Brasil
Terça, 3 de janeiro de 2006, 20h46 Atualizada às 07h54
Brasileiros morrem em queda de avião na Argentina
Pelo menos quatro brasileiros morreram nesta terça-feira na queda de um pequeno avião na cordilheira dos Andes, a cerca de 40 km de Mendoza, capital da província de mesmo nome, informou a Força Aérea.
O comodoro Guillermo Lozada, porta-voz da Aviação Militar, ressaltou que os ocupantes do avião Cessna 172 de matrícula brasileira PT-OJN partiram de Belo Horizonte e fizeram escalas em Foz do Iguaçu e nas cidades argentinas de Córdoba e Mendoza. A aeronave se dirigia a Santiago, no Chile, e caiu em uma área conhecida como Papagayos.
Morreram o piloto e três ocupantes, todos maiores de 18 anos. Eles foram identificados como Edilson Kruger, Lucilpi Vieira de Matos, Marco Tulio Silva e Sandro Ferrari, informou o site do jornal argentino Clarín. Os corpos serão trasladados à Mendoza na manhã desta quarta-feira.
Lozada disse que os corpos foram encontrados por uma equipe de resgate. Trabalham ainda nas buscas dois helicópteros da Polícia da Província e um avião Hércules C-130. Uma junta de investigadores trabalha no local para descobrir as causas do acidente.
Redação Terra
PT-OJN cai na Argentina e mata 4 brasileiros
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Bruno Orofino
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PT-OJN cai na Argentina e mata 4 brasileiros
Bruno Guimarães Orofino
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jambock
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"Não era um avião adequado"
Entrevista: Sérgio Machado, Instrutor de vôo no Aeroclube do Rio Grande do Sul
MARCELO FLEURY
Do alto de seus 60 anos e quase 18 mil horas de vôo, o piloto Sérgio Machado estranhou ontem que quatro brasileiros tentassem atravessar a Cordilheira dos Andes em um monomotor Cessna 172. Responsável pela instrução de vôo no Aeroclube do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ele disse que jamais tentaria a façanha.
Zero Hora - É difícil cruzar a Cordilheira dos Andes em um monomotor Cessna 172?
Sérgio Machado - Ela pode ser ultrapassada tranqüilamente, desde que se tome a precaução de levar máscaras de oxigênio, já que esse tipo de avião não é pressurizado. Mas tem certeza de que não se trata de um Cessna 182? O 172 tem potência muito baixa.
ZH - Não. É um 172 mesmo. É imprudente tentar a travessia em um desses?
Machado - Ele até pode fazer esse tipo de travessia, mas não é adequado para isso. É um avião despretensioso em termos de potência. Depois de alcançar uma certa altitude, ele tem dificuldades para subir mais. Eu não faria uma viagem dessas.
ZH - O que pode ter causado o acidente?
Machado - Vários fatores. Se o avião sobe em demasia, pode faltar oxigênio, criando um problema físico para o piloto. Esses aviões também são mais vulneráveis a correntes fortes de vento, que podem ser tanto ascendentes como descendentes.
Fonte: jornal "Zero Hora" 5 jan 2006
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
"Não era um avião adequado"
Entrevista: Sérgio Machado, Instrutor de vôo no Aeroclube do Rio Grande do Sul
MARCELO FLEURY
Do alto de seus 60 anos e quase 18 mil horas de vôo, o piloto Sérgio Machado estranhou ontem que quatro brasileiros tentassem atravessar a Cordilheira dos Andes em um monomotor Cessna 172. Responsável pela instrução de vôo no Aeroclube do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ele disse que jamais tentaria a façanha.
Zero Hora - É difícil cruzar a Cordilheira dos Andes em um monomotor Cessna 172?
Sérgio Machado - Ela pode ser ultrapassada tranqüilamente, desde que se tome a precaução de levar máscaras de oxigênio, já que esse tipo de avião não é pressurizado. Mas tem certeza de que não se trata de um Cessna 182? O 172 tem potência muito baixa.
ZH - Não. É um 172 mesmo. É imprudente tentar a travessia em um desses?
Machado - Ele até pode fazer esse tipo de travessia, mas não é adequado para isso. É um avião despretensioso em termos de potência. Depois de alcançar uma certa altitude, ele tem dificuldades para subir mais. Eu não faria uma viagem dessas.
ZH - O que pode ter causado o acidente?
Machado - Vários fatores. Se o avião sobe em demasia, pode faltar oxigênio, criando um problema físico para o piloto. Esses aviões também são mais vulneráveis a correntes fortes de vento, que podem ser tanto ascendentes como descendentes.
Fonte: jornal "Zero Hora" 5 jan 2006
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
- Maurício
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- Registrado em: Dom Dez 19, 2004 16:10
- Localização: Belo Horizonte - MG
O mecânico de aeronaves Ronaldo Salles, piloto há 25 anos, (...) conhecia detalhes do Cessna acidentado, pois ele próprio o buscou nos EUA, em 1991, quando foi comprado por Kruger.
"Fiz um vôo de teste há menos de um mês, acompanhado do Edilson. A estrutura do avião estava ótima, o motor também. Mas o grande problema eram as condições climáticas que o avião iria enfrentar. As causas podem ser várias, inclusive falha técnica. O ar rarefeito e o frio fazem com que a água do avião congele. Isso o deixa mais pesado e reduz a potência. O Cessna não tinha equipamento para manter a água a uma temperatura abaixo de zero. Assim, mesmo o avião tendo a capacidade de atingir uma altitude de 13,5 mil pés, suficiente para transpor a Cordilheira, o motor pode ter perdido a capacidade, não conseguindo levar o avião a uma altura suficiente. No entanto, apenas o laudo oficial pode dar alguma certeza", afirma o especialista (...).
Fonte: Estaminas
Maurício.
"Fiz um vôo de teste há menos de um mês, acompanhado do Edilson. A estrutura do avião estava ótima, o motor também. Mas o grande problema eram as condições climáticas que o avião iria enfrentar. As causas podem ser várias, inclusive falha técnica. O ar rarefeito e o frio fazem com que a água do avião congele. Isso o deixa mais pesado e reduz a potência. O Cessna não tinha equipamento para manter a água a uma temperatura abaixo de zero. Assim, mesmo o avião tendo a capacidade de atingir uma altitude de 13,5 mil pés, suficiente para transpor a Cordilheira, o motor pode ter perdido a capacidade, não conseguindo levar o avião a uma altura suficiente. No entanto, apenas o laudo oficial pode dar alguma certeza", afirma o especialista (...).
Fonte: Estaminas
Maurício.
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Anonymous
Olha, voei os C-172 e acho que com 4 a bordo + bagagem ele não chega à 13mil pés. E ainda há outro problema. Os ventos de região montanhosa, ascendentes e descendentes. Se um C-172 entrar numa corrente descendente não vai existir nada que faça ele parar de descer exceto se a rajada acabar.
Também não entendi o que o mecânico quis dizer com água congelada/maior peso. Pra mim isso é entendimento errado do repórter. O mais provável que ele tenha tentado dizer ao repórter é que a água na gasolina tenha se congelado no carburador e o motor tenha parado.
Abraço
Também não entendi o que o mecânico quis dizer com água congelada/maior peso. Pra mim isso é entendimento errado do repórter. O mais provável que ele tenha tentado dizer ao repórter é que a água na gasolina tenha se congelado no carburador e o motor tenha parado.
Abraço