Piper Cub-J3, O xodó do Aeroclube de Santa Maria reformado!!

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tatsch
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Piper Cub-J3, O xodó do Aeroclube de Santa Maria reformado!!

Mensagem por tatsch »

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Santa Maria, 01 de setembro de 2007. Edição nº 1641

História
Voando contra o tempo
Um dos aviões de instrução mais antigos da cidade foi reformado e está no aeroclube
MARILICE DARONCO




O Piper Cub-J3, fabricado em 1937, é um xodó dos pilotos. Em 2006, ele quase virou peça de museu

Ele não tem painel moderno. A hélice é daquelas bem antigas, com detalhes em madeira. A velocidade não chega nem perto das superaeronaves que cruzam o céu nos dias de hoje. As características do Piper Cub-J3, fabricado em 1937, podem levar muita gente a pensar que ele está aposentado ou até que virou peça de museu.

Mas não é assim. Depois de muita dificuldade, os pilotos do Aeroclube de Santa Maria conseguiram fazer com que o avião - que chegou a ficar três anos parado - voltasse a ser usado para treinar os alunos da escola que funciona no local.

- Ele é muito especial para os pilotos. É bem simples, não tem muitos controles, o que facilita o aprendizado - afirma o piloto e instrutor do aeroclube Flamarion Pistóia dos Santos, 39 anos, que aprendeu a pilotar em 1991 na aeronave reformada.

Em 2006, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) achou que era hora de o monomotor Piper J3 e outras três aeronaves antigas do aeroclube irem para um museu de aviação, que seria criado em Porto Alegre. Quando percebeu que poderia perder as peças, principalmente o Piper, o xodó dos pilotos, o aeroclube começou a correr contra o tempo.

A direção fez uma contraproposta para a Anac para que pudesse ficar com pelo menos dois dos aviões. A agência aceitou, desde que as aeronaves fossem reformadas e voltassem a ser usadas no treinamento de pilotos da Escola de Aviação.

- Foi um alívio. Seria uma dor para nós entrarmos num museu e ver o J3 parado, depois de tanta gente ter aprendido a voar nele - diz o presidente do aeroclube, Aleques Machado Martins, 33 anos.

Conta alta - Depois que conseguiram fazer com que o Piper e outra aeronave, um AC-07, fabricado nos Estados Unidos, em 1960, permanecessem em Santa Maria, é que a parte mais desgastante do trabalho começou. O primeiro avião a ser reformado foi o Piper. Mas não havia sequer oficina credenciada para fazer as melhorias num modelo tão antigo. Depois de vencer uma guerra contra a burocracia, uma oficina de São Sepé conseguiu a autorização. Mas, os problemas estavam longe de serem resolvidos.

Conseguir as peças que precisavam serem trocadas no avião não foi tarefa fácil. Até mesmo os pneus deram trabalho. Foi preciso encontrar um fornecedor que juntasse 50 pedidos iguais em todo o mundo para o mesmo tipo de pneu para que a fábrica concordasse em fazê-los. Tudo porque esse tipo de pneu não existe mais. A conta acabou sendo alta: um jogo de rodas custou R$ 1,2 mil (um jogo de pneu para modelos similares sai por cerca de R$ 450).

- Perdi as contas de quantas vezes a gente teve vontade de desistir. Mas não dava porque todos são apaixonados por esse avião. Ele faz parte da história da cidade e da vida dos pilotos que começaram a carreira aqui - conta Aleques.

Foram gastos R$ 17 mil para reformar toda aeronave. O valor não chega nem perto do preço de um avião de instrução similar, que custa em média R$ 120 mil. Mesmo pagando menos pela reforma, o peso desse custo para o aeroclube foi grande. Ninguém de fora da escola contribuiu com dinheiro. A verba saiu integralmente do caixa do aeroclube, que recebe dos pilotos pelas horas de vôo de treinamento.

Depois de pouco mais de seis meses na oficina, no dia 5 de junho deste ano, o Piper ficou pronto. No dia 16 de agosto, o avião voltou para Santa Maria, cortando as nuvens como nos velhos tempos. No aeroclube, muitos pilotos esperavam e aplaudiram o primeiro pouso do avião. Eles garantem que não existe sensação igual a de voar num Piper J3.

- Ele é um modelo mais leve e tem uma maior sensibilidade de comando. Até quem não é profissional percebe a diferença - afirma Pistóia.

Novo desafio - Com a reforma do Piper J3 terminada, o aeroclube se prepara para um novo desafio: consertar outro avião, um monomotor AC-07, para que ele também não vá para o museu. Por enquanto, está sendo elaborado o projeto de engenharia que inclui o tipo de reforma que ele precisa. Quando ela começar a ser executada, deve levar cerca de seis meses para ficar pronta.

Os outros dois monomotores (um PT-19 e um Piper PA-20) não terão salvação. Vão mesmo parar no Museu da Aeronáutica, na Capital, que está sendo construído. Só com a obra pronta eles sairão do angar do aeroclube de Santa Maria.

( marilice.daronco@diariosm.com.br )



Características
Modelo - Piper Cub -J3 (monomotor)
Prefixo - PP - DQH
Fabricação - 1937
Chegada em Santa Maria - 1952
Uso - Treinamento de pilotos no início da carreira
Custo da reforma - R$ 17 mil (ele precisa fazermais de 85 horas de vôos para quitar a despesa com a sua reforma. Cada hora custa cerca de R$ 196)
Curiosidade - É um dos únicos no Estado que ainda voa para fazer a instrução de alunos

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A revista especializada em aviação Aeromagazine considerou o Piper Cub-J3 um dos 50 aviões mais importantes para a história da aviação mundial. Uma versão militarizada dele chegou até a ser usada durante a 2ª Guerra Mundial. Ele deixou de ser fabricado em 1947
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Instrutor do aeroclube, Pistóia diz que o Piper J3 é leve e um dos modelos mais fáceis de aprender
Foto: Lauro Alves - 22/08/2007
TATSCH
Sandro
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Mensagem por Sandro »

que maravilha!!
Marco SBCT
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Registrado em: Seg Dez 20, 2004 21:52
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Mensagem por Marco SBCT »

Anos atrás numa visita ao ACSM comprei um boné do DQH na campanha para arrecadar fundos p/ e restauração dele.
É a Jóia da Coroa ...
Marco A Moraes
SBBI/SBCT
Irineu

Mensagem por Irineu »

Merecem um zilhão de parabéns e felicitações os idealizadores e colaboradores da recuperação dessa jóia.
Irineu
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