Santa Maria, 29 de setembro de 2007. Edição nº 1665
Aviação
Muito tempo para poucas certezas
A primeira notícia que o Brasil teve sobre o segundo maior acidente aéreo brasileiro em número de vítimas foi que o Boeing da Gol que sobrevoava o Mato Grosso havia desaparecido. O comando da Aeronáutica informou que a aeronave que saiu de Manaus e deveria pousar às 18h12min em Brasília tinha paradeiro desconhecido. Depois, descobriu-se que ela havia se chocado com um jato Legacy, que pousou no Pará.
A partir daquele momento, uma série de péssimas notícias chegaram aos brasileiros. A pior delas foi a de que o avião tinha 154 pessoas em sua tripulação e que nenhuma havia sobrevivido. Equipes de busca passaram a noite à procura de sinais do acidente e, no dia seguinte, começaram a encontrar os corpos. Foram ao todo 49 dias até que toda a tripulação fosse identificada.
As informações da caixa-preta do jatinho revelaram que o plano de vôo para o Legacy estabelecia que ele deveria voar de São José dos Campos, em São Paulo, até Brasília a 37 mil pés. A partir de Brasília, desceria para 36 mil pés. Mas o Legacy não fez isso e se chocou com o Boeing da Gol que vinha no sentido contrário.
Apesar de o acidente já estar completando um ano, pouco foi esclarecido sobre suas causas. Até hoje não ficou provado, por exemplo, se os pilotos do Legacy esqueceram ou não de ligar um equipamento chamado de transponder, que poderia ter avisado que ele se aproximava de um choque com o Boeing. Tudo o que se sabe é que o transponder não funcionou na hora do acidente e os pilotos americanos acusam a Embraer - fabricante do Legacy - de ter cometido falhas na confecção da aeronave.
A Justiça ouviu, em agosto, os depoimentos dos controladores de vôo que trabalhavam no dia do acidente. O advogado dos pilotos americanos quer que eles sejam ouvidos nos Estados Unidos. Na sexta-feira, a Gol informou que fechou acordo com 32 famílias de vítimas para pagar as indenizações.
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MANIFESTO
Gostaria de manifestar meus parabéns a redação do Diário de Santa Maria. Veículo da RBS que provavelemente deve ter alguns AEROENTUSIASTAS JORNALISTAS INFILTRADOS.
Motivo pelo qual sempre aparece semanalmente quase que diariamente matérias em seus cadernos focando a aviação local, regional, estadual, nacional, munidal.
Parabéns!!
