[DUVIDA] BAe na TABA?

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Bannek
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[DUVIDA] BAe na TABA?

Mensagem por Bannek »

fiquei sabendo que a taba operava BAE 146-100...
alguem tem mais informações sobre este fato?
abraços
Afonso
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Mensagem por Afonso »

Segundo meus "alfarrábios"que não falham :lol:
A Taba operou dois Bae 146-100.

Apelidaram de azarados por n motivos.

PT-LEP WFU
PT-LEQ GOLDWING AIRLINES
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Maurício
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Mensagem por Maurício »

Rosvalmir Afonso escreveu:Segundo meus "alfarrábios"que não falham :lol:
A Taba operou dois Bae 146-100.

Apelidaram de azarados por n motivos.

PT-LEP WFU
PT-LEQ GOLDWING AIRLINES
Se não me falha a memória, eles operaram na TABA em 1983.

Maurício.
Anonymous

iai mimi

Mensagem por Anonymous »

kara nun sei.... huihaiuehuae tenhu ki ler muito mais pra saber desses lance....
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

há uma materia completa numa edição da flap sobre os BAE 146...sua curta permanencia na TABA e na AIR Brasil....qq coisa me manda um mail com teu endereço que mando uma cópia da materia se assim vc desejar....
carlos oliveira
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Mensagem por carlos oliveira »

Cmte. Lira escreveu:há uma materia completa numa edição da flap sobre os BAE 146...sua curta permanencia na TABA e na AIR Brasil....qq coisa me manda um mail com teu endereço que mando uma cópia da materia se assim vc desejar....
:cry: pois é Lira,
Os ingleses queriam ver seus aviões voando no Brasil, houve uma vez em que o BAe 146 pousou no Santos Dumont , e o Príncipe Charles estava na esquerda quando o avião estacionou, apenas para fazer propaganda do avião, pois ele não é piloto.
O problema desse BAE146 é que não foi construido para voar em condições climáticas como as da amazônia onde os recursos e a infra-estrutura sempre foram bastante deficientes e nem na TABA onde não tinham a manutenção básica, enquanto os aviões aguentaram ficaram por aqui (de graça), quando terminou o período de experiência falaram que não prestava para a TABA. :wink:
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Velásquez
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Mensagem por Velásquez »

carlos oliveira escreveu:
Cmte. Lira escreveu:há uma materia completa numa edição da flap sobre os BAE 146...sua curta permanencia na TABA e na AIR Brasil....qq coisa me manda um mail com teu endereço que mando uma cópia da materia se assim vc desejar....
:cry: pois é Lira,
Os ingleses queriam ver seus aviões voando no Brasil, houve uma vez em que o BAe 146 pousou no Santos Dumont , e o Príncipe Charles estava na esquerda quando o avião estacionou, apenas para fazer propaganda do avião, pois ele não é piloto.
O problema desse BAE146 é que não foi construido para voar em condições climáticas como as da amazônia onde os recursos e a infra-estrutura sempre foram bastante deficientes e nem na TABA onde não tinham a manutenção básica, enquanto os aviões aguentaram ficaram por aqui (de graça), quando terminou o período de experiência falaram que não prestava para a TABA. :wink:
Pois é Carlos, bem lembrado os vôos de demonstração da aeronave da Taba pelo país.
Infelizmente, além da aeronave não ser ideal para o tipo de clima da amzônia, a falta de cultura da Taba em operar aeronaves a jato ajudou a levar essa aeronave de volta à Inglaterra, dois anos após a sua entrada em operação. Prova foi quando ela tentou operar o F100 e em uma atitude desesperada o 727-200 da Air Vias.
Os dois Bae146 voaram em duas linhas: uma que ligava Belém a Porto Velho passando pelo Oeste do Pará e Norte do Mato Grosso e outra que ligava Belém a Tabatinga via MAO.
Mas infelizmente os Bae146 não deram certo na Taba.

Abraços
Velásquez
jambock
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BAe-146

Mensagem por jambock »

Prezado Bannek:

A TABA operou dois BAe-146-100, PT-LEP e PT-LEQ. Entre 14 e 18 de dezembro de 1983, o PT-LEP esteve em giro de demonstração por diversas cidades brasileiras. No Rio de Janeiro, foi o primeiro quadrimotor a jato a pousar no Santos Dumont. Foi introduzido no serviço da TABA em 2 de janeiro de 1984, no techo Belém/Altamira/ Santarém/Itaituba/Alta Floresta/Cuiabá/Vilhena/ Jiparaná/Porto Velho. O vôo saía de Belém às 06:00 horas. retornando às 19:00 horas. Eis alguns aspectos interessantes da operação do avião, descritos pelo cmte. João Carlos Berto: " O 146 era um jipe. Não tinha slats, não tinha reverso. Possuía roda dupla; se furasse um pneu você tinha um outro bom. Não era necessário macaco para trocá-lo. Bastava por uma rampa de madeira, dava motor, subia na rampa, trocava o pneu, descia da rampa e pronto. Era extremamente fácil. Só o motor ( Avco Lycomming - ALF 502) exigia ferramentas especiais. Além destas características o avião era extremamente fácil de pilotar e perdoava um monte de coisas. Na aproximação e pouso, com aquele air brake lá atrás, tipo Fokker F-28, era igual a um planador. Você não mexia no motor; controlava a razão de descida apenas com o freio aerodinâmico." Segundo Berto, essas qualidades, aliadas à docilidade dos comandos, fazia com que os pilotos da TABA que operavam o equipamento gostassem bastante do avião. Em março de 1984 a TABA operava dois vôos com os BAe146: um que ligava Belém/Altamira/Santarém/Cuiabá, ida e volta, e outro que fazia Cuiabá/Vilhena/Jiparaná/Porto Velho, ida e volta. Ambos os vôos, de segunda a sábado. Dois meses depois era inaugurada nova linha, de Belém ( partia às 5:15 LT) à Tabatinga, via Altamita, Itaituba, Parintins, Manaus e Tefé. Após atravessar dois fusos horários, chegava a Tabatinga, próximo à fronteira com o Peru, pouco após o meio-dia (horário de Brasília). Por problemas na manutenção, a situação ficou caótica e, pouco mais de dois meses após sua introdução em serviço, um dos BAe146 parou de voar. O outro continuou ativo ainda por algum tempo, até parar também, menos de um ano após começar a operar na companhia. Ambos permaneceram groundeados até bem além da segunda metade de 1985, quando a British Aerospace retomou a posse dos aparelhos. O primeiro a partir foi o PT-LEQ, que chegou a Hatfield em 30 de outubro de 1985, logo seguido pelo PT-LEP em 6 de novembro.
Ambos foram posteriormente passados à americana Royal West Airlines, o PT-LEP sendo rematriculado como N802RW e o PT-LEQ como N803RW.
Outro aspecto muito interessante foi como a TABA "comprou" essas aeronaves. Em que pesassem os esforços da BAe, que montou turnês de demonstração para empresas aéreas de todo o mundo, as vendas do aparelho não conseguiam deslanchar. Talvez devido a isso e à possibilidade de conseguir boa publicidade com o avião operando em região tão inóspita como a Amazônia, o que certamente ajudaria a alavancar as vendas, foi que a BAe ofereceu um pacote tão atrativo que tornou a TABA o segundo cliente internacional e a primeira linha aérea estrangeira, no mundo, a voar o BAe-146-100. O valor total da transação era de +/- 40 milhões de dólares, zero dólar de entrada! e ainda incluia 8 milhões de dólares em peças de reposição. A BAe ofereceu financiamento direto à TABA, sem intervenção de bancos ou garantias reais, para fechar o negócio. O contrato assinado entre as partes previa que a importação definitiva dos aparelhos ocorreria ao final do primeiro ano de uso, partindo-se então para um leasing de dez anos, com opção de compra ao final do período.
Um abraço e até mais...
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
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Na aviação, só a perfeição é aceitável
osmair
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Mensagem por osmair »

Caro Jambock, o fato deste motor exigir ferramentas específicas foi o principal motivo (segundo contam ex-funcionários daTaba) dos constantes AOG's destas máquinas. Segundo eles mesmos contam (inclusive relatado na revista Flap há algum tempo atrás), o próprio Coronel Gibson não quis investir nas ferramentas apropriadas para o avião achando que as ferramentas que a empresa possuía, eram suficientes para os serviços de manutenção. Sem o ferramental necessário os técnicos da empresa não conseguiam matar as panes que iam surgindo e muitas vezes os aviões ficavam parados prejudicando a malha da empresa.
Um abraço do gordo!!!!
osmaircassio@hotmail.com
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GuinhoBSB
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Mensagem por GuinhoBSB »

Tenho uma foto do PT-LEP no meu álbum. Não sei quem é o autor dessa foto:
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Rodrigo Conte
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Anonymous

Mensagem por Anonymous »

Linda esta aeronave, pena que não vingou no Brasil. A propósito, qual a diferença básica dos BAE-146 e os Avro RJ100?
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