Caça AMX entrava venda de Supertucano à Venezuela

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Caça AMX entrava venda de Supertucano à Venezuela

Mensagem por jambock »

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OESP 24 Janeiro 2006
Caça entrava venda de Supertucano
Brasil poderia vender turboélices se retirasse AMX do pacote

O Brasil não pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para arbitrar a interferência do governo americano na venda de 24 turboélices Super Tucano para a Venezuela.
Segundo uma alta fonte da assessoria de Resolução de Disputas da organização, o fórum não discute operações que envolvam fornecimento de equipamentos militares.
O funcionário disse ao correspondente do Estado em Genebra, Jamil Chade, que se houvesse uma clara pendência comercial, a questão poderia vir a ser analisada, mas dificilmente aceita pela OMC. A possibilidade de um recurso formal está sendo considerada pelo chanceler Celso Amorim desde a semana passada. Até ontem a tarde, a representação brasileira no organismo não havia recebido orientações de Brasília quanto a eventuais providências.
O AMX DA DISCÓRDIA
Especialistas no mercado internacional de produtos de defesa, entre os quais dois ex-diretores da Embraer, acreditam que as coisas ficariam mais fáceis se o negócio dos 24 Super Tucanos, um contrato de US$ 230 milhões, fosse desvinculado do fornecimento de 12 caças bombardeiro AMX-T, encomenda avaliada em US$ 260 milhões. A exportação desse lote foi anunciada em dezembro de 2002, já tem linha de crédito aberta pelo BNDES e só depende da assinatura da documentação. A partir da formalização do processo, as primeiras entregas serão feitas em 30 meses.

As razões para a apreensão dos EUA em relação ao AMX-T estariam nas características dos eficientes e pequenos jatos desenvolvidos nos anos 80 pela Embraer e por um consórcio de três empresas italianas – incorporando poucos componentes de tecnologia originalmente americana. A FAB mantém uma frota de 53 aeronaves e a aviação da Itália utiliza cerca de 150 unidades. Nos dois países há em andamento abrangentes programas de revitalização tecnológica dos bombardeiros.

A preocupação da administração de George W. Bush com a exportação de aviões – ou quaisquer outros equipamentos militares – para a Venezuela envolve o temor de que, no futuro, o presidente Hugo Chávez possa entrar em conflito armado com a Colômbia e o Equador – ambos sólidos parceiros dos Estados Unidos. “Os Supertucanos, mesmo em sua versão de ataque leve, não desequilibram o cenário sub-regional, o que é facultado pelo bem mais poderoso AMX-T, que tem certa capacidade estratégica”, acredita o especialista em assuntos de defesa na América Latina, Andrew Saunders. Cientista social, veterano da Guerra do Golfo, Saunders lembra que o bom desempenho do AMX na guerra do Kosovo, quando destruíram estações de radar das forças sérvias voando a menos de 100 metros e a 900 km/hora. No total, foram 180 missões nos Balcãs, com 95% de sucessos.
Andrew Saunders destaca que, na Itália “o AMX é armado com bombas guiadas por satélite GPS e laser”. Um pacote do mesmo tipo será aplicado aos 53 caças bombardeiro da FAB. O ponto forte dessa modernização é o sofisticado radar digital SCP-01, da empresa Mectron, de São José dos Campos, capaz de detectar alvos múltiplos em terra, no ar e no mar. O AMX é o vetor aeroestratégico da aviação do Brasil. Um ensaio decisivo foi realizado em agosto de 2004 quando dois deles saíram da base de Santa Maria (RS) e permaneceram no ar por mais de 10 horas, realizando 3 reabastecimentos em vôo. Cobriram 6.900 km. Não foram detectados. Teriam destruído qualquer alvo na América Latina. Ou chegado à África.
Em 1999 o AMX cumpriu 274 missões na guerra do Kosovo, com aproveitamento efetivo de 99,5%. A AMI empregou munições guiadas, de origem israelense, nas missões em apoio às operações da OTAN.
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
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