Resenha de notícias - 19/10/2005

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Resenha de notícias - 19/10/2005

Mensagem por AeroEntusiasta »

1. Governo fará 'intervenção branca' na Varig
2. BNDES pode entrar na operação de ajuda à Varig
3. Governo cobra decisão sobre Varig
4. Governo aciona BNDES para ajudar Varig
5. WebJet reduz vôos e troca BH por Salvador
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1. Governo fará 'intervenção branca' na Varig
Diretores da companhia serão substituídos por representantes de estatais envolvidas na recuperação judicial
Por: Mariana Barbosa e Vânia Cristino
O governo federal prepara uma espécie de "intervenção branca" para salvar a Varig, informam fontes em Brasília. Pelo projeto, desenhado no gabinete do presidente em exercício e ministro da Defesa, José Alencar, o governo, como principal credor da companhia irá assumir o comando do processo de recuperação judicial. Está descartada, porém, a hipótese de o governo transformar seus créditos - cerca de R$ 4,5 bilhões - em ação da companhia.
Mas o projeto envolve recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da ordem de US$ 130 milhões, e prevê a substituição do atual Conselho de Administração. O governo deverá assumir quatro dos oito assentos do conselho. Representantes do Banco do Brasil, Infraero, BR Distribuidora, credores da empresa, e mais o BNDES entrarão no lugar de David Zylbersztajn, Omar Carneiro da Cunha, Eleazar de Carvalho Filho e Marcos Azambuja. Omar e Zylbersztajn tomaram conhecimento do projeto ontem, em reunião com Alencar. "Esta semana haverá uma solução. Estamos preocupados com os trabalhadores", limitou-se a dizer Alencar, depois da reunião.
O projeto deve ser anunciado oficialmente amanhã, durante assembléia de credores da Varig, no Rio. A data foi escolhida pelo próprio governo que, por meio da Infraero, pediu a suspensão e o adiamento da última assembléia, realizada no dia 13. Caso não seja dada uma solução até quinta-feira (dia 20), a situação da companhia pode ficar seriamente comprometida, uma vez que esta foi a data estabelecida pela Justiça americana para a Varig pagar a dívida corrente com as empresas de leasing, sob pena de perder as aviões. A dívida soma US$ 63 milhões.
Para o empréstimo do BNDES, a Varig daria como garantia as subsidiárias VEM (manutenção), VarigLog (cargas) e o programa de fidelidade Smiles. Mais detalhes da proposta deverão ser definidos hoje de manhã, durante reunião dos credores governamentais na vice-presidência. Há uma discussão jurídica sobre a possibilidade ou não de se criar uma nova Varig, sem a sucessão das dívidas.
Os primeiros sinais de que haveria uma mudança na postura do governo em relação à Varig foram dados na quinta-feira passada, com o fato relevante publicado nos jornais pela Fundação Ruben Berta (FRB). Nele, a fundação dizia que estava disponibilizando assentos no conselho para os credores e que estaria disposta a abrir mão de VEM, VarigLog e Smiles. No mesmo texto, a FRB diz que estaria deixando de exercer o papel de controlador - reivindicação antiga do governo. "Finalmente estamos vendo luz no fim do túnel", comemora Odilon Junqueira, presidente do fundo de pensão Aerus, maior credor privado da Varig. "As estatais resolveram funcionar como se empresas privadas fossem e desistiram de perder dinheiro."
Fonte: O Estado de S. Paulo (18/10/05)

2. BNDES pode entrar na operação de ajuda à Varig
Por: Arnaldo Galvão
Fonte: Valor Econômico
O presidente da República em exercício, José Alencar, acredita que ainda nesta semana será possível chegar a uma solução para a crise da Varig. Ontem ele teve uma reunião com os principais dirigentes da empresa em seu gabinete no Ministério da Defesa.
Hoje, o encontro de Alencar é com representantes dos maiores credores da companhia aérea: sindicatos de aeronautas, aeroviários, associação dos pilotos, Banco do Brasil, BNDES, BR Distribuidora e Infraero.
Uma das propostas que será apresentada na reunião no Planalto estabelece que o BNDES irá criar uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) para ofertar ao mercado ações da VarigLog, empresa de logística e transporte do grupo e da VEM (Varig Engenharia e Manutenção). Com os recursos arrecadados, seriam saldados ou renegociados compromissos de curto prazo que ameaçam a sobrevivência da Varig, como a dívida com as empresas de leasing de aviões.
A Varig enfrenta um processo de recuperação judicial, o que equivale ao antigo regime da concordata. As dívidas superam R$ 6,5 bilhões.
Alencar também confirmou que será realizada, amanhã, uma reunião dos credores da Varig no Fórum do Rio. A primeira ocorreu em 13 de outubro. Essas reuniões são feitas para que o Judiciário tenha a aprovação dos credores com relação à proposta da companhia que está em recuperação judicial.
Recusando-se a revelar qual a solução que tem mais chance de sucesso na negociação, Alencar limitou-se a dizer que há várias alternativas. "Temos preocupação com os trabalhadores. Aeronautas e aeroviários têm sindicatos diferentes. Os trabalhadores são credores da Varig. É um crédito especial", disse o vice-presidente.
O presidente do Conselho de Administração da Varig, David Zylbersztajn, também negou-se a dar mais detalhes da negociação com os credores. Ele fez uma avaliação positiva do encontro com Alencar. "Foi uma reunião conceitual de avaliação das propostas", disse.
O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, também encontrou-se ontem com José Alencar. Ele pediu uma solução para o problema que está, na sua opinião, prejudicando a empresa aérea BRA. Cunha Lima disse que a companhia fez um pedido de 20 slots - espaços e horários para que seus aviões operem - em Congonhas (SP), mas recebeu apenas 6.
Fonte: Valor Econômico (18/10/05)

3. Governo cobra decisão sobre Varig
José Alencar espera que credores cheguem amanhã a acordo sobre proposta de reestruturação da empresa
Por: Karla Correia
Fonte: Jornal Brasil
O governo quer bater o martelo sobre o processo de reestruturação da Varig ainda nesta semana, mais exatamente na reunião de amanhã entre os credores da companhia aérea. A afirmação foi feita ontem pelo presidente da República em exercício, José Alencar.
- Tudo indica que até esta semana virá uma solução - afirmou Alencar, que se reuniu ontem com o presidente da companhia, Omar Carneiro da Cunha, o presidente do Conselho de Administração da Varig, David Zylbersztajn, e o presidente da Infraero, Carlos Wilson, representando os credores da empresa.
Hoje, o vice-presidente e ministro da Defesa se reúne com os credores federais da empresa para debater o plano de recuperação. Participam do encontro representantes dos trabalhadores da Varig, da Infraero, do Banco do Brasil, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da BR Distribuidora.
A Varig tem uma dívida superior a R$ 6,5 bilhões e depende dos credores e da Justiça para se desfazer de ativos para continuar voando. Uma das preocupações é resolver, até amanhã, os contenciosos dentro da assembléia de credores da empresa, que têm impedido decisões importantes para a sobrevivência da Varig. É o caso da venda da VarigLog, braço de logística da companhia, para o fundo Mattlin Patterson por US$ 38 milhões em dinheiro, mais US$ 65 milhões em antecipação de recebíveis de cartão de crédito.
Mas esta não será uma tarefa fácil. Os credores estatais da Varig vêem na venda da VarigLog uma maneira para injetar capital que garanta a sobrevivência da empresa até o fim do processo de recuperação judicial. Os trabalhadores da Varig recusam a proposta e consideram o valor oferecido baixo de mais.
Para tentar resolver o impasse, o governo acenará com a ajuda do BNDES na reunião de hoje no Planalto. Pela proposta, o banco estatal irá criar uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para ofertar ao mercado ações da VarigLog e da Varig Engenharia e Manutenção (VEM).
Com os recursos, seriam saldados ou renegociados compromissos de curto prazo que ameaçam a sobrevivência da companhia, como a dívida com empresas de leasing, que vêm ameaçando arrestar aviões da Varig por não-pagamento de dívidas. A idéia agora é que, com o BNDES fazendo uma oferta, a credibilidade da operação aumente e o preço suba. Além disso, a presença do banco dá aos demais credores um sinal de que o governo estaria empenhado a salvar a empresa.
Zylbersztajn minimizou os conflitos internos do comitê de credores, que levaram ao adiamento da decisão sobre o plano de reestruturação da empresa. Segundo ele, o encontro de ontem serviu para que os credores pudessem avaliar as propostas e afinar suas demandas.
No início da noite, o empresário Nelson Tanure, de Docas Investimentos, e representantes dos sindicatos de trabalhadores da Varig foram recebidos por Alencar para discutir alternativas para a empresa.
Fonte: Jornal Brasil (18/10/05)

4. Governo aciona BNDES para ajudar Varig
Proposta prevê que banco crie mecanismo para lançar ações de empresas de transporte e manutenção da aérea
Por: Humberto Medina
Fonte: Folha de S.Paulo
O governo resolveu acionar o BNDES para permitir que haja um acordo entre a Varig e os seus credores. A proposta, que será apresentada em reunião hoje no Planalto, estabelece que o banco estatal irá criar uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) para ofertar ao mercado ações da Varig Log (empresa de transportes da Varig) e da VEM (Varig Engenharia e Manutenção).
Com os recursos arrecadados, seriam saldados ou renegociados compromissos de curto prazo que ameaçam a sobrevivência da empresa, como a dívida com as empresas de "leasing" de aviões. Elas vêm ameaçando apreender, no exterior, aviões da Varig por não-pagamento de dívidas.
A própria empresa já cogitou vender suas companhia de transportes de carga, mas a Varig Log acabou tendo avaliação do mercado de cerca de US$ 100 milhões, abaixo do esperado. A idéia agora é que, com o BNDES fazendo a oferta, a credibilidade da operação aumente e o preço suba. Além disso, a presença do banco estatal dá aos demais credores um sinal de que o governo estaria empenhado a salvar a empresa.
Ontem, representantes de credores públicos e da empresa se reuniram com o ministro da Defesa e presidente interino, José Alencar. Ele disse que a Varig é importante ao país e que "tudo indica que, até esta semana, advirá uma solução".
"Existe um estudo que está sendo desenvolvido. Há várias alternativas. É um negócio complexo, tem muita folha de papel, é coisa grande, é uma proposta massuda, não é brincadeira."
O presidente do conselho de administração da Varig, David Zylbersztajn, não deu detalhes da reunião. "Estamos tratando do arranjo financeiro. Foi uma reunião muito mais conceitual, de avaliação das propostas. Vocês terão notícias nos próximos dois dias, mais ou menos. A reunião foi muito boa. Não foi para conseguir nada, foi um alinhamento de posições e de conceitos", disse.
Na reunião de hoje, credores da empresa -principalmente empresas estatais como Infraero e BR Distribuidora- serão apresentados à solução que prevê a participação do BNDES. Alencar participa da reunião. Amanhã, no Rio, haverá outra reunião para os credores decidirem se aceitam a proposta da empresa.
Concorrente
O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), também esteve reunido com Alencar. O assunto, segundo o governador, foi uma concorrente da Varig: a BRA. Ele disse que veio falar sobre a possibilidade de a BRA aumentar o seu número de "slots" (espaço para os aviões e horários) no aeroporto de Congonhas (SP).
De acordo com o governador, a BRA poderia aumentar o tamanho de sua frota de nove para 14 aviões se tivesse mais "slots".
Fonte: Folha de S.Paulo (18/10/05)

5. WebJet reduz vôos e troca BH por Salvador
Por: Bruno Lima
Fonte: Folha de S.Paulo
A aérea de baixo custo e baixas tarifas WebJet desistiu, por ora, de voar para Belo Horizonte -destino que inaugurou no dia 1º- e anunciou que, a partir de 1º de novembro, passará a ligar, cinco dias por semana, São Paulo e Rio de Janeiro a Salvador.
Com poucos clientes, a companhia fará alterações drásticas em sua malha: vai reduzir o número de vôos, abandonar os horários de pico nos aeroportos (em que há mais concorrência) e, já que tem apenas um avião e não consegue disputar com as grandes na oferta de vôos, focar de vez o negócio no turismo, que tem passageiros mais sensíveis a preços do que a horários. A idéia é ter uma malha mais flexível.
"Vamos deixar o mercado nos colocar onde temos apelo para ficar. Vão ser vôos mais turísticos e menos executivos", diz Rogério Ottoni, diretor-presidente da WebJet. Segundo ele, agentes de turismo ajudarão a definir as próximas mudanças na malha. Quartas e sábados podem ganhar vôos de pacotes turísticos para cidades como Maceió, por exemplo.
A WebJet também abandonou o itinerário de vôo que era comparado ao de um ônibus escolar: saía do Rio, passava por Brasília, São Paulo e Porto Alegre e, de lá, fazia todo o trajeto de volta, até retornar ao Rio. Agora, com exceção das quartas e sábados, haverá vôos diários de Rio e São Paulo para Salvador, por tarifas a partir de R$ 255. Com a aproximação da temporada, a passagem pode chegar a R$ 500, afirma Ottoni.
A aérea não revela, porém, qual será a redução no número de freqüências diárias. Hoje, são 26 trechos voados por dia. Serão mantidos os vôos para Florianópolis.
Fonte: Folha de S.Paulo (18/10/05)
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