Tenho aqui a programação do avião Myasichchev M55 Mistic-B Geofysika para Recife e Araçatuba (nem me perguntem o que ele vai fazer lá):
23JAN ETA REC 1604LT
26JAN ETD REC 0400LT
26JAN ETA ARA 0700LT
24FEV ETD ARA 0750LT
24FEV ETA REC 0757LT
27FEV ETD REC 0400LT
Prefixo: RA-55204.
Segundo os spotters mais antigos de REC, o mesmo esteve aqui em 1998. Ele voa no FL650 e cruzou a RWY 36 já a 11.000 pés (realmente esse avião não é de se duvidar, principalmente pelo nome: GEOFÍSICA daí vocês tiram...)
A aeronave russa M-55 GEOPHYSICA adaptada para de pesquisas atmosféricas chegou a POA no dia 13/09/1999 procedente de REC. Decolou dia 14/09 logo cedo com destino a Ushuaia no FL 610 !
Ele participava do projeto APE-GAIA(Airborne Polar Experiment - Geophysica Aircraft In Antarctica) coordenados pelo Italian National programme for Antarctic Research (PNRA), Russian Myasishchev Design Bureau (MDB), Aviaecocentre (AEC) and Central Aerological Observatory (CAO). O objetivo era a monitoração de elementos químicos na estratosfera sob a península Antártica afim de avaliar a camada de ozônio.
A aeronave acaba de pousar agora às 2010LT. Espero que atrase bastante a decolagem...
Outro movimento que pousou (ontem) e não relatei:
Aeronave: Aérospatiale ATR 42-300
Empresa: ASECNA
Hora do pouso: 1500LT
ETD amanhã: 0900LT
Rota: SOCA/SBRF/GOOY
Já foi devidamente clicado em outras passagens, todo ano ele está aqui:
Ano passado eu participei de um experimento internacional em Bauru, era esperado que o Geophysica e um Falcon 20 (então baseados em Gavião Peixoto) fizessem medições atmosféricas durante todo o mês de fevereiro. Porém, devido à entraves burocráticos, somente o Falcon (acho que é D-AMET a matrícula) veio, e mesmo assim, foi subutilizado, pois pelos boatos que eu ouvi, os trajetos dos vôos tinham que ser pré-aprovados pela aeronáutica, o avião não tinha a mesma prerrogativa de ir aonde precisar como os aviões do GEIV fazem.
Ou seja, nós da meteorologia tínhamos que, literalmente, bater o escanteio e correr pra cabecear: o pessoal que estava em GPX precisava saber onde e quando as tempestades iam "pipocar" para que o plano fosse enviado, e ainda analisar os dados gerados depois! Ainda bem que lá em Bauru era mais tranqüilo!
Eu achei uma vez um site sobre o Geophysica. O bichinho voa BEM alto, deve passar fácil o FL610 (teto oficial da cobertura ATC).