Vendas líquidas de bilhetes de avião caem em Portugal

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Marcelo Areias
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Vendas líquidas de bilhetes de avião caem em Portugal

Mensagem por Marcelo Areias »

BSP totalizou 720,6 milhões de euros

Vendas líquidas de bilhetes de avião
caem 1,1% em Portugal no ano de 2005


Presstur 19-01-2006 (14h01) As vendas em Portugal de bilhetes de voos regulares pelas agências de viagens IATA (BSP) caíram 1,1% em 2005, para 720,6 milhões de euros, excluindo taxas e IVA, com quedas de 2,5% nas passagens domésticas e de 0,8% nas internacionais, indicam os dados a que a agência presstur.com teve acesso.
Incluindo taxas e IVA, o balanço é positivo, com uma subida de 1,2% face a 2004, para 811,86 milhões de euros, reflectindo um acréscimo de 2 pontos percentuais nos encargos associados à comercialização dos bilhetes de avião, para 11,2%, induzida, nomeadamente, por um maior número de companhias que passou a cobrar esse tipo de valores.
O BSP (Billing and Settlement Plan, gerido pela IATA) representa a totalidade das passagens para voos regulares vendidas através dos sistemas de reservas (GDS) pelas agências de viagens IATA para as companhias aéreas aderentes ao sistema (não inclui algumas das maiores low cost, nem as vendas directas das transportadoras, nem os charters).
Em Portugal participam no BSP 79 companhias aéreas, entre as quais as portuguesas Aerocondor, Air Luxor, Portugália, SATA Internacional, SATA Air Açores, TAP Portugal, a maior parte das grandes companhias estrangeiras, entre as quais as europeias Air France, Alitalia, British Airways, Lufthansa e Iberia e as norte-americanas American Airlines, Continental, Delta e United, as brasileiras Varig e TAM, e algumas low-cost, como a Monarch e a Air Berlin.
A TAP, como já foi anunciado pelo seu director de vendas em Portugal, Carlos Paneiro, representou 48,1% das vendas líquidas do BSP em 2005 (cerca de 346,6 milhões de euros, cerca de 0,4% menos que no ano passado), mais 0,3 p.p. que em 2004, ano que o seu market share tinha subido 1,5 p.p.

BSP em queda com aviões cheios
De acordo com os dados a que o presstur.com teve acesso o balanço do ano foi marcado por um “aparente paradoxo”, como referia um executivo do sector, com quedas do BSP nos meses mais fortes em tráfego aéreo.
“Embora a tendência generalizada seja para os clientes comprarem as suas passagens cada vez mais tarde, ou seja, mais próximo da data de partida, presumindo que assim vão ter melhores preços, para os meses em que sabem que há mais procura e que, portanto, vão ter mais dificuldade em encontrar lugares, antecipam a compram”, explicou.
Esta análise baseia-se no facto de o terceiro trimestre, pico da época alta para a aviação, o BSP ter registado uma queda de 6,6%, que equivale a menos 13,47 milhões de euros que no período homólogo de 2004, quando no conjunto do ano as vendas líquidas traduzirem uma queda de 7,7 milhões de euros.
“E no entanto os aviões andaram cheios no Verão, como se vê pelos dados dos aeroportos, e quem deixou as reservas para os últimos dias teve muita dificuldade em encontrar lugares”, referiu o executivo contactado pelo presstur.com, salientando que a explicação estará nos aumentos do BSP em 6,1% em Maio e em 12,5% em Junho, que foram as maiores variações positivas do ano de 2005.
O mesmo se terá verificado em Dezembro, de acordo com a mesma fonte. Embora neste mês o BSP tenha registado uma queda de 7,6%, a segunda mais forte do ano depois de Julho (-8,7%), nos meses anteriores o BSP fechou com ligeiras subidas, de 0,3% tanto em Outubro quanto em Novembro.
Globalmente, responsáveis de agências de viagens e companhias aéreas contactados pelo presstur.com afirmam que o ano de 2005 se revelou “atípico”, por este tipo de variações homólogas mensais, mas também confirmou que o “mercado está difícil”.
Quantos às causas, as fontes contactadas pelo presstur.com apontam “os suspeitos do costume” — forte incremento da actividade das low costs e consolidação e afirmação dos charters como opção para as viagens de lazer, queda dos preços pelo aumento da concorrência, bem como a conjuntura económica difícil — mas consideram que vai ser necessário continuar a “escrutinar” o mercado para que possam ser tiradas conclusões mais objectivas.
Estas fontes referem como exemplo que as flutuações mensais apontam para uma sustentação do mercado corporate, apesar de ser expectável numa conjuntura económica difícil uma preocupação acrescida das empresas em reduzirem os custos com viagens, e uma queda do segmento de lazer, mas que só com dados mais precisos vai ser possível confirmar estas análises.
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Marcelo Areias
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