
Sempre com a câmera digital à mão, Eidt já emplacou em Zero Hora uma foto da neblina cobrindo o Salgado Filho
Um alerta aos motoristas: as chances de alguma barbeiragem no trânsito passar batida estão cada vez menores. O costume de levar uma câmera no bolso ou na bolsa ganha adeptos. Tanto pelo tamanho da máquina - normalmente bem menor do que uma de filme - quanto pela chance de enviar por e-mail aos amigos o registro de um fato inesperado ou de uma bela paisagem, de graça.
É o que motiva o estudante de Turismo José Arthur Eidt, 22 anos, de Porto Alegre, a manter sua câmera sempre na pasta. Em janeiro passado, ele flagrou uma forte cerração cobrindo a pista do aeroporto Salgado Filho - fato incomum em pleno verão. Bateu cinco fotos de dentro do ônibus da linha T5, escolheu a melhor e enviou para Zero Hora. A imagem acabou ilustrando uma nota no Informe Especial do jornal.
- Mandei porque achei curioso um nevoeiro naquela época. Além disso, durou muito pouco, talvez nem desse tempo para o jornal mandar alguém registrar - conta Eidt.
Fã de aeronaves, o estudante se mantém atento a algum modelo diferente que aterrisse no Salgado Filho, para incluir na coleção de fotos iniciada ainda com uma câmera de filme. Por dois anos, aplicou seu dinheiro em rolos de 36 poses, muitos deles gastos com fotos que não saíram boas.
- Como a gente pode apagar na hora e bater outra, fica mais fácil de aprender com o erro - conta.
Jornal Zero Hora, 11/03/2007






