Hoje faz 10 anos que eu vi a morte passar perto da minha casa. Tudo aconteceu numa manhã quente de 31 de outubro de 1996, quando eu estava terminando de tomar meu café, quando ocorreu um estrondo muito forte no meu apartamento. Logo eu pensei que alguem do predio deixou o butijão de gás acesso. Isso que eu morava no bairro da Jabaquara, no 23º andar e nas proximidades do Aeroporto de Congonhas. Foi quando eu fui para sacada e ví uma enorme bola de fogo escura. A partir daí comecei a ligar para o Corpo de Bombeiros, Polícia. Até aquele momento ninguém sabia de nada. Peguei o carro e fui logo ver o que estava acontecendo. Quando eu liguei o rádio. Já estava anunciando um acidente com um avião pequeno. Mas percebi que não era pequeno para ter uma explosão tão grande. Quando eu cheguei mais perto do local do acidente. Já tinha a Polícia, o DAC e a Aeronautica trancando os quarterões. A imagem que eu via era de guerra. Pessoas saindo as pressas das suas casas. Uma multidão correndo nas ruas. Daí eu liguei para meu jornal para me darem a liberdade de cobrir o acidente da Jabaquara. Eu fiquei até as 18h no bairro para cobrir o pior acidente aéreo da minha vida. Ajudei o pessoal da TAM, ajudei todos para que fosse encontrado pelo menos um sobrevivente. Foi o dia mais triste. E lembro até hoje que tenho trauma em andar de Focker 100.
Abraços para todos


