Sexta, 11 de novembro de 2005, 08h41 Atualizada às 10h06
Helicóptero faz pouso forçado em avenida de SP
Redação Terra
O helicóptero ficou sob a ponte Eusébio Matoso
precisou fazer um pouso forçado hoje na Marginal Pinheiros, perto da Ponte Eusébio Matoso, em São Paulo, causando congestionamento na região. A aeronave da Rádio Eldorado sofreu uma pane durante o vôo e bateu em um carro ao aterrissar, mas graças à habilidade do piloto não houve vítimas.
O helicóptero foi parar embaixo da ponte com o impacto. A motorista do automóvel, Cláudia Nicea, o repórter Geraldo Nunes e o comandante do helicóptero Leonardo estão bem. O piloto conseguiu reduzir a velocidade da aeronave antes de aterrisar, o que diminuiu o impacto. O helicóptero era um um Robinson 22, aeronave leve e pequena, com capacidade para 2 pessoas.
Geraldo Nunes fazia reportagem sobre o trânsito na marginal quando ocorreu uma falha na aeronave. Ele contou à rádio que, na hora em que o helicóptero caiu, ele se preocupou com um vazamento de combustível, o que poderia provocar uma explosão. "Eu não consegui soltar o cinto, o comandante saiu da aeronave e depois um senhor me tirou de lá", afirmou ele.
Com o acidente, a Marginal Pinheiros está parcialmente interditada, com uma pista expressa interrompida no sentido Castelo Branco. O congestionamento passa de 6 km, indo da rua Américo Brasiliense até à ponte Eusébio Matoso. O tráfego na Marginal Tietê em direção à avenida Castelo Branco também está com lentidão. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomenda que os motoristas evitem a Marginal Pinheiros.
Viaturas do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e duas ambulâncias estão no local. O helicóptero só poderá ser retirado depois que o Departamento de Aviação Civil (DAC) inspecionar a aeronave. O transporte deve ser feito pelo caminhão-guincho da CET.
Motorista conta susto
Cláudia Nicea dirigia o Vectra que foi atingido pelo helicóptero. Em entrevista à Rádio Eldorado, ela contou que ficou assustada, ouviu um barulho forte, mas não esperava que o helicóptero fosse cair.
Cláudia acelerou o carro em tentativa para escapar do choque com o helicóptero. Após a batida, ela fugiu do local com medo de uma explosão. O carro ficou com os vidros danificados.
Helicoptero Cai na Marginal Pinheiros - AGORA
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Com tua licença, só complementando...
11/11 - 11:12 / Agência Estado
O repórter Geraldo Nunes falou, hoje de manhã, sobre o pouso forçado do helicóptero que o transportava para mais um dia de informações sobre o trânsito para os paulistanos na Rádio Eldorado. Há pelo menos 16 anos sobrevoando a cidade e relatando com detalhes as ocorrências diárias da cidade, a primeira coisa que Nunes fez foi falar sobre seu estado de saúde. "Eu quero avisar a todos que estou ileso e que não aconteceu nada comigo. Eu fiquei preso no cinto de segurança do helicóptero no momento da queda. Nós estávamos sobrevoando a região do Brooklin quando o comandante Leonardo percebeu que estávamos perdendo potência no motor".
O repórter disse que notou que a lâmpada de um equipamento no painel que registra perda de potência no painel acendeu. Inicialmente, afirmou, ele e o comandante acreditaram tratar-se de um problema de fusível e que a luz chegou a apagar, mas surgiu outro problema. "Existe um instrumento no helicóptero com dois ponteiros que mostram o giro do rotor superior e o do rotor de cauda. O aparelho perdia potência no rotor superior. A questão é que nós estávamos entrando numa área muito perigosa e não há lugar para pousar"- observou."
Nunes lembrou que, naquela região, na altura da Ponte Ary Torres, existe uma subestação de energia da Eletropaulo. Para ele, se o comandante tivesse entrado ali para tentar pousar, teria ocorrido uma tragédia. "Se ele entrasse ali, seria morte na certa. Ele tentou contornar, levou o helicóptero acima da linha do trem que passa na área, mas ali também existem fios elétricos de alta tensão", salientou.
"Aí, não teve jeito. Ele tentou pousar na pista da Marginal Pinheiros, mas o motor já estava sem potência. Quando acionou o lado direito do trem de pouso, o helicóptero virou, tombou e caiu embaixo da Ponte Eusébio Matoso. O aparelho bateu no chão do lado esquerdo, no caso, o do comandante Leonardo".
O jornalista recordou que, após o choque, começou a vazar combustível, e o temor foi de uma explosão. Geraldo relatou que o comandante Leonardo conseguiu sair primeiro do helicóptero e que ele, Geraldo, que é deficiente físico, teve dificuldades. "Eu não conseguia sair. Foi quando se aproximou um senhor, chamado César, que estava passando de carro pelo local. Ele me pegou pelos ombros e pelas axilas e me puxou para fora do helicóptero."
César, o homem que ajudou a salvar Geraldo Nunes, também participou do relato do repórter e revelou que tem experiência em aviação e possui brevê. Ele garante que viu tudo e que percebeu que o aparelho estava sem força. "Eu percebi que o helicóptero estava com algum problema. O barulho do motor estava fraco e vi quando o lado direito do trem de pouso bateu num carro, um Santana ou uma Royale cinza. No que bateu, a aeronave caiu, pedaços da hélice voando para todos os lados, foi um perigo tudo isso."
Sobre o helicóptero, Geraldo Nunes disse que o "Robinson" é uma boa aeronave para o serviço que presta diariamente aos ouvintes da Rádio Eldorado. No entanto, salientou, quando sofre alguma pane de motor, não há como segurar. "O comandante Leonardo está de parabéns pelo trabalho que fez. Com os 16 anos que tenho como repórter aéreo, aprendi um pouco de aviação. Percebi que ele estava com problemas, além do forte cheiro de queimado dentro da cabine", contou.
"Apesar do helipontos em alguns edifícios naquela área, só que em determinava altura não dá para tentar pousar nesses locais, ele também não tinha motor para isso". O repórter confessou que hoje, pela primeira vez, teve muito medo. É que, como o helicóptero se aproximava da Ponte Eusébio Matoso, ele achava que ia se chocar contra as estruturas. Porém, o piloto conseguiu contornar acabou caindo embaixo da ponte. Os motoristas que passavam pelo local perceberam o que estava acontecendo, mas a moça do carro atingido pelo aparelho ficou apavorada.
César, que socorreu Geraldo, disse que ela abandonou o carro e saiu correndo em plena pista da Marginal Pinheiros. Ele destacou também a boa vontade em ajudar de várias pessoas que passavam pelo local. O jornalista da Rádio Eldorado acredita que deverá ser chamado para depor no inquérito que será instaurado pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). A respeito das causas do acidente, ele acha que somente a investigação das autoridades aeronáuticas poderá indicar o que realmente ocorreu.
Questionado sobre o piloto, Nunes assegurou que a experiência do comandante Leonardo foi fundamental para evitar uma tragédia. "São pilotos que trabalham na empresa ABC Fly. São pessoas bem treinadas e é por isso que eu acredito que estou falando aqui como vocês agora."
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
Com tua licença, só complementando...
11/11 - 11:12 / Agência Estado
O repórter Geraldo Nunes falou, hoje de manhã, sobre o pouso forçado do helicóptero que o transportava para mais um dia de informações sobre o trânsito para os paulistanos na Rádio Eldorado. Há pelo menos 16 anos sobrevoando a cidade e relatando com detalhes as ocorrências diárias da cidade, a primeira coisa que Nunes fez foi falar sobre seu estado de saúde. "Eu quero avisar a todos que estou ileso e que não aconteceu nada comigo. Eu fiquei preso no cinto de segurança do helicóptero no momento da queda. Nós estávamos sobrevoando a região do Brooklin quando o comandante Leonardo percebeu que estávamos perdendo potência no motor".
O repórter disse que notou que a lâmpada de um equipamento no painel que registra perda de potência no painel acendeu. Inicialmente, afirmou, ele e o comandante acreditaram tratar-se de um problema de fusível e que a luz chegou a apagar, mas surgiu outro problema. "Existe um instrumento no helicóptero com dois ponteiros que mostram o giro do rotor superior e o do rotor de cauda. O aparelho perdia potência no rotor superior. A questão é que nós estávamos entrando numa área muito perigosa e não há lugar para pousar"- observou."
Nunes lembrou que, naquela região, na altura da Ponte Ary Torres, existe uma subestação de energia da Eletropaulo. Para ele, se o comandante tivesse entrado ali para tentar pousar, teria ocorrido uma tragédia. "Se ele entrasse ali, seria morte na certa. Ele tentou contornar, levou o helicóptero acima da linha do trem que passa na área, mas ali também existem fios elétricos de alta tensão", salientou.
"Aí, não teve jeito. Ele tentou pousar na pista da Marginal Pinheiros, mas o motor já estava sem potência. Quando acionou o lado direito do trem de pouso, o helicóptero virou, tombou e caiu embaixo da Ponte Eusébio Matoso. O aparelho bateu no chão do lado esquerdo, no caso, o do comandante Leonardo".
O jornalista recordou que, após o choque, começou a vazar combustível, e o temor foi de uma explosão. Geraldo relatou que o comandante Leonardo conseguiu sair primeiro do helicóptero e que ele, Geraldo, que é deficiente físico, teve dificuldades. "Eu não conseguia sair. Foi quando se aproximou um senhor, chamado César, que estava passando de carro pelo local. Ele me pegou pelos ombros e pelas axilas e me puxou para fora do helicóptero."
César, o homem que ajudou a salvar Geraldo Nunes, também participou do relato do repórter e revelou que tem experiência em aviação e possui brevê. Ele garante que viu tudo e que percebeu que o aparelho estava sem força. "Eu percebi que o helicóptero estava com algum problema. O barulho do motor estava fraco e vi quando o lado direito do trem de pouso bateu num carro, um Santana ou uma Royale cinza. No que bateu, a aeronave caiu, pedaços da hélice voando para todos os lados, foi um perigo tudo isso."
Sobre o helicóptero, Geraldo Nunes disse que o "Robinson" é uma boa aeronave para o serviço que presta diariamente aos ouvintes da Rádio Eldorado. No entanto, salientou, quando sofre alguma pane de motor, não há como segurar. "O comandante Leonardo está de parabéns pelo trabalho que fez. Com os 16 anos que tenho como repórter aéreo, aprendi um pouco de aviação. Percebi que ele estava com problemas, além do forte cheiro de queimado dentro da cabine", contou.
"Apesar do helipontos em alguns edifícios naquela área, só que em determinava altura não dá para tentar pousar nesses locais, ele também não tinha motor para isso". O repórter confessou que hoje, pela primeira vez, teve muito medo. É que, como o helicóptero se aproximava da Ponte Eusébio Matoso, ele achava que ia se chocar contra as estruturas. Porém, o piloto conseguiu contornar acabou caindo embaixo da ponte. Os motoristas que passavam pelo local perceberam o que estava acontecendo, mas a moça do carro atingido pelo aparelho ficou apavorada.
César, que socorreu Geraldo, disse que ela abandonou o carro e saiu correndo em plena pista da Marginal Pinheiros. Ele destacou também a boa vontade em ajudar de várias pessoas que passavam pelo local. O jornalista da Rádio Eldorado acredita que deverá ser chamado para depor no inquérito que será instaurado pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). A respeito das causas do acidente, ele acha que somente a investigação das autoridades aeronáuticas poderá indicar o que realmente ocorreu.
Questionado sobre o piloto, Nunes assegurou que a experiência do comandante Leonardo foi fundamental para evitar uma tragédia. "São pilotos que trabalham na empresa ABC Fly. São pessoas bem treinadas e é por isso que eu acredito que estou falando aqui como vocês agora."
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