Caros amigos,
O que eu sei sobre o JAL 123 é que a Boeing efetuou um reparo na caverna de pressão da traseira, que havia sido danificada em um tailstrike, em 1978. Quando consertaram a caverna de pressão, em Paine Field, removeram a deriva.
Duas fileiras de parafusos (não de rebites), uma em cima da outra, fixam a deriva em seu lugar. Só uma delas foi colocada, a inferior. O avião voou um bom tempo só com essa fixação. Quando a caverna de pressão se rompeu, devido ao serviço porco que fizeram na mesma, os tripulantes fizeram o que estava no manual: descida de emergência, em alta velocidade. A deriva não suportou o esforço e soltou-se em pleno vôo.
Eu vi uma foto do JAL sem deriva, estou procurando a mesma para apresentar em uma palestra. Os pilotos tentaram controlar o avião com as manetes, mas cada vez que reduziam duas para curvar, o avião perdia altura, até que apareceu o monte Otsuka na frente. Não havia como recuperar a situação. O Cmte. Takayama, que Deus o tenha em boa conta, fez o que pode, mas não tinha mais jeito. Só não sei como aquelas 4 passageiras sobreviveram. Elas estavam sentadas bem no fundão, e sobreviveram quase ilesas, enquanto os outros 520 pax e crew viraram poeira.
Um abraço a todos, e desculpem pela história triste...
