Rio - "Decisões inadequadas", "excesso de autoconfiança dos pilotos" e a "cultura organizacional da empresa" foram responsáveis pelo acidente com o bimotor da Team Linhas Aéreas, que bateu no pico da Pedra Bonita, no limite entre Saquarema e Rio Bonito, no Rio de Janeiro, e explodiu no dia 31 de março de 2006, matando 19 pessoas. As conclusões fazem parte do relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
No dia do acidente, o piloto Michael Petter Hutten e o co-piloto Jaime Eloir Albaruz cancelaram o plano de vôo e desceram a 2 mil pés (608 m) fazendo uma curva à esquerda, para fugir do mau tempo, segundo o relatório. Os controladores não teriam os advertido de que o pico estava logo à frente, se limitaram a afirmar que estavam cientes da manobra. A aeronave bateu no morro a 286 km/h.
De acordo com o relatório, os pilotos faziam um vôo visual, o que os responsabiliza por suas manobras, embora não tenham sido advertidos dos riscos pelos controladores. O relatório destaca também que as tripulações da Team costumam mudar o plano de vôo para evitar filas nas aerovias, encurtando assim o tempo das viagens.
Para o Cenipa, diferentes fatores contribuíram para o acidente: psicológicos, operacionais, condições meteorológicas e falta de supervisão.
As informações são do O Estado de S. Paulo


