Marcelo Rocha e
Claudio Dantas
Do Correio Braziliense

Ronaldo de Oliveira/CB
03/11/2005
Detalhes sobre a segurança do chefe de Estado norte-americano surgem aos poucos e de forma não oficial. Exemplo disso foi o primeiro avião da delegação norte-americana a pousar em Brasília. O cargueiro C-5 Galaxy pousou na madrugada desta quarta-feira no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. O C-5 é a segunda maior aeronave militar de carga do mundo, com capacidade para até 118 toneladas em equipamentos, como helicópteros e tanques de guerra. Em missões presidenciais, normalmente, o cargueiro americano leva um centro de comunicações, dois helicópteros e três limusines blindadas e idênticas. Como comparação, um Airbus para 270 passageiros pode levar até 35 toneladas.
A Aeronáutica informou desconhecer o conteúdo do carregamento ou a tripulação da aeronave. O Palácio do Planalto também não deu detalhes sobre o assunto, nem a embaixada norte-americana. Fontes da Polícia Federal, porém, afirmaram que parte das armas e equipamentos de segurança dos Estados Unidos têm chegado ao país desde o início da semana. Os portes provisórios para que os norte-americanos possam carregar o armamento em território brasileiro estão sendo emitidos pela polícia.
É provável que uma parcela dos efetivos de segurança que acompanham Bush em Mar del Plata (Argentina), onde ocorre a Cúpula das Américas, seja deslocada para o Brasil no sábado. Na semana passada, militares norte-americanos desembarcaram na cidade argentina a bordo dois aviões C-141 e C-17 Globemaster com mantimentos, armamentos e equipamentos de uso militar, além de jipes e dois helicópteros. As operações também transcorreram de madrugada.
No entanto, a ausência de histórico de atentados terroristas no Brasil leva a crer que uma da principais preocupações da delegação norte-americana é evitar os protestos que estão sendo preparados por organizações sindicais, estudantis e demais grupos civis em Brasília. Nesse caso, sigilo e contra-informação são as principais armas de prevenção. Os coordenadores da Operação América estudam o isolamentos de áreas ao longo dos trajetos que a comitiva norte-americana fizer na cidade, segundo informações da Polícia Federal.


