Controle de Tráfego Aéreo fica com civis ou militares?

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Pablo

Controle de Tráfego Aéreo fica com civis ou militares?

Mensagem por Pablo »

Gostaria de saber a opinião dos associados sobre a transferência do controle.
Eu dou minha opinião:
- Os controladores de vôo civis são formados pelo Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA) que é sediado aqui no CTA (Comando-geral de Tecnologia Aeroespacial) e os militares pela Escola de Especialistas de Aerpnáutica (EEAR). Porém, todos fazem cursos de aperfeiçoamento e reciclagem no ICEA.
Todos os cargos de gerência e chefia são ocupados pelos militares que já exerceram a função, prestaram concurso e foram aprovados. A quantidade de funções assumidas pelos controladores de vôo é grande, não é só trocar diálogo com os pilotos. Além disso existem técnicos formados em Meteorologia, Comunicações, em "Informações Aeronáuticas" que prestam apoio cuja importância é igual em 90% à função de controlador. Some-se a issso os técnicos em eletrônica,
eletricidade e outras áreas, que fazem manutenção de tudo o que opera em um aeroporto, desde os mais complexos sistemas de radar e comunicação ao poste enferrujado que sustenta as lâmpadas de sinalização do aeroporto. Toda essa máquina complexa está nas mão dos militares. Porém eles estão lá como técnicos que se especializaram durante os 60 anos de existência da FAB. COMO SE PODE TRANSFERIR TUDO ISSO PARA UMA GERÊNCIA CIVIL? Talvez levasse outros sessenta anos? Por quê transferir? Será que é revanchismo dos petistas e outros que sofreram durante o Governo militar? Por quê as verbas não são direcionadas às Forças Armadas como deveriam? A falta de verbas já matou 21 técnicos em Alcântara em 2003, matou 155 pessoas nesse último acidente. Parece que querem cortar a verba só para poder dizer que os militares são incompetentes. Sem dinheiro ninguém poderia ser competente mesmo. Mesmo assim fazemos o nosso trabalho da melhor maneira possível e INFELIZMENTE o que era previsível aconteceu em 2003 e em 2006. Eu só espero que toda essa discussão resulte em transparência, não só para o Controle de Tráfego aéreo, como também para a população e os usuários do sistema que poderão valorizar o trabalho de pessoas que dedicam a vida a esse trabalho. Os militares não fazem greve, não discutem ordens, não se sindicalizam. O trabalho e o objetivo é servir ao país. Se hoje houvesse civis nesse trabalho, e com essa situação de verbas, já teria uma greve nacional e ninguém voaria.
EU PREFIRO MANTER O SISTEMA COM OS MILITARES, devidamente amparados por uma política coerente de verbas.
Abraços a todos!
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