Dúvida- decolagem x aterrissagem
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Dúvida- decolagem x aterrissagem
Prezados,
gostaria de saber a opinião de vocês, levando-se em conta as questões técnicas e operacionais de uma aeronave, sobre qual a etapa de vôo mais perigosa, a aterrissagem ou a decolagem?
um abraço
gostaria de saber a opinião de vocês, levando-se em conta as questões técnicas e operacionais de uma aeronave, sobre qual a etapa de vôo mais perigosa, a aterrissagem ou a decolagem?
um abraço
Há uma edição da revista AeroMagazine que apresentou uma reportagem relacionado a esse tema. Nas percentagens de acidentes, haviam inclusive no momento do taxi...
Minha opiniao: A decolagem apresenta o momento critico mais elevado ao longo do vôo.
P.S.: Vou ver se acho essas informações percentuais.
Minha opiniao: A decolagem apresenta o momento critico mais elevado ao longo do vôo.
P.S.: Vou ver se acho essas informações percentuais.
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Anonymous
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Anonymous
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Anonymous
- Constellation
- Moderador

- Mensagens: 3086
- Registrado em: Seg Dez 20, 2004 09:05
- Localização: Londrina
Pouso
Caros amigos,
Estatisticamente falando, as fases de aproximação e pouso são as mais perigosas.
Podem ocorrer problemas na decolagem, mas uma aeronave a jato pode, a partir da V1, decolar com um motor a menos, e até mesmo com o reversor de empuxo aberto. O que ocorreu com o Fokker da TAM é muito raro, não me lembro de outra ocorrência semelhante.
É claro que, em uma aeronave monomotora, ou mesmo bimotora a pistão, a decolagem é mais crítica, já que, se um motor entrar em pane, o pouso será obrigatório.
Um abraço.
Estatisticamente falando, as fases de aproximação e pouso são as mais perigosas.
Podem ocorrer problemas na decolagem, mas uma aeronave a jato pode, a partir da V1, decolar com um motor a menos, e até mesmo com o reversor de empuxo aberto. O que ocorreu com o Fokker da TAM é muito raro, não me lembro de outra ocorrência semelhante.
É claro que, em uma aeronave monomotora, ou mesmo bimotora a pistão, a decolagem é mais crítica, já que, se um motor entrar em pane, o pouso será obrigatório.
Um abraço.

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Observador
- PC

- Mensagens: 126
- Registrado em: Sex Fev 18, 2005 19:16
Na minha opinião, deixando de lado um pouco as estatísticas.. a decolágem é a mais crítica.
Em condições normais, o que derrubaria um avião seriam basicamente, windshear, mal planejamento, ou emergência mal resolvida (como ocorrem com alguns acidentes a poucos metros da pista). Mas sempre existe a opção da arremetida, mesmo em condições mono motor.
Ja na decolagem, a aeronave esta tendo que vencer toda a inercia de seu peso, sendo arrancada do zero e a baixa velocidade até determinado ponto da subida. Ou seja, existe muita coisa que pode complicar a decolagem nesse momento, como windshears, estol de compressor, monomotor (que exige técnica de pilotagem muito boa pois a aeronave muitas vezes pode estar com sua eficiência reduzida a mais da metade), fogo, velocidade em aceleração (que é pior do que quando em redução pois no caso de frenagem ou queda, o estrago pode ser muito maior), etc...
Abraços
Observador
Em condições normais, o que derrubaria um avião seriam basicamente, windshear, mal planejamento, ou emergência mal resolvida (como ocorrem com alguns acidentes a poucos metros da pista). Mas sempre existe a opção da arremetida, mesmo em condições mono motor.
Ja na decolagem, a aeronave esta tendo que vencer toda a inercia de seu peso, sendo arrancada do zero e a baixa velocidade até determinado ponto da subida. Ou seja, existe muita coisa que pode complicar a decolagem nesse momento, como windshears, estol de compressor, monomotor (que exige técnica de pilotagem muito boa pois a aeronave muitas vezes pode estar com sua eficiência reduzida a mais da metade), fogo, velocidade em aceleração (que é pior do que quando em redução pois no caso de frenagem ou queda, o estrago pode ser muito maior), etc...
Abraços
Observador
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stratocaster
- PC

- Mensagens: 186
- Registrado em: Qua Dez 22, 2004 17:33
Nem sempre o que os pilotos mais treinam no simulador, falha de motor de todo tipo na decolagem, é a pior emergência que podemos esperar. Eventos supostamente simples de solucionar podem, sim, derrubar uma aeronave, mesmo as mais complexas e cheias de backup. Um exemplo típico foi o que ocorreu com um B747 anos atrás em Stanstead, quando o comandante, que era o PF, perdeu o seu ADI (horizonte artificial) e o co-piloto, vendo tudo o que ocorria, foi incapaz de reverter um processo que culminou com a queda da aeronave.
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Anonymous
Imagine que cada palheta do compressor seja uma asa em miniatura... na verdade ela tambem tem intradorso e extradorso (parte de baixo e parte de cima da asa)... o funcionamento e o mesmo da asa. Entao o estol nada mais é do que a perda do fluxo na parte de cima (no caso da palheta, a parte da frente). Quando isso ocorre, e diferenca de pressao entre a parte de frente e a parte de tras nao e suficiente para forçar o ar pra tras pra ser comprimido pelos varios estagios dos compressores. O ar entao tende a retornar, assim criando um efeito cascata... estola por que nao tem o fluxo correto, nao tem o fluxo correto por que estola...ppjr escreveu:O que é: estol de compressor?
Dependendo da gravidade do estol pode ocorrer somente uma perda de motor mesmo, ou em casos mais graves o despalhetamento do compressor... ai ja imagina o que acontece, ne?
Espero ter explicado bem, e o mais importante... explicado certo! hehehe
Um abraço
Leone
- Constellation
- Moderador

- Mensagens: 3086
- Registrado em: Seg Dez 20, 2004 09:05
- Localização: Londrina
Um caso espetacular de estol de compressor
Caros amigos,
O estol de compressor é mais comum do que se pensa, e chega a ser quase uma característica de certos motores, especialmente em operações no solo.
O estol também pode ser precebido como uma oscilação na EPR ou da RPM, e às vez como estouros de escapamento. Pode sair até chama, devido a excesso de combustível, já que a unidade de combustível é "enganada" por esse fenômeno.
Vejam, no link abaixo, o que ocorreu com um MD11 da Vasp:
http://www.airliners.net/open.file/0392871/L/
Foto espetacular, não acham.
Um abraço a todos.
O estol de compressor é mais comum do que se pensa, e chega a ser quase uma característica de certos motores, especialmente em operações no solo.
O estol também pode ser precebido como uma oscilação na EPR ou da RPM, e às vez como estouros de escapamento. Pode sair até chama, devido a excesso de combustível, já que a unidade de combustível é "enganada" por esse fenômeno.
Vejam, no link abaixo, o que ocorreu com um MD11 da Vasp:
http://www.airliners.net/open.file/0392871/L/
Foto espetacular, não acham.
Um abraço a todos.

- Constellation
- Moderador

- Mensagens: 3086
- Registrado em: Seg Dez 20, 2004 09:05
- Localização: Londrina
Somente para constar.
Caros amigos,
Segue abaixo os índices estatísticos referentes a acidentes aeronáuticos, por fase de vôo:
Manobra: 2 %
Decolagem: 14 %
Subida: 17 %
Cruzeiro: 5 %
Descida: 6 %
Aproximação: 34 %
Pouso: 22 %
Logo, as fases aproximação e pouso são as mais perigosas, e mais da metade, 56 % dos acidentes, ocorreram nessas duas fases.
Um abraço.
Segue abaixo os índices estatísticos referentes a acidentes aeronáuticos, por fase de vôo:
Manobra: 2 %
Decolagem: 14 %
Subida: 17 %
Cruzeiro: 5 %
Descida: 6 %
Aproximação: 34 %
Pouso: 22 %
Logo, as fases aproximação e pouso são as mais perigosas, e mais da metade, 56 % dos acidentes, ocorreram nessas duas fases.
Um abraço.

Re: Somente para constar.
Constellation, muito grato pelos números percentuais!!! Pode-se ter uma visão clara dos riscos em todas as etapas de um vôo, principalmente nos minutos que antecedem o pouso.Constellation escreveu: Manobra: 2 %
Decolagem: 14 %
Subida: 17 %
Cruzeiro: 5 %
Descida: 6 %
Aproximação: 34 %
Pouso: 22 %
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Anonymous
De fato aí depende do que se entende por "crítico".
Para a tripulação, a quantidade de coisas em jogo afetando uma decisão é maior na decolagem, sem dúvida.
Entretanto, falando-se em estatísticas, como comprovam os números mostrados acima, é na aproximação e pouso que ocorre o maior número de acidentes com a meteorologia sendo provavelmente o maior "catalizador" desse fenômeno.
Para a tripulação, a quantidade de coisas em jogo afetando uma decisão é maior na decolagem, sem dúvida.
Entretanto, falando-se em estatísticas, como comprovam os números mostrados acima, é na aproximação e pouso que ocorre o maior número de acidentes com a meteorologia sendo provavelmente o maior "catalizador" desse fenômeno.
