[IDÉIA] Embraer 119
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Anonymous
[IDÉIA] Embraer 119
Prezados amigos do Aerofórum
Estava vendo algumas fotos do CBA-123 Vector, aquele avião de 19 lugares, com motores Garrett TPF351-20 pusher desenvolvido pela Embraer e pela FMA argentina que nunca saiu da fase de protótipo, e tive uma idéia:
O mercado de aeronaves de 19 lugares tem poucas opções de aviões novos, como o Beech 1900D e o Let 410/420 e muitos aviões usados, como o Bandeirante, o Metro, o Jetstream 31/32, o Twin Otter, etc.
Pois bem, com poucas opções de aviões novos, bem que a Embraer poderia pegar a fuselagem do Vector, que basicamente é uma fuselagem de Brasília mais curta, colocar asas e empenagem do mesmo Brasília (talvez redimensionadas) e motores Pratt & Whitney Canada PT6A67D de 1.250 shp, hélice de 5 ou 6 pás, com uma cabine de comando modernizada (aviônicos do Embraer 145), assim como a cabine de passageiros (distribuição do Brasília com overhead bins do Embraer 145).
As aerodinâmica dos aerofólios poderia ser trabalhada, assim como os dispositivos hipersustentadores, para permitir uma performance ótima em pistas curtas e hot & high.
Com o espaço e conforto melhores que o Beech 1900D e performance igual ou superior ao Let 410/420, acredito que a Embraer teria um excelente produto para empresas que operam em condições de pistas curtas que não podem receber jatos regionais, cidades que não comportam um avião maior que 20 assentos, vôos de alta freqüência e baixa capacidade, assim como forças aéreas que precisem um substituto para seus aviões desse porte. Vejam que muitas empresas da Oceania usam o Bandeirante e o Twin Otter, assim como da África. E nos EUA é muito comum o uso do Beech 1900D em linhas regionais.
O nome poderia ser Embraer 119, pois seria um Embraer 120 Brasília menor e de 19 lugares.
O que os amigos acham?
Um abraço
VSBresolin
Estava vendo algumas fotos do CBA-123 Vector, aquele avião de 19 lugares, com motores Garrett TPF351-20 pusher desenvolvido pela Embraer e pela FMA argentina que nunca saiu da fase de protótipo, e tive uma idéia:
O mercado de aeronaves de 19 lugares tem poucas opções de aviões novos, como o Beech 1900D e o Let 410/420 e muitos aviões usados, como o Bandeirante, o Metro, o Jetstream 31/32, o Twin Otter, etc.
Pois bem, com poucas opções de aviões novos, bem que a Embraer poderia pegar a fuselagem do Vector, que basicamente é uma fuselagem de Brasília mais curta, colocar asas e empenagem do mesmo Brasília (talvez redimensionadas) e motores Pratt & Whitney Canada PT6A67D de 1.250 shp, hélice de 5 ou 6 pás, com uma cabine de comando modernizada (aviônicos do Embraer 145), assim como a cabine de passageiros (distribuição do Brasília com overhead bins do Embraer 145).
As aerodinâmica dos aerofólios poderia ser trabalhada, assim como os dispositivos hipersustentadores, para permitir uma performance ótima em pistas curtas e hot & high.
Com o espaço e conforto melhores que o Beech 1900D e performance igual ou superior ao Let 410/420, acredito que a Embraer teria um excelente produto para empresas que operam em condições de pistas curtas que não podem receber jatos regionais, cidades que não comportam um avião maior que 20 assentos, vôos de alta freqüência e baixa capacidade, assim como forças aéreas que precisem um substituto para seus aviões desse porte. Vejam que muitas empresas da Oceania usam o Bandeirante e o Twin Otter, assim como da África. E nos EUA é muito comum o uso do Beech 1900D em linhas regionais.
O nome poderia ser Embraer 119, pois seria um Embraer 120 Brasília menor e de 19 lugares.
O que os amigos acham?
Um abraço
VSBresolin
Amigo VSBresolin
Essa idéia de se aproveitar partes de uma aeronave para desenhar outra completamente diferente é algo complicado.
O 145 utiliza partes adaptados do EMB-120... foi a solução encontrada para poder reduzir os custos de desenvolvimento, pois na época a Embraer estava praticamente "quebrada".
Mas o 145 sofre com isso até hoje...
Quanto a um turboélice menor baseado no EMB-120... bem não sei se existira mercado que pudesse validar o projeto. É bom lembrar que para uma aeronave "se pagar" seria preciso vender algo como mais de 300 unidades...
Outra dificuldade seria a produção de tal aeronave. A Asa, as naceles e muitas outras partes teriam de ser completamente redesenhadas, simplesmente porque as técnicas produtivas utilizadas no EMB-120 hoje são ultrapassadas...
Em outras palavras... eu não acredito que a Embraer irá desenvolver um substituto do Bandeirante, pelo menos no curto prazo. E se um dia vier a fazê-lo seria por uma aeronave completamente nova... se aproveitar nada do Brasília ou do Vector.
A que acho que seria mais interessante seria produzir um 135 simplificado, mnais leve, talvez um pouco menor, para 30 pax... que serviria como substituto a jato para centenas de Saab 340 e EMB-120 que voam por aí...
Essa idéia de se aproveitar partes de uma aeronave para desenhar outra completamente diferente é algo complicado.
O 145 utiliza partes adaptados do EMB-120... foi a solução encontrada para poder reduzir os custos de desenvolvimento, pois na época a Embraer estava praticamente "quebrada".
Mas o 145 sofre com isso até hoje...
Quanto a um turboélice menor baseado no EMB-120... bem não sei se existira mercado que pudesse validar o projeto. É bom lembrar que para uma aeronave "se pagar" seria preciso vender algo como mais de 300 unidades...
Outra dificuldade seria a produção de tal aeronave. A Asa, as naceles e muitas outras partes teriam de ser completamente redesenhadas, simplesmente porque as técnicas produtivas utilizadas no EMB-120 hoje são ultrapassadas...
Em outras palavras... eu não acredito que a Embraer irá desenvolver um substituto do Bandeirante, pelo menos no curto prazo. E se um dia vier a fazê-lo seria por uma aeronave completamente nova... se aproveitar nada do Brasília ou do Vector.
A que acho que seria mais interessante seria produzir um 135 simplificado, mnais leve, talvez um pouco menor, para 30 pax... que serviria como substituto a jato para centenas de Saab 340 e EMB-120 que voam por aí...
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jambock
- MASTER

- Mensagens: 2461
- Registrado em: Seg Dez 20, 2004 16:37
- Localização: Porto Alegre/RS
- Contato:
EMB-119!
Prezado VSBresolin:
Muito interessante o teu exercício de criação de aeronave. Antes de mais nada, manifesto meu desalento pelo aborto do CBA-123, pois os argentinos não chegaram a pagar sua parte, nem construir o segundo protótipo, dificultando sobremaneira o andamento do projeto.
Mas devo concordar com o nosso companheiro Vector, pois seria muito mais rápido e economico, produzir uma versão (ERJ-130) menor que o ERJ-135. Mas naturalmente haveria um estudo da potencial demanda de tal aeronave, para evitar o que, smj, está acontecendo com o ERJ-140. que não está vendendo muito bem. Mas sempre seria mais uma opção nesta família que já vendeu mais de 800 unidades!
Um abraço e até mais...
Muito interessante o teu exercício de criação de aeronave. Antes de mais nada, manifesto meu desalento pelo aborto do CBA-123, pois os argentinos não chegaram a pagar sua parte, nem construir o segundo protótipo, dificultando sobremaneira o andamento do projeto.
Mas devo concordar com o nosso companheiro Vector, pois seria muito mais rápido e economico, produzir uma versão (ERJ-130) menor que o ERJ-135. Mas naturalmente haveria um estudo da potencial demanda de tal aeronave, para evitar o que, smj, está acontecendo com o ERJ-140. que não está vendendo muito bem. Mas sempre seria mais uma opção nesta família que já vendeu mais de 800 unidades!
Um abraço e até mais...
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambockrs@gmail.com
Na aviação, só a perfeição é aceitável
Cláudio Severino da Silva
jambockrs@gmail.com
Na aviação, só a perfeição é aceitável
Cabem aqui alguns comentários:
Antes de mais nada, manifesto meu desalento pelo aborto do CBA-123, pois os argentinos não chegaram a pagar sua parte, nem construir o segundo protótipo, dificultando sobremaneira o andamento do projeto.
Na verdade o que não chegou a ser completado foi o terceiro protótipo... dois protótipos do CBA-123 foram construídos e voaram. Ambos foram construídos na Embraer...
Mas que os hermanos argentinos pisaram no tomate e só atrapalharam isso é fato!!!!
Mas naturalmente haveria um estudo da potencial demanda de tal aeronave, para evitar o que, smj, está acontecendo com o ERJ-140. que não está vendendo muito bem.
O ERJ-140 é um caso muito particular... Ele não foi, de maneira nenhuma um fracasso por só ter vendido 74 unidades. O que ocorreu foi que a American Eagle pediu para a Embraer desenvolver uma nova aeronave que pudesse transportar mais que o ERJ-135 e pouco menos que o ERJ-145. Se isto fosse feito ela colocaria uma grande encomenda, escapando assim das scope clause que limitavam a frota da American Eagle em 62 aeronaves com 50 ou mais assentos.
A Embraer desenvolveu o 140 em muito pouco tempo e foi necessário um investimento muito baixo (se considerarmos o que normalmente se gasta com o desenvolvimento de novas aeronaves).
Desenvolvida a aeronave a American Eagle encomendou a aeronave (mais de 100 unidades) e a Chautauqua encomendou 15.
No entando, acabou ocorrendo um relaxamento nas scope clauses e a American acabou convertendo os pedidos que restavam ser entregues do ERJ-140 em ERJ-145.
Não houve um estudo de viabilidade de mercado para lançar o 140, mesmo porque ele não era previsto para fazer parte da família do 145. Mas um cliente importante pediu, a Embraer fez e ele comprou... O número de aeronaves produzidas do 140 foi suficiente para pagar seu desenvolvimento e ainda dar lucro.
Ouvi um papo que a Embraer está desenvolvendo planos para um Light Business Jet, estilo do Eclipse ou Diamond Jet. Alguem sabe de algo? Creio que faria sucesso devido à boa reputação da companhia.
É mais ou menos isso aí sim... aguarde novodades para este ano... e muitas novidades!!!
Antes de mais nada, manifesto meu desalento pelo aborto do CBA-123, pois os argentinos não chegaram a pagar sua parte, nem construir o segundo protótipo, dificultando sobremaneira o andamento do projeto.
Na verdade o que não chegou a ser completado foi o terceiro protótipo... dois protótipos do CBA-123 foram construídos e voaram. Ambos foram construídos na Embraer...
Mas que os hermanos argentinos pisaram no tomate e só atrapalharam isso é fato!!!!
Mas naturalmente haveria um estudo da potencial demanda de tal aeronave, para evitar o que, smj, está acontecendo com o ERJ-140. que não está vendendo muito bem.
O ERJ-140 é um caso muito particular... Ele não foi, de maneira nenhuma um fracasso por só ter vendido 74 unidades. O que ocorreu foi que a American Eagle pediu para a Embraer desenvolver uma nova aeronave que pudesse transportar mais que o ERJ-135 e pouco menos que o ERJ-145. Se isto fosse feito ela colocaria uma grande encomenda, escapando assim das scope clause que limitavam a frota da American Eagle em 62 aeronaves com 50 ou mais assentos.
A Embraer desenvolveu o 140 em muito pouco tempo e foi necessário um investimento muito baixo (se considerarmos o que normalmente se gasta com o desenvolvimento de novas aeronaves).
Desenvolvida a aeronave a American Eagle encomendou a aeronave (mais de 100 unidades) e a Chautauqua encomendou 15.
No entando, acabou ocorrendo um relaxamento nas scope clauses e a American acabou convertendo os pedidos que restavam ser entregues do ERJ-140 em ERJ-145.
Não houve um estudo de viabilidade de mercado para lançar o 140, mesmo porque ele não era previsto para fazer parte da família do 145. Mas um cliente importante pediu, a Embraer fez e ele comprou... O número de aeronaves produzidas do 140 foi suficiente para pagar seu desenvolvimento e ainda dar lucro.
Ouvi um papo que a Embraer está desenvolvendo planos para um Light Business Jet, estilo do Eclipse ou Diamond Jet. Alguem sabe de algo? Creio que faria sucesso devido à boa reputação da companhia.
É mais ou menos isso aí sim... aguarde novodades para este ano... e muitas novidades!!!
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jambock
- MASTER

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- Registrado em: Seg Dez 20, 2004 16:37
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Insider bem informado!
Prezado Vector :
Nada como termos um "insider" bem informado
Agradeço as informações.
Só mesmo uma "família" bem bolada, para ter mais um membro (ERJ-140) a um custo insignificante. Creio que só houve, mesmo, a supressão de alguma seção da cabine, redução da fiação e pronto!
Quando dizem que a EMBRAER faz de tudo para atender um cliente, é pura verdade.
Um abraço e até mais...
Nada como termos um "insider" bem informado
Agradeço as informações.
Só mesmo uma "família" bem bolada, para ter mais um membro (ERJ-140) a um custo insignificante. Creio que só houve, mesmo, a supressão de alguma seção da cabine, redução da fiação e pronto!
Quando dizem que a EMBRAER faz de tudo para atender um cliente, é pura verdade.
Um abraço e até mais...
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Cláudio Severino da Silva
jambockrs@gmail.com
Na aviação, só a perfeição é aceitável
Cláudio Severino da Silva
jambockrs@gmail.com
Na aviação, só a perfeição é aceitável
Pois é, é por isso que toda a galera de administração (e muitos são comandantes de translado) gostam muito da Embraer. A Embraer é muito respeitada por aqui, enquanto que a Bombardier não já conta com tanta simpatia. A Eagle fez um pedido similar para uma modificação e retirada da escada de embrarque dos CRJ-700, e levaram uma banana. Resultado: cancelaram as 25 opções restantes. Todos aqui querem muito o ERJ-170 ou 190, mas, mais uma vez os scope clause do pessoal do APA (Allied Pilots Association, da American Airlines) estão complicando a vida. Os chefões estão certamente procurando uma saida para isso.Vector escreveu: O que ocorreu foi que a American Eagle pediu para a Embraer desenvolver uma nova aeronave que pudesse transportar mais que o ERJ-135 e pouco menos que o ERJ-145. Se isto fosse feito ela colocaria uma grande encomenda, escapando assim das scope clause que limitavam a frota da American Eagle em 62 aeronaves com 50 ou mais assentos.
A Embraer desenvolveu o 140 em muito pouco tempo e foi necessário um investimento muito baixo (se considerarmos o que normalmente se gasta com o desenvolvimento de novas aeronaves).
Desenvolvida a aeronave a American Eagle encomendou a aeronave (mais de 100 unidades) e a Chautauqua encomendou 15.
No entando, acabou ocorrendo um relaxamento nas scope clauses e a American acabou convertendo os pedidos que restavam ser entregues do ERJ-140 em ERJ-145.
Ouvi um papo que a Embraer está desenvolvendo planos para um Light Business Jet, estilo do Eclipse ou Diamond Jet. Alguem sabe de algo? Creio que faria sucesso devido à boa reputação da companhia.
É mais ou menos isso aí sim... aguarde novodades para este ano... e muitas novidades!!!
Com relação ao Light Jet,...isso vai ser ótimo! Se for que nem o Eclipse, vendendo na faixa de U$ 1 milhão, já vou fazer o pedido do meu !
Abraços!
Seria uma boa idéia um EMB-119!!! Veja só o Brasil por exemplo, a maioria das nossas regionais utilizam o EMB 110 (muito velho), C208 (muito pequeno), EMB 120/ATR 42 (grandes demais) e o LET 410 (desconhecido), se o governo atual tivesse boa intenção de ajudar a aviação regional como ocorreu nos anos 70 a Embraer poderia sim construir um turboélice na faixa de 19 assentos para o mercado brasileiro e latino-americano...como dizia um velho conhecido...basta ter vontade e estimulo que as coisas andam...
A propósito: se a Embraer ir pra frente com este projeto de jato executivo entry-level tem tudo para dar certo
abraços!!!!!!
A propósito: se a Embraer ir pra frente com este projeto de jato executivo entry-level tem tudo para dar certo
abraços!!!!!!
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Anonymous
Embraer 121 Xingu
Prezados amigos do Aerofórum
Estive pensando e percebi que o Embraer 119 que propus também se assemelharia a um Embraer 121 Xingu um pouco alongado.
O Embraer 119 poderia ter uma versão executiva para concorrer com o Beech King Air, principalmente o Super 350.
Um pergunta: Certa vez me disseramn que o Xingu foi o "laboratório" do Brasília. Além de uma certa aparência estética, o que os dois têm mais em comum?
Um abraço
VSBresolin
Estive pensando e percebi que o Embraer 119 que propus também se assemelharia a um Embraer 121 Xingu um pouco alongado.
O Embraer 119 poderia ter uma versão executiva para concorrer com o Beech King Air, principalmente o Super 350.
Um pergunta: Certa vez me disseramn que o Xingu foi o "laboratório" do Brasília. Além de uma certa aparência estética, o que os dois têm mais em comum?
Um abraço
VSBresolin

