companhia.
"Vamos abrir duas novas rotas internacionais, sendo uma para a China e outra para o Dubai, tendo em vista a rentabilização dos nossos serviços devido à actual situação que a companhia atravessa", disse directora do gabinete de Comunicação e Imagem da TAAG, Agnela Barros.
A porta-voz da TAAG que se escusou a adiantar a data do início dos voos, disse que a transportadora aérea angolana fará essas linhas com os aviões Boeing 747 que, actualmente, asseguram as operações para o Brasil.
"Vamos dar prioridade aos voos para a China, Dubai e Brasil com os dois aviões Boeing 747 que possui uma versão "combi" que transporta especialmente carga, porque é aí onde ganhamos mais, isto em relação ao transporte de passageiros", afirmou Agnela Barros.
"Em Angola não temos turistas que viajem para o estrangeiro. A maior parte das pessoas fazem viagens de negócios e desde há muito que se faz sentir a necessidade destas ligações aéreas", acrescentou.
Questionada sobre a interdição imposta pela Comissão Europeia, a responsável afirmou que, "a TAAG ainda não dispõe de um documento legal" sobre a decisão comunitária.
Sobre a alternativa que a companhia está a usar para a Europa, com recurso a voos da TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde), Agnela Barros disse que a TAAG está a fazer uma "avaliação", da situação.
"Contactamos os passageiros e as tripulações e estamos a analisar os dados para ver se justifica-se continuarmos ou não", referiu.
A TAAG observa está desde sexta-feira proibida pela Comissão Europeia de sobrevoar o espaço europeu, devido a diversas falhas de segurança detectadas pela França.
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(www.noticiaslusofonas.com / 7-Jul-2007 - 17:30)
TAAG: Primeiros passageiros via Cabo Verde chegaram a Lisboa
Os passageiros que fizeram a primeira viagem de Luanda para Lisboa, via Cabo Verde, por a Transportadora Aérea Angolana (TAAG) estar proibida de voar no espaço europeu, chegaram hoje ao aeroporto da Portela cheios de queixas.
Visivelmente cansados, os passageiros queixaram-se sobretudo do tempo que tiveram de esperar no aeroporto do Sal para embarcarem num avião dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) com destino a Lisboa.
«O voo correu mal. Estávamos para embarcar às 08:30 e embarcámos às 10:30. Chegámos a Cabo Verde e estivemos lá quase três horas à espera, com fome e cansados. Ninguém nos dizia nada», disse à agência Lusa uma passageira que não se quis identificar.
De férias em Portugal, a passageira disse que «infelizmente» vai ter de regressar a Luanda via Sal, mas assim não pensa vir a Lisboa «tão cedo».
Também o casal Susana Sousa e Sidney Grilo criticam a paragem no Sal, afirmando que foi «muito desconfortável» por terem estado «três horas sentados na sala de embarque».
Quanto aos motivos, Sidney Grilo disse que o comandante informou que «quem controla o tráfego aéreo em Portugal apenas cedeu este horário para o voo».
Para aquele angolano, o ideal seria fazer Luanda-Joanesburgo-Lisboa porque teriam mais condições naquele aeroporto da África do Sul, onde poderia «comer ou navegar na Internet».
Habituados a voar pela TAAG, o casal disse nunca ter tido problemas ou sentido insegurança.
«Mas este tipo de decisões (de proibir TAAG de voar no espaço europeu) não são tomados de ânimo leve, nem há necessidade de estar a prejudicar deliberadamente a TAAG. Há critérios que não deviam estar a ser cumpridos», sublinhou Sidney Grilo.
Há 15 anos a viajar pela TAAG, Isaac Ferreira diz que nunca demorou tanto tempo para chegar a Lisboa.
«Demorei cerca de 11 horas para fazer uma viagem de sete. Não sabia que ia ficar tanto tempo no Sal. Pensava que era sair de um avião e entrar no outro», contou.
Ao contrário do avião da TACV que não vinha lotado para Lisboa, o que foi do aeroporto da Portela para o Sal estava completamente lotado.
Em declarações à Lusa, os passageiros que foram para Luanda mostraram-se conformados com a escala no Sal, mas não compreendem a decisão da UE de proibir os voos da TAAG no espaço europeu.
Excesso de zelo da UE foi um dos argumentos dados por Francisco Alexandre, um angolano que acredita que a proibição vai ser levantada na próxima reunião que a União Europeia vai ter para debater aquela proibição.
Já Alexandre Boa Morte, que viaja há 27 anos pela TAAG e não compreende como é que os seis aviões novos daquela companhia não podem voar em espaço europeu, diz que a escala no Sal vai ser um «transtorno total».
Também um comissário de bordo da TAAG que estava a fazer o check-in para ir para Luanda no voo da TACV diz que a decisão da UE «não faz sentido» por ocorrer «numa altura em que a empresa está a marcar passos visíveis para melhorar».
Desde sexta-feira, a TAAG está interdita de voar para o espaço europeu por ter sido incluída na «lista negra» das companhias aéreas da União Europeia.
A TAAG operava seis voos semanais de ida e volta Luanda-Lisboa, além de dois voos semanais de ida para a capital portuguesa, com regresso a Luanda partir de Paris e de Londres.
A solução encontrada foi os passageiros irem de Lisboa para o Sal num avião da TACV e seguirem depois para Luanda num aparelho da TAP.
O mesmo acontece para quem viaja de Luanda para Lisboa.
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(Fonte: www.noticiaslusofonas.com / 8-Jul-2007 - 12:28)
Crise da TAAG deverá originar remodelação no Governo
O presidente angolano ordenou auditorias à autoridade aeronáutica de Angola (INAVIC), à própria TAAG e a todos os organismos envolvidos para pôr a casa em ordem
O presidente angolano mantém uma linha directa com o Governo Português para a resolução conjunta do diferendo que envolve a companhia aérea de Angola, TAAG, e a União Europeia (UE) e que está na origem da proibição, por razões de segurança, de voos para a Europa. José Eduardo dos Santos chamou a si o dossiê e foi quem, depois de ouvir José Sócrates, decidiu travar as medidas de retaliação que estavam a ser preparadas pelo Governo e, ao mesmo tempo, pedir toda a ajuda possível aos organismos portugueses, nomeadamente à TAP e ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC).
Segundo o JN apurou, Eduardo dos Santos aceitou como válidas as opiniões do Governo português, que defendeu o diálogo, a concertação de esforços e a aceitação das regras europeias, o que colide com a versão que lhe foi apresentada pelo Ministério dos Transportes e que sustentava a necessidade de Angola retaliar (o "princípio da reciprocidade").
O presidente angolano estará, inclusive, a preparar uma remodelação no Ministério dos Transportes, admitindo-se que falhas imputáveis ao seu titular poderão implicar a substituição do ministro André Luís Brandão.
"O ministro e a sua equipa apostaram na teoria da conspiração para justificar a decisão da UE e propor a retaliação", afirmou ao JN uma fonte da diplomacia angolana, acrescentando que, "alertado pelo Governo português, o presidente Eduardo dos Santos analisou o assunto e confirmou que a UE tinha toda a razão e que a situação teria sido evitada se o Ministério dos Transportes tivesse dado ouvidos aos alertas que há meses já indiciavam esta decisão de Bruxelas".
Em desfavor do Ministério angolano dos Transportes joga também a sua oposição à colaboração das entidades portuguesas, TAP e INAC, bem como a preferência dada a congéneres sul-africanos cujo único argumento válido terá sido o custo dos seus serviços.
Eduardo dos Santos não terá gostado da imagem negativa com que Angola sai desta questão - seja inicialmente pela proibição de voar para a Europa ou, depois, ao anunciar retaliações contra tudo e contra todos -, pelo que "ordenou" que fosse dada prioridade máxima à ajuda que a TAP pode dar na resolução funcional das ligações, bem como ao INAC no sentido de colmatar as falhas técnicas da TAAG.
O presidente angolano pretende, contudo, ir mais longe. Ordenou auditorias à autoridade aeronáutica de Angola (INAVIC), à própria TAAG e a todos os organismos envolvidos, de modo a aproveitar o incidente com a UE para pôr a casa em ordem.
Do ponto de vista português, a que não é alheio o relativo fracasso da alternativa que está a ser a ligação de Luanda a Lisboa com transbordo no Sal para aviões da cabo-verdiana TACV, a TAP estuda a possibilidade de alargar o número de voos para a capital angolana, podendo esse reforço acontecer esta semana.
Fonte: Jornal de Notícias (Portugal)/Orlando Castro
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Isso aconteceu porque a Administração anterior é que cuidou de tudo e estes quando assumiram usaram o método de que tudo o que os outros fizeram estava errado. Tá aí o resultado.B767 escreveu:A coisa nao ta muito boa.
A administracao da empresa precisa passar por um "overhaul" geral.
Gastaram tanto nos avioes novos da Boeing, e deixaram a peteca cair em casa.
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